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Restaurante Calabouço

O Restaurante Central dos Estudantes, conhecido como Calabouço, foi, durante as décadas de 1950 e 60, um restaurante estudantil que oferecia comida a baixo custo para estudantes de baixa renda no Rio de Janeiro. Pela grande concentração de estudantes, era também palco de várias manifestações por melhorias na educação e contra o regime militar.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Origens

Foi inaugurado em 1951 na antiga sede da UNE, na Praia do Flamengo, mas foi transferido no ano seguinte para a Avenida Infante Dom Henrique, próximo ao Aeroporto Santos Dumont. Circulava uma história de que o novo local havia abrigado uma prisão de escravos, daí o apelido de Calabouço. Apesar de pertencer ao Ministério da Educação, o restaurante era administrado pela União Metropolitana dos Estudantes (UME). No complexo também funcionava um teatro e uma policlínica. No dia seguinte ao Golpe Militar de 1964, a sede da UNE foi incendiada, o que marcou o início de uma onda de repressão ao movimento estudantil que duraria vários anos. O restaurante foi fechado e assim permaneceu por três meses. Quando reabriu, já sob o controle dos militares, a policlínica foi definitivamente fechada e o acesso ao público passou a ser controlado. Em 1967, o governo do Estado da Guanabara, devido a reunião do FMI no Museu de Arte Moderna, anuncia sob pretexto de urbanizar a região, a demolição do Complexo do Calabouço. Isso gerou uma batalha campal entre a polícia e os estudantes. Para acalmar os ânimos, Negrão de Lima, então governador da Guanabara, propôs que o restaurante fosse reconstruído na Avenida General Justo, esquina com Rua Santa Luzia.

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A invasão do Calabouço

Em 1968, o Calabouço foi o palco do primeiro homicídio de um estudante pela ditadura militar de 1964. No dia 28 de março, durante a repressão a uma passeata, a Polícia Militar invadiu o restaurante, e o comandante da tropa, aspirante Aloísio Raposo, atirou e matou o estudante paraense Edson Luís, o qual cursava o segundo grau no Instituto Cooperativo de Ensino, com um tiro a queima roupa no peito. Outro estudante, Benedito Frazão Dutra, também foi ferido por um tiro no peito e levado a um hospital, onde faleceu depois de ficar vários dias em coma . Um porteiro do INPS que passava por perto também foi ferido por um tiro e morreu. Um outro cidadão, que assistia ao confronto da janela de seu escritório, ficou ferido com um tiro na boca . Os boletins de ocorrência policial da época registram que pelo menos seis pessoas ficaram feridas devido a tiros disparados por policiais durante a invasão.

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Fontes consultadas

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