Caapiranga
Caapiranga é um município brasileiro do Estado do Amazonas, na Região Norte do país. Pertencente à Microrregião de Coari e Mesorregião do Centro Amazonense, possui uma população de 13 482 habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2021.
"Caapiranga" é um termo oriundo da língua tupi e significa "mata vermelha", através da junção dos termos ka'a ("folha") e pyrang ("vermelho").
O curso histórico de Caapiranga prende-se ao de Manacapuru. Em 15 de fevereiro de 1786, foi fundada, com o nome de Manacapuru, uma aldeia no local onde havia uma comunidade de índios Muras. Em 27 de setembro de 1894, com o seu desenvolvimento, Manacapuru foi desmembrada de Manaus e passou a constituir município autônomo. Em 1939, Manacapuru perdeu parte de seu território para Manaus, ficando sua estrutura administrativa composta por três distritos: Manacapuru (sede), Beruri e Caapiranga. Em 28 de dezembro de 1981, pela Emenda Constitucional nº 12, o distrito de Caapiranga foi desmembrado de Manacapuru e, acrescido de território adjacente até então pertencente a Anori, passou a constituir o novo município de Caapiranga, sendo instalado em 1º de janeiro de 1983, com a posse de prefeito e vereadores.
Sua latitude é de 3º 19' 39" e a longitude de 61º 12' 32", possuindo uma área total de 9 457 km². Sua população estimada em 2021 era de 13 482 habitantes, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sua economia tem como base o cultivo do cará (nome dado na região ao inhame).
Saúde
O município possuía, em 2009, 9 estabelecimentos de saúde, sendo todos eles públicos estaduais ou municipais, entre hospitais, pronto socorros, postos de saúde e serviços odontológicos. Neles havia 14 leitos para internação. Em 2014, 95% das crianças menores de 1 ano de idade estavam com a carteira de vacinação em dia. Em 2015, foram registrados 173 nascidos vivos, ao mesmo tempo que o índice de mortalidade infantil foi de 17,3 óbitos de crianças menores de cinco anos de idade a cada mil nascidos vivos. No mesmo ano, 31,2% das crianças que nasceram no município eram de mães adolescentes. Cerca de 89,5% das crianças menores de 2 anos de idade foram pesadas pelo Programa Saúde da Família em 2014, sendo que 0,1% delas estavam desnutridas. Conforme dados do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade devido a acidentes de transportes terrestres não registrou nenhum óbito em 2016, permanecendo com o mesmo resultado de anos anteriores, quando também não se registrou nenhum óbito neste indicador. Ainda conforme o SUS, baseado em pesquisa promovida pelo Sistema de Informações Hospitalares do DATASUS, não houve internações hospitalares relacionadas ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e outras drogas entre 2008 e 2017.


