Caio Fúrnio (tribuno)
Caio Fúrnio foi um político romano eleito tribuno da plebe em 50 a.C., e um amigo e correspondente de Cícero.
Em 50 a.C., Cícero confiava em Fúrnio, que era tribuno da plebe, para conseguir ser reconvocado a Roma no final de seu primeiro ano como procônsul da Cilícia, e para conseguir um supplicatio depois da volta. Uma cláusula do plebiscito, porém, que tornava a reconvocação dependente da paz com os partas até pelo menos agosto daquele mesmo ano, irritou Cícero, pois julho era geralmente o mês no qual eles iniciavam suas campanhas. Ainda durante seu mandato, Fúrnio foi contra as exigências pouco razoáveis feitas pelos optimates a Júlio César, como a sua volta imediata a Roma e a sua renúncia incondicional ao proconsulado da Gália. Depois que começou a guerra civil, Fúrnio foi enviado por César com cartas para Cícero em março de 49 a.C.. Depois do assassinato de Júlio César (44 a.C.), Cícero recomendou Fúrnio a Lúcio Munácio Planco, o procônsul da Gália Transalpina em 43 a.C., e ele foi legado de Planco durante a guerra entre Otaviano e Marco Antônio e permaneceu com ele até depois da Batalha de Filipos (42 a.C.), quando os liberatores foram derrotados.


