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Martin Bugreiro

Martinho Marcelino de Jesus, mais conhecido como Martin Bugreiro, ou ainda, Martinho Bugreiro, foi um bugreiro que atuou no estado de Santa Catarina.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/10/2026
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História

Nascido em 9 de fevereiro de 1867 em São João Batista, no vale do rio Tijucas, em Santa Catarina, foi o maior matador de indígenas da região, principalmente da etnia xoclengue. Sua personalidade é cercada de histórias e lendas. Segundo relatos, ele começou a matar indígenas já aos 18 anos, quando ainda vivia em sua cidade natal, atendendo aos pedidos da população e do governo para matar e afugentar os nativos. Comandou diversas expedições no Vale do Itajaí e foi nomeado gerente da Companhia Colonizadora de Santa Catarina pelo diretor Coronel Carlos Poeta, para dar segurança aos colonos que se fixaram em Ituporanga e Alfredo Wagner. O ataque aos índios pelo bando de Martinho era feito sempre da mesma maneira. Perseguia-se o grupo a que se desejava exterminar, depois de encontrá-lo, os bugreiros ficavam esperando o momento exato para surpreender os índios, geralmente atacavam na madrugada. Primeiro cortavam as cordas dos arcos, depois iniciavam as execuções. Cortavam as orelhas dos mortos – pois a recompensa era paga por cada par delas.

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Bando de Martin Bugreiro

Martin Bugreiro era líder de um bando com cerca de 25 integrantes, formada por parentes e amigos seus, todos caboclos, como ele. Eles eram exímios conhecedores do sertão e raramente convocavam outros indivíduos. Os companheiros mais constantes de Martinho na atividade de caça aos indígenas eram: José Rodrigues Marcelino, apelidado de José Bolantim; Jacinto José de Souza, também conhecido como Jacinto Inácio Marcelino; Inácio Castanheiro; Antonio Castanheiro; José Castanheiro; Manoel (Neco) Castanheiro; João Faustino da Motta; Leodoro Faustino e José Faustino da Motta. A ligação entre esses homens era muito forte, sendo que uma das filhas de Martinho, Irinesia, era casada com Inocêncio Faustino da Motta. Além disso, alguns descendentes de Martinho são também parentes dos Castanheiro. Perseguiam os indígenas durante vários dias, não acendiam fogo para não serem descobertos, passavam meses em meio à mata virgem, orientando-se apenas pelos astros. Sob a orientação de Martin, sabiam a hora certa de atacar.

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Vida pessoal

Martinho Marcelino de Jesus era filho de Marcelino José de Jesus, natural de Pernambuco, e de Anna Maria Venera, catarinense descendente de açorianos. Ele tinha pelo menos cinco irmãos: dois mais velhos e três mais novos. Martinho trabalhou em fazendas desde jovem. Ele viveu em Taquaras e depois em Bom Retiro, onde atuou como domador. Ele não tinha uma moradia fixa, mas se mudava de acordo com as oportunidades. Foi na fazenda do Major Generoso Oliveira, em Bom Retiro, que ele se estabeleceu por um tempo. Talvez tenha sido nesse período que ele começou a caçar indígenas, mas não há certeza. Martinho se casou com Maria dos Prazeres Serafim em 1902 ou 1903, mas na época ele já tinha três filhos, dois com Bárbara Maria de Abreu: Irinésia Maria de Abreu e Valêncio Marcelino de Jesus, que tinham entre dez e doze anos na época do casamento e uma filha nascida em 1887 de nome Prudência tida com uma certa Nascimenta. A esposa de Martinho era filha adotiva de um próspero fazendeiro e comerciante dos campos da serra da Boa Vista. Tiveram vários filhos, alguns dos quais adotivos que na realidade eram crianças indígenas que haviam tido os pais assassinados pelo próprio Martinho: José Martinho, Mathilde, João, Manoel, Martinho Filho, Martina, Ana Maria, Maria, Ambrozina e Pedro.

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Fontes consultadas

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