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Cais Mauá

O Cais Mauá é uma seção do porto fluvial de Porto Alegre, no Brasil, cujas características especiais o fizeram ser protegido pelos Patrimônios Históricos Nacional e Municipal. O Cais Mauá localiza-se no Canal dos Navegantes, sendo parte do Delta do Jacuí, estando à montante do Lago Guaíba.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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História

A importância histórica do Cais Mauá reside no fato de sua construção resultar de um grande esforço conjunto entre o governo e a sociedade gaúcha, que se empenhavam, no início do século XX, para modernizar a capital e incrementar a economia. O projeto do Cais foi inovador nos aspectos de higiene, funcionalidade e estética. O conjunto não foi construído de uma só vez, mas em etapas, a partir do primeiro trecho do cais que faz frente para a Praça da Alfândega, este datando de 1911-1913. O pórtico central e os armazéns A e B são do período entre 1919 e 1922. Os demais armazéns datam de 1917 a 1927, e o prédio do DEPREC surgiu apenas em 1947. Características singulares de sua construção também deram razões para que o conjunto fosse protegido. A estrutura dos Armazéns A1, A2, A3, A4, A5, B1, B2 e B3 compõe-se de peças metálicas rebitadas em ferro produzidas pela empresa francesa Daydé, sendo montadas no local. A estrutura é preenchida de alvenaria de tijolos maciços. O vão livre é de aproximadamente 20 metros e o comprimento de cada armazém é de cerca de 90 metros. Os armazéns, com suas coberturas com cumeeiras e telhados repetidos em duas águas, criam um ritmo arquitetônico contínuo de belo efeito. Tendo apenas um único pavimento, o seu pé-direito eleva-se de sete a dez metros. O edifício sede do DEPREC é um prédio de seis pavimentos, e seu estilo é um exemplo da transição do ecletismo para o art déco. A estrutura do prédio é de alvenaria portante com vigamento e entrepisos de concreto, e as paredes são revestidas por reboco.

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Revitalização

Imagem: Ricardo André Frantz (User:Tetraktys) · BY-SA · Openverse

O Cais Mauá há anos está no centro de uma grande controvérsia sobre seu projeto de revitalização. A área é tombada mas foi concedida a um grupo privado para desenvolvimento, mas o contrato foi terminado pelo governo depois de dez anos sem avanços. O diálogo entre o poder público e a sociedade também não têm sido produtivo e o projeto foi muito criticado por um grande grupo de especialistas, estudantes e professores da UFRGS, o Instituto dos Arquitetos do Brasil seção RS, o Observatório das Metrópoles, parlamentares da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores e outros ativistas do patrimônio, que defendem uma proposta de revitalização com foco na preservação da sua função pública e cultural, contra a especulação imobiliária e comercial, a elitização, gentrificação e fragmentação urbana.

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