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Campeonato Africano das Nações

O Campeonato Africano das Nações (português angolano), também conhecido como Taça das Nações Africanas (português europeu) ou Copa Africana de Nações (português brasileiro), também conhecida pelo acrónimo CAN, é a principal competição de futebol entre seleções do continente africano. Organizado pela Confederação Africana de Futebol (CAF), foi realizado pela primeira vez em 1957, sendo praticado a cada dois anos desde a edição de 1968, antes em intervalos irregulares.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 07/07/2026
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História

No torneio de 2006, novamente o país organizador ganha o troféu, nesse caso o Egito, a primeira nação a alcançar o recorde continental de cinco títulos. Antes da Copa Africana de Nações de 2008, vários clubes europeus pediram que se repensasse a programação do torneio. Como acontece durante a temporada europeia, os jogadores envolvidos perdem várias partidas pelos seus clubes. Em janeiro de 2008, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, anunciou que queria a realização do torneio em junho ou julho até 2016, mas isso impediria muitos países da África Central e Ocidental de sediar a competição, uma vez que a estação chuvosa ocorre nesses meses. O torneio de 2008 foi realizado em Gana, com o Egito vencendo o seu sexto torneio recorde ao derrotar Camarões por 1 a 0 na final. O Egito estabeleceu um novo recorde no torneio de 2010, em Angola, ao conquistar seu terceiro título consecutivo após vencer todos os jogos, incluindo Gana por 1 a 0 na final, estendendo seu recorde para 7 títulos continentais (incluindo quando ficou conhecido como a República Árabe Unida entre 1958 e 1961). O Egito se tornou o primeiro país africano a conquistar três copas consecutivas e se juntou ao México, Argentina e Irã, que também conquistaram a copa do continente três vezes seguidas. Além disso, em 31 de janeiro de 2010, o Egito estabeleceu dois novos recordes africano, não sendo derrotado por 19 jogos consecutivos da Copa das Nações, desde uma derrota por 2 a 1 contra a Argélia na Tunísia em 2004, e por vencer nove vezes consecutivamente.

Origem e primeiros anos (1956–1962)

A origem da Copa Africana de Nações data de junho de 1956, altura em que a criação da Confederação Africana de Futebol foi proposta durante o terceiro congresso da Federação Internacional de Futebol, em Lisboa. Havia planos imediatos para a realização de um torneio continental e, em fevereiro de 1957, a primeira Copa Africana de Nações foi realizada em Cartum, no Sudão. Não havia qualificação para esse torneio, sendo ele composto pelas quatro nações fundadoras da CAF (Egito, Sudão, Etiópia e África do Sul). A insistência da África do Sul em selecionar apenas jogadores brancos para seu plantel devido a política de apartheid culminou em sua desqualificação e como consequência a Etiópia avançou automaticamente para a final. Assim, apenas dois jogos foram disputados, com o Egito sendo coroado o primeiro campeão continental depois de derrotar o anfitrião Sudão na semifinal e a Etiópia na final. Dois anos depois, em 1959, Egito e Síria se fundem para formar a República Árabe Unida, na qual recebe a segunda edição, no Cairo, com a participação das mesmas três equipes. O anfitrião, Egito, venceu novamente.

Dominação ganesa (1963–1970)

Em 1963, o torneio final se expande e recebe seis equipes, divididas em dois grupos de três. A seleção de Gana fez sua primeira aparição como anfitrião do evento e ganhou o título depois de derrotar o Sudão na final. Eles repetiram isso quando se tornaram campeões dois anos depois na Tunísia — igualando o Egito como duas vezes vencedoras — com uma equipe que incluia apenas dois membros da equipe de 1963. Vale ressaltar que a partir dessa edição a competição foi renomeada de Copa Africana para Copa Africana de Nações. Em 1965, a CAF introduziu uma regra que limitava o número de jogadores estrangeiros em cada equipe a dois. A regra persistiu até 1982. Posteriormente, o formato do torneio final de 1968 novamente aumenta para incluir oito das vinte e duas equipes inscritas nas rodadas preliminares. As equipes classificadas foram distribuídas em dois grupos de quatro, com as duas melhores colocadas de cada grupo avançando para as semifinais, um sistema que permaneceu em uso até 1992. A República Democrática do Congo venceu seu primeiro título, batendo Gana na final. Para os ganeses, essa foi a sua primeira derrota após somar oito vitórias e dois empates desde sua estreia.

Uma década de campeões (1972–1980)

Cinco nações diferentes ganharam títulos de 1972 a 1980: Congo, Zaire, Marrocos, Gana e Nigéria. O segundo título do Zaire na edição de 1974 (venceram o primeiro como República Democrática do Congo) surgiu depois de enfrentar a Zâmbia na final. Pela única vez até hoje na história da competição, a partida teve que ser repetida quando a primeira disputa entre os dois times terminou em um empate por 2 a 2 depois da prorrogação. A final de desempate aconteceu dois dias depois com o Zaire vencendo por 2 a 0. O atacante Mulamba Ndaye marcou todos os quatro gols do Zaire nesses dois jogos, também sendo o artilheiro do torneio com nove gols e estabelecendo um recorde de torneio único que permanece até os dias atuais. Três meses antes, o Zaire havia se tornado o primeiro país da África subsaariana a se classificar para a Copa do Mundo da FIFA. Marrocos conquistou seu primeiro título na Copa Africana de Nações de 1976, realizada na Etiópia; Gana, seu terceiro campeonato em 1978, tornando-se o primeiro país a conquistar três títulos; e Nigéria, em 1980, também seu primeiro título após hospedar o evento.

Dominação de Camarões, Nigéria e Argélia (1980–1990)

Na década de 1980, Camarões conseguiu chegar a final da copa por três vezes consecutivas, vencendo a competição duas vezes em 1984 e 1988 e perdendo uma vez nos pênaltis contra o Egito na edição de 1986. A outra equipe recorrente nesse período foi a Argélia, juntamente com suas aparições nos mundiais de 1982 e 1986, chegando nas semifinais de todas as edições, menos a de 1986, até vencer a competição em 1990, ao ganhar da Nigéria, na qual obtinha o terceiro vice-campeonato em um intervalo de quatro competições, além de ter vencido a própria Argélia na final de 1980. O quarto título continental de Gana foi disputado na edição de 1982, onde bateu em uma disputa de pênaltis a anfitriã, Líbia, na final.

O retorno da África do Sul (1992–1998)

A Copa Africana de Nações de 1992 ampliou o número de participantes para doze, com as equipes sendo divididas em quatro grupos de três e as duas melhores de cada grupo avançando para as quartas de final. O meia ganês Abedi Pelé, que marcou três gols, foi eleito o melhor jogador do torneio depois que suas contribuições ajudaram Gana a chegar na final, no entanto ele foi suspenso para a partida e a seleção ganesa perdeu para a Costa do Marfim em uma disputa de pênaltis que viu cada lado fazer 11 tentativas para determinar o vencedor. Somando-se a isso, Costa do Marfim estabeleceu um recorde para a competição, conquistando-a sem levar gols nas cinco partidas.

O bicampeonato de Camarões (2000–2004)

A edição de 2000 foi organizada em conjunto por Gana e Nigéria, substituindo o anfitrião originalmente designado Zimbábue. Após um empate de 2 a 2 após a prorrogação na final, Camarões derrotou a Nigéria nos pênaltis. Em 2002, os Leões Indomáveis conseguiram o segundo título consecutivo desde o feito de Gana no anos 1960 e do Egito em 1957 e 1959. Novamente via pênaltis, os camaroneses venceram Senegal pela primeira vez, que também estreou na Copa do Mundo no final daquele ano. Os dois finalistas foram eliminados nas quartas de final, dois anos depois, na Tunísia, onde os anfitriões conquistaram seu primeiro título vencendo Marrocos por 2 a 1 na final.

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Reformas

Sob a presidência de Ahmad Ahmad, houve discussões sobre novas mudanças na Copa Africana de Nações. Em julho de 2017, duas alterações foram propostas: Em 20 de julho de 2017, o Comitê Executivo da CAF aprovou as proposições em uma reunião em Rabat, Marrocos.

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Troféu

Ao longo da história da Copa Africana de Nações, três troféus diferentes foram atribuídos aos vencedores da competição. O troféu original, feito de prata, foi o Troféu Abdelaziz Abdallah Salem, batizado em homenagem ao primeiro presidente da CAF, o egípcio Abdelaziz Abdallah Salem. Como o primeiro vencedor de três torneios da Copa Africana de Nações, Gana obteve o direito de manter permanentemente o troféu em 1978. O segundo troféu foi premiado de 1980 a 2000 e recebeu o nome de Troféu da Unidade Africana ou Copa da Unidade Africana. Entregue à CAF pelo Supremo Conselho de Esportes da África antes do torneio de 1980, era uma peça cilíndrica com os anéis olímpicos sobre um mapa do continente gravado em seu corpo, tendo uma base quadrada e alças triangulares estilizadas. Camarões permaneceu com o troféu indefinidamente após se tornar tricampeão em 2000. Em 2001, o terceiro troféu foi revelado, um copo banhado a ouro projetado e fabricado na Itália. Camarões, detentores permanentes do troféu anterior, foram a primeira nação a receber o novo troféu depois de terem vencido a edição de 2002. O Egito, por sua vez, permaneceu com a taça banhada a ouro de forma permanente ao conquistar o seu terceiro título em 2010. Ao contrário dos vencedores anteriores, que levaram o troféu para casa, o Egito recebeu uma réplica em tamanho real na qual puderam manter. Vencedores de primeira e segunda vez geralmente recebem uma réplica de tamanho menor para seus gabinetes de troféus.

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