Camille Flammarion
Nicolas Camille Flammarion, mais conhecido como Camille Flammarion, foi um astrônomo, pesquisador psíquico e divulgador científico francês. Importante pesquisador e popularizador da astronomia, recebeu notórios prêmios científicos e foi homenageado com a nomenclatura oficial de alguns corpos celestes. Sua carreira na pesquisa e popularização de fenômenos paranormais também é bastante notória.
Foi o mais velho de quatro filhos. Aos quatro anos de idade já sabia ler, aos quatro e meio sabia escrever e aos cinco já dominava rudimentos de aritmética. Foi educado em Langres e começou a trabalhar com dezesseis anos de idade, no observatório de Paris, no departamento de cálculo de Leverrier. Sua ruptura com os astrônomos deu-se em 1862, com a publicação do livro La pluralité des mondes habités. A partir dessa época, Flammarion começou a escrever livros populares de astronomia que foram traduzidos para diversas línguas. Uma de sua obras mais conhecidas é Astronomia popular, de 1880. Escreveu e editou em uma série de revistas científicas e astronômicas. No fim de sua vida escreveu sobre pesquisas de física. Em 1883, Flammarion fundou o observatório de Juvisy-sur-Orge, dirigindo-o pelo resto de sua vida, incentivando o trabalho de observadores amadores. Fundou a Société astronomique de France em 1887. Seus trabalhos para a popularização da astronomia fizeram com que fosse agraciado, em 1912, com um prêmio da Legião de Honra.
Camille Flammarion também é notável por ter sido um dos primeiros pesquisadores psíquicos e espíritas, tendo desenvolvido extensa atividade nessas áreas. Em um discurso proferido na pioneira associação parapsicólogica Society for Psychical Research em 1923, ano em que presidiu a associação, Flammarion resumiu seus pontos de vista depois de anos de investigação própria sobre fenômenos paranormais. Ele afirmou que acreditava em telepatia, duplo etérico, teoria da fita de pedra e raras manifestações mediúnicas. Abordou o espiritismo, a pesquisa psíquica e a reencarnação do ponto de vista do método científico, escrevendo: "É somente pelo método científico que podemos progredir na busca da verdade. A crença religiosa não deve tomar o lugar da análise imparcial. Devemos estar constantemente em guarda contra as ilusões". Flammarion também era membro da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - fundada pelo codificador do Espiritismo Allan Kardec - e da Sociedade Teosófica. Próximo de Kardec, o astrônomo discursou em seu enterro, afirmando que o mesmo era o "bom senso encarnado" e "[...]Senhores, o Espiritismo não é uma religião, mas é uma ciência, ciência da qual conhecemos apenas o a b c".


