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Campanha da Itália

A Campanha da Itália foi o conjunto das operações militares conduzidas pelos Aliados na Itália no âmbito da Segunda Guerra Mundial, no período que vai de junho de 1943 a maio de 1945; a campanha foi empreendida inicialmente para derrotar a Itália fascista, considerada a mais fraca entre as três principais Potências do Eixo, e depois, após a sua rendição incondicional anunciada a 8 de setembro de 1943, para atrair para a península italiana ocupada pelas tropas do marechal de campo Albert Kesselring outras forças da Wehrmacht, aliviando assim os outros teatros europeus.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Antecedentes

A partir do outono de 1942, o andamento da Segunda Guerra Mundial no teatro do Mediterrâneo havia sofrido uma virada irreversível a favor das potências aliadas. Enquanto os britânicos do general Bernard Law Montgomery concluíam vitoriosamente em 4 de novembro de 1942 a dura Segunda Batalha de El Alamein e forçavam as forças ítalo-alemãs remanescentes do marechal de campo Erwin Rommel a uma extenuante retirada ao longo de toda a costa líbia, uma imponente força expedicionária anglo-americana sob o comando do general Eisenhower efetuou com pleno sucesso, a partir de 8 de novembro de 1942, a Operação Tocha, ou seja, o desembarque no Marrocos e na Argélia. Nos meses seguintes, as operações no Norte da África prosseguiram com combates acirrados de resultados alternados; apesar do pesado empenho da Wehrmacht na frente oriental, onde estava em curso a longa Batalha de Stalingrado, que terminou com uma desastrosa derrota, Adolf Hitler decidiu enviar contingentes de reforço à Tunísia para ganhar tempo e apoiar militarmente seu aliado Benito Mussolini, cuja posição política no Reino da Itália estava se enfraquecendo devido às contínuas derrotas.

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Planos operativos

Aliados

Enquanto a campanha da Tunísia ainda estava em curso, a liderança político-militar anglo-americana já havia iniciado o planeamento para o prosseguimento das operações no teatro do Mediterrâneo. Na Conferência de Casablanca, entre 14 e 24 de janeiro de 1943, o presidente estadunidense Franklin Delano Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill reuniram-se com os chefes dos estados-maiores aliados; após discussões longas e complexas, decidiu-se — apesar do ceticismo e da deceção dos generais estadunidenses, ansiosos por interromper as operações no setor meridional e acelerar a invasão da Europa do Noroeste — colher os frutos da vitória prevista no Norte da África realizando um desembarque na Sicília.

Eixo

A catástrofe final na Tunísia, precedida durante o inverno pela perda da Líbia e pelo trágico desastre do ARMIR na Rússia, provocou um grave enfraquecimento do regime fascista na Itália e da posição do próprio Benito Mussolini. O general Vittorio Ambrosio, o novo chefe do estado-maior general em substituição do marechal Ugo Cavallero, estava pessimista sobre a possibilidade de continuar a guerra; após as pesadas perdas de homens e meios dos últimos meses, as forças armadas italianas estavam numa situação crítica: dez divisões estavam em fase de reorganização, trinta e seis estavam empregadas no estrangeiro em tarefas de ocupação e na Itália estavam disponíveis apenas treze divisões prontas para a ação; as forças navais e aéreas eram fracas. Mussolini não parecia totalmente consciente destas carências e do colapso moral entre as autoridades dirigentes: a 11 de março de 1943, tinha ridicularizado os "indivíduos de nervos fracos" que, após a derrota na Rússia, tinham pensado "que o 'bigodudo' (Stalin) chegaria a Longatico", e mantinha uma aparente confiança em Hitler e na potência militar alemã. Os dois encontraram-se em Salzburgo em abril de 1943; inicialmente Mussolini avançou com a proposta de procurar um compromisso com Stalin e transferir a massa das forças da Wehrmacht para o Mediterrâneo, mas no final concordou com os planos de Hitler que, rejeitando as propostas do Duce, se mostrou otimista e seguro de poder vencer a guerra na frente oriental até 1943, lançando uma terceira ofensiva de verão.

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O campo de batalha

A geomorfologia italiana impunha algumas limitações às operações dos Aliados: enquanto os bombardeiros tinham autonomia suficiente para atingir qualquer alvo na península, apenas os caças embarcados em porta-aviões podiam alcançar a Itália continental, mas estavam em número limitado e, de qualquer forma, a ameaça submarina do Eixo não permitia operações navais de longo alcance. A invasão da Sicília era, portanto, uma etapa obrigatória porque permitia permanecer no raio de ação dos aviões táticos com base na Tunísia, motivo que levou o comando aliado a preferi-la em vez da Sardenha. Os Aliados tinham objetivos limitados na Itália e adotaram durante toda a campanha uma estratégia prudente, além de não explorarem completamente a sua supremacia aeronaval. Hitler não atribuía um valor estratégico decisivo ao sul da Itália e estava convencido da necessidade de manter o mínimo de forças na península para não desproteger as outras frentes; por isso, não concedeu ao marechal Kesselring os reforços solicitados. Os alemães decidiram renunciar a defender toda a península e concentrar as suas forças nas áreas onde a conformação geográfica era mais favorável à construção de sólidas posições defensivas, ou seja, onde a península se estreitava oferecendo enormes obstáculos orográficos e a presença de vários cursos de água podia constituir um obstáculo relevante, em particular durante a estação do inverno.

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As forças em campo

As forças em campo estiveram constantemente desequilibradas a favor dos Aliados, ainda mais porque o exército italiano, após a rendição, dissolveu-se e reformou-se posteriormente, em grande parte, no lado aliado, com exceção das unidades que seriam mobilizadas pelo Exército Nacional Republicano. Apesar da superioridade numérica e material, a eficiência das forças aliadas diminuiu na segunda metade de 1944 devido à retirada de muitas unidades de elite anglo-americanas, destinadas a serem empenhadas na França, que foram substituídas por unidades menos experientes. O emprego de numerosas e poderosas forças aéreas deu aos Aliados uma nítida superioridade nos céus; os alemães, empenhados sobretudo em defender o Reich, destacaram apenas um número limitado de aviões na Itália. Os Aliados usaram constantemente as forças aéreas táticas em apoio às forças terrestres e as únicas operações aéreas de certa consistência foram os bombardeamentos às cidades do norte da Itália e aos centros industriais italianos envolvidos na produção bélica para a Alemanha. Por parte do Eixo, as operações foram quase exclusivamente defensivas, com exceção dos ataques às forças navais aliadas empenhadas nos principais desembarques.

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A Campanha da Itália

É preciso que, assim que o inimigo tentar desembarcar, seja congelado naquela linha que os marinheiros chamam de beira-mar, a linha de areia onde a água acaba e a terra começa... A Operação Diadem foi concluída com o sucesso aliado e a libertação de Roma, mas não alcançou resultados decisivos do ponto de vista estratégico; os alemães perderam cerca de 10 000 homens e tiveram 20 000 prisioneiros, mas as forças de Alexander também sofreram pesadas perdas (18 000 americanos, 14 000 britânicos e 10 000 franceses), sem conseguirem destruir os dois exércitos do marechal de campo Kesselring, que recuaram de forma ordenada para o norte de Roma mantendo a coesão. Além disso, devido às escolhas estratégicas fundamentais da liderança político-militar aliada, Alexander teve que renunciar aos seus planos de explorar a vitória com uma marcha ambiciosa em direção à Itália nordeste e à Áustria: os líderes americanos se opuseram a este projeto e impuseram a execução até 15 de agosto de 1944 da já programada Operação Anvil, que previa um desembarque no sul da França com tropas que seriam retiradas de Clark. Os generais Truscott e Juin deixaram a frente italiana e três divisões americanas e quatro francesas foram retiradas para preparar o desembarque na Provença; Alexander também teve que renunciar a boa parte das forças aéreas de apoio tático.

O desembarque na Sicília

A Operação Husky, o nome de código aliado para designar a invasão da Sicília, teve início a 9 de julho de 1943, precedida no mês de junho pela ocupação das ilhas de Lampedusa, Linosa, Lampione e Pantelária, a qual caiu a 12 de junho, após ter sofrido intensos bombardeamentos por parte da Royal Air Force, e foi ocupada por unidades de uma divisão britânica sem encontrar resistência. A força de invasão aliada liderada pelo general Eisenhower era composta pelo 8.º Exército britânico do general Bernard Law Montgomery e pelo 7.º Exército estadunidense do general George Smith Patton, dependentes hierarquicamente do 15.º Grupo de Exércitos do general Harold Alexander, que tinha a responsabilidade efetiva das operações no terreno. Os dois exércitos dispunham de uma força inicial de 181 000 homens com 600 carros de combate e 1 800 canhões; o corpo expedicionário era constituído por sete divisões de infantaria, duas divisões blindadas e duas divisões aerotransportadas; o apoio vindo do mar era garantido por 2 275 navios de carga, 1 800 embarcações de desembarque e 280 navios de guerra. As forças aéreas aliadas, comandadas pelo Air Chief Marshall Arthur Tedder, dispunham de mais de 5 000 aeronaves e gozavam de uma esmagadora superioridade em relação aos 520 aviões do Eixo. O exército do general Patton, com uma força de quatro divisões, desembarcou nas zonas adjacentes a Licata, Gela e Scoglitti, enquanto o do general Montgomery, forte de quatro divisões e uma brigada, desembarcou a leste, entre Capo Passero e Siracusa. No decorrer da curta campanha, os Aliados fizeram intervir outras unidades e, no final da operação, dispunham na Sicília de cerca de 467 000 soldados.

A queda do governo Mussolini e o armistício

As desastrosas notícias provenientes da Sicília provocaram desenvolvimentos decisivos para as duas potências do Eixo. Hitler, preocupado com os sinais de colapso do exército italiano, deslocou-se a 19 de julho de 1943 à Itália e encontrou-se com Mussolini perto de Belluno (embora a historiografia o recorde como o encontro de Feltre): o Duce pareceu deprimido e abúlico e, apesar das exortações dos seus generais e conselheiros, não conseguiu influenciar as decisões do Führer; Hitler confirmou querer lutar até ao fim em todas as frentes, exortou a reforçar a coesão interna com medidas draconianas, prometeu o envio de divisões alemãs e perspetivou a vitória graças a "armas secretas" em preparação. O fracasso das conversações ditas de Feltre acelerou as decisões do Rei e dos generais, já decididos a destituir Mussolini, enquanto os hierarcas, liderados por Dino Grandi, durante a dramática reunião noturna de 25 de julho, contestaram abertamente a atuação do Duce e favoreceram a desintegração do regime.

Os desembarques aliados no sul da Itália

A 3 de setembro de 1943, o 8.º Exército iniciou a invasão da Itália continental com os primeiros desembarques na Calábria (Operação Baytown), da qual as unidades alemãs se tinham retirado sem avisar os italianos e sabotando as infraestruturas. Segundo o planeamento aliado, a saída da guerra da Itália deveria ter ocorrido em simultâneo com o desembarque principal na península, previsto para o setor de Salerno segundo o projeto Avalanche. A 9 de setembro de 1943, de facto, as principais forças anglo-americanas, que a bordo dos navios tinham festejado o alegado fim das operações militares no teatro italiano na sequência do armistício de Cassibile, desembarcaram em Salerno, enquanto tropas britânicas punham em prática uma ação secundária ocupando Taranto (Operação Slapstick).

A libertação de Nápoles e o avanço para o norte

Reorganizadas as tropas após os duros combates na planície de Salerno e substituído o general Dawley — considerado o responsável pelas dificuldades iniciais em Salerno — pelo general John Lucas no comando do VI Corpo de exército, o general Clark ordenou retomar o avanço para o norte. Clark tinha estabelecido que as tropas britânicas sob o comando do general McCreery, depois de ocuparem Nápoles, atingiriam o rio Volturno fixando-se na sua margem esquerda até Cápua, de onde se reuniriam aos estadunidenses que se posicionariam à sua direita até Benevento. Mas o avanço revelou-se mais lento do que o previsto, também devido às inumeráveis destruições rodoviárias, facto que permitiu aos alemães minar ainda mais, e de forma maciça, tanto as vias rodoviárias que conduziam a Nápoles, como numerosas estruturas da própria cidade, bem como efetuar rusgas que provocaram a resistência de civis e soldados italianos dispersos durante as chamadas "Quatro Dias de Nápoles". A 29 de setembro, o marechal Kesselring foi informado pelo comando do 10.º Exército alemão de que «Nápoles está em plena revolta» e a 1 de outubro, com a entrada das primeiras unidades blindadas britânicas na cidade, os alemães completaram a evacuação das suas tropas. Após a libertação de Nápoles, os Aliados esperavam poder chegar rapidamente e ocupar Roma, um objetivo de prestígio, fortemente ambicionado tanto por Clark como por Montgomery, o qual, após a desilusão pela sua exclusão do teatro de Salerno, antevia a oportunidade para o 8.º Exército entrar primeiro na capital. O general britânico considerava estar numa posição mais favorável em relação ao seu rival: subindo a costa do Adriático e tendo nas costas o porto seguro de Bari para os abastecimentos, estava convencido de poder chegar rapidamente a Pescara e prosseguir para oeste em direção à bacia de Avezzano, cuja posse abriria as portas de Roma e tornaria possível uma grande manobra de cerco às forças alemãs.

O assalto à Linha Gustav

O marechal de campo Kesselring havia assegurado a Hitler ser capaz de parar o avanço aliado e de poder defender a Itália centro-norte ao sul de Roma: ele havia organizado uma série de posições de resistência sucessivas onde pretendia frear progressivamente o ímpeto aliado, explorando as vantagens do terreno e do clima. O setor tirreno da frente alemã havia sido designado ao general von Senger und Etterlin, comandante do 14º Panzerkorps, que dispunha de três divisões de infantaria e de uma divisão Panzergrenadier para defender a Linha Bernhardt. O alto comando aliado do Mediterrâneo, liderado pelo general Eisenhower, havia estabelecido em 8 de novembro de 1943 o novo plano de ofensiva geral, com o nome de código Operação Raincoat, para romper a linha de inverno alemã. Nesta fase, algumas das melhores formações aliadas foram retiradas do teatro mediterrâneo para serem transferidas para a Grã-Bretanha em preparação para a Operação Overlord, definitivamente confirmada após a Conferência de Teerã: quatro divisões americanas (incluindo uma de paraquedistas) e três divisões britânicas deixaram então a Itália. Em compensação, o general Alexander recebeu, além do corpo expedicionário francês sob o comando do general Alphonse Juin, uma unidade de elite de tropas canadenses e estadunidenses comandada pelo coronel Robert Frederick, duas combativas divisões polonesas lideradas pelo general Władysław Anders e uma unidade italiana do novo Exército Cobeligerante, o I Agrupamento Motorizado sob o comando do general de brigada Vincenzo Dapino. O corpo expedicionário francês, em particular, demonstraria notáveis capacidades de combate em áreas montanhosas, mas se tornaria tristemente conhecido pela população italiana, sobretudo feminina, pelos inúmeros atos de violência que ficariam conhecidos como "Marocchinate".

Operação Diadem e libertação de Roma

Sei de interesses e maquinações para que seja o 8.º Exército britânico a tomar Roma... se Alexander sequer tentar fazer algo do gênero, terá em mãos outra batalha campal: contra mim O sangrento fracasso da terceira tentativa de romper a linha Gustav no setor de Cassino e a decepcionante situação de impasse da cabeça de ponte de Anzio forçaram o comando aliado na Itália a suspender novas operações ofensivas e a proceder com uma completa reorganização das forças disponíveis. Em abril, Clark, muito exausto pelas dificuldades da campanha, retornou brevemente aos Estados Unidos e, no mesmo mês, Alexander também viajou para Londres; os dois generais discutiram com os líderes anglo-saxões no mais alto nível sobre os desdobramentos da situação e o novo planejamento e os chefes anglo-americanos decidiram lançar uma ofensiva adicional para alcançar uma vitória decisiva na Itália. Foi considerado importante, inclusive por motivos de propaganda, derrotar os alemães e entrar em Roma antes do início da Operação Overlord, prevista para 5 de junho de 1944; esperava-se também poder atrair para a península as reservas alemãs e facilitar indiretamente o sucesso do desembarque na Normandia. O general Alexander, apoiado por Churchill e pelos chefes britânicos, conseguiu convencer o estado-maior combinado a reter na Itália, para uma nova ofensiva, as divisões designadas anteriormente para o previsto desembarque no sul da França, a Operação Anvil.

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O papel da resistência italiana

O movimento partisan de Resistência contra o ocupante alemão e os fascistas da República Social desenvolveu-se, após um início difícil caracterizado por desorganização e erros táticos, no outono de 1943, principalmente nos vales montanhosos dos Apeninos e dos Alpes, por obra de oficiais subalternos, soldados dispersos e voluntários. Posteriormente, uma função organizacional fundamental foi desempenhada pelos partidos políticos antifascistas, organizados nos numerosos Comitês de Libertação Nacional (CLN) surgidos nas principais cidades da Itália ocupada. O movimento partisan nas montanhas cresceu de poucos milhares de combatentes no outono de 1943 para cerca de 50 000 em junho e julho de 1944, quando foi constituído um comando central do chamado Corpo de Voluntários da Liberdade e foram criadas "brigadas" e "divisões" partisans. Excluindo as formações autônomas (compostas predominantemente por militares do dissolvido Exército Real, geralmente monárquicas ou apolíticas), a maior parte das unidades dependia diretamente dos partidos políticos antifascistas: quase metade dos combatentes estavam organizados nas Brigadas Garibaldi do Partido Comunista Italiano, enquanto 15 000 combatiam nas Brigadas Justiça e Liberdade do Partido de Ação. Simultaneamente, os comunistas constituíram nas grandes cidades ocupadas os Grupos de Ação Patriótica (GAP) que, com numerosos ataques terroristas aos quadros de comando e aos aparatos repressivos, minaram o moral dos nazifascistas.

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Balanço e consequências

A campanha da Itália terminou após a morte de Hitler e alguns dias antes do fim geral da guerra na Europa, que foi sancionado pelas cerimônias de rendição de 7 de maio de 1945 em Reims e de 8 de maio de 1945 em Berlim. Nas semanas seguintes, no entanto, as forças aliadas entraram em conflito com os franceses na fronteira dos Alpes ocidentais e, sobretudo, com os iugoslavos de Tito em Trieste e na Áustria. Após alguns momentos de forte tensão e a afluência de reforços aliados, os iugoslavos concordaram em aplicar as disposições sobre as zonas de ocupação acordadas pelas três grandes potências na Conferência de Ialta. A longa e disputada campanha da Itália de 1943–1945 permanece uma das fases da guerra mundial mais controversas e ricas em episódios que provocaram polêmicas e recriminações dentro do campo anglo-saxão, como o desembarque em Salerno, a batalha do rio Rapido, o bombardeio da abadia de Monte Cassino e a libertação de Roma. Do ponto de vista geral, as decisões estratégicas e as táticas bélicas adotadas pelos Aliados foram duramente criticadas por alguns historiadores e especialistas militares, e a própria utilidade da campanha para os anglo-americanos foi posta em dúvida. Os Aliados, e em particular os Estados Unidos, tinham objetivos limitados na Itália, que na prática consistiam em tentar manter ocupado o maior número possível de formações alemãs para aliviar a situação dos soviéticos na frente oriental e favorecer o sucesso, no momento oportuno, da abertura da segunda frente na Europa. Em suas memórias, Alexander e Churchill afirmaram que a tarefa foi "admiravelmente executada": muitas excelentes divisões móveis alemãs permaneceram bloqueadas na Itália.

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Fontes consultadas

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