Campanha nas Ilhas Marianas e Palau
A Campanha nas Ilhas Marianas e Palau, também conhecida como Operação Forager, foi uma ofensiva lançada por forças dos Estados Unidos contra o Império do Japão nas Ilhas Marianas e Palau no Oceano Pacífico entre junho e novembro de 1944 durante a Guerra do Pacífico. A ofensiva americana, sob o comando de Chester Nimitz, seguiu a campanha nas Ilhas Gilbert e Marshall e tinha como objetivo neutralizar as bases do Japão no pacífico central, dar apoio aos Aliados que ambicionavam reconquistar as Filipinas e proporcionar bases mais próximas ao Japão a fim de continuar a campanha de bombardeios.
Saipan
A campanha teve início em 15 de junho de 1944 com o desembarque de tropas norte-americanas na ilha de Saipan, uma das três grandes do conjunto das Marianas, então ocupada por tropas japonesas sob o comando do general Yoshitsugu Saito, após pesado bombardeio naval norte-americano. Apesar da destruição de diversos carros de assalto anfíbios por parte dos japoneses, ao fim do dia as tropas americanas desembarcadas já haviam assegurado uma cabeça de praia de 6 km de extensão e 800 m de profundidade e iniciado o avanço para o aeroporto da ilha, abandonado pelos defensores três dias após o início dos combates. Sem a possibilidade de reforço militar nem de mantimentos ou munição, a batalha era desesperançosa para os japoneses. No entanto, o general Saito resolveu defender a ilha até o último homem, espalhando as suas tropas pelas crateras vulcânicas do interior da ilha e pelo terreno montanhoso ao redor do Monte Tapotchau, escondendo-se durante o dia e realizando ataques localizados durante a noite. Estes apenas seriam expulsos e vencidos após duros e prolongados combates, onde os invasores norte-americanos foram obrigados a usar lança-chamas e artilharia pesada para destruir a resistência nas cavernas da ilha.
Batalha do Mar das Filipinas
Foi a última grande batalha aeronaval da guerra. Em junho de 1944 os aliados estavam invadindo a França, e os japoneses perceberam que a guerra iria terminar logo e reforços britânicos chegariam ao Pacífico, então planejaram um ataque a Força Tarefa 58 americana (principal esquadra americana no Pacífico) que estava se preparando para atacar as Ilhas Marianas. A força Tarefa japonesa era composta por 5 porta aviões, 4 porta aviões ligeiros, 5 encouraçados, 43 navios diversos (Cruzadores leves e pesados, contratorpedeiros e navios logísticos), 475 aviões embarcados. E teriam apoio de mais 400 aviões baseados em ilhas próximas da área de combate totalizando 875 aviões.
Guam
Esta batalha nas Ilhas Marianas ocorreu entre julho e agosto de 1944, em seguida à tomada de Saipan pelos americanos. Guam é a maior das ilhas do arquipélago, com 48 km de comprimento e 14 km de largura. Ela havia sido uma possessão dos EUA desde que foi tomada aos espanhóis em 1898 e após o ataque a Pearl Harbor, em 11 de dezembro de 1941, quatro dias após o início do conflito no Pacífico, ela foi ocupada pelos japoneses. Em 1944 era defendida por grande guarnição japonesa. Guam era um grande alvo do ataque norte-americano por sua localização e tamanho, ideal para base de operações dos futuros ataques aliados às Filipinas, Taiwan e Japão, por ter dois grandes aeroportos em condições de receber os grandes bombardeiros B-29, as super fortalezas voadoras, e um porto de águas profundas.
Tinian
Esta batalha foi travada na menor das três principais ilhas do arquipélago das Marianas, entre tropas norte-americanas e japonesas, logo após a ocupação pelos invasores da ilha vizinha de Saipan, durante a semana de 24 de julho e 1 de agosto de 1944. Duas divisões de marines desembarcaram no norte da ilha ao amanhecer de 24 de julho, apoiadas por bombardeio naval através do estreito de Saipan, localizada seis quilômetros ao sul, que lhes custou a perda um cruzador e um destróier, atingidos por baterias japonesas. Os japoneses adotaram em Tinian a mesma estratégia de Saipan, escondendo-se durante o dia e atacando após o escurecer. As melhores condições do terreno permitiram aos atacantes um uso mais efetivo da força de tanques e baterias de artilharia do que o permitido no terreno montanhoso de Saipan, fazendo com que a luta durasse apenas nove dias.


