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Buenaventura Durruti

José Buenaventura Durruti Dumange foi um sindicalista e revolucionário anarquista espanhol, figura de destaque do movimento libertário da Espanha e de sua organização sindical CNT, tanto antes como no início da Guerra civil espanhola, na qual participou ao lado dos republicanos e à frente de uma milícia popular, conhecida como Coluna Durruti.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Biografia

Primeiros anos

Buenaventura Durruti nasceu em León, no dia 14 de julho de 1896. Foi o segundo dos oito filhos do casamento entre Santiago Durruti, um trabalhador ferroviário, e Anastasia Dumange. Cresceu no bairro de Santa Ana, um lugar modesto, de casas pequenas e velhas habitadas pelos trabalhadores da cidade. Até os oito anos de idade, vai à escola localizada na rua da Misericordia. Devido à greve de curtidores de León, em 1903, que se prolongou por nove meses, a família de Buenaventura viu-se economicamente abalada e por este motivo Durruti passou a frequentar a modesta escola de Ricardo Fanjul. Aos quatorze anos, abandona os estudos e se torna mecânico sob a tutela de Melchor Martínez, um socialista que tinha em León certa fama de revolucionário. Durante dois anos, Martínez o ensina tudo que sabe sobre mecânica e socialismo; quando não tem mais que aprender, Durruti se muda para a oficina de Antonio Mijé e se especializa na montagem de lavadoras mecânicas para lavar os minerais extraídos das minas.

O Sequestro de Afonso XIII, prisões e deportações

De volta a França em 1925, junto com Francisco Ascaso e Gregorio Jover planejou o rapto do rei Afonso XIII, que na ocasião estava em visita a Paris. Mas a ação não chegou a se concretizar e os três acabaram presos. Em diversas partes da Europa foi organizada uma grande campanha de solidariedade em favor dos três anarquistas, contando com o apoio de diversos setores progressistas e intelectuais, entre estes Louis Lecoin. A campanha tem êxito e os três anarquistas são finalmente libertados em 1927. Depois de sair da prisão, Durruti se encontra com o anarquista ucraniano Nestor Makhno, exilado há época em Paris. Pouco tempo depois, é expulso da França para a Bélgica, de onde é novamente expulso para a França, sem encontrar país de exílio. A União Soviética o oferece asilo político, mas com a condição de reconhecimento do Estado soviético e a garantia de se abster de qualquer atividade no país. Durruti e Ascaso decidem não aceitar as condições, partindo para a Alemanha, de onde voltam à Bélgica em 1929.

Participação na Guerra Civil Espanhola

A crise social na Espanha provocou em 1931 a queda da monarquia e uma amnistia política, podendo finalmente, Durruti e Ascaso, regressar para retomarem sua militância anarquista no país. A partir daí Durruti desenvolveu uma intensa militância na CNT e na Federação Anarquista Ibérica - FAI, onde o grupo Los Solidarios estava federado, com o novo nome de Nosotros. Durruti tornou-se, então, um dos oradores mais famosos dos comícios anarco-sindicalistas nos anos que precederam a Revolução. Preso novamente em 1935 veio a ser libertado em 1936 em plena campanha eleitoral que daria a vitória à Frente Popular. A CNT reuniu seu 4° Congresso na cidade de Saragoça, em maio de 1936, vivendo-se uma situação pré-insurreccional, com os fascistas preparando já o golpe de estado. Durruti foi um dos articuladores do plano que visava responder a essa situação e permitir o contra-ataque do movimento operário desencadeando a Revolução Social.

Morte

Em circunstâncias nunca totalmente esclarecidas, Durruti é morto com um tiro em 20 de novembro de 1936, ao se dirigir ao front de batalha. É improvável que uma bala inimiga tenha sido disparada do Hospital Clínico, ao lado do qual ele passava, pois era uma bala de curto alcance. Alguns acreditaram que seus rivais comunistas o mataram; outros que foram os próprios anarquistas, preocupados com supostas simpatias aos bolcheviques ou até por discordarem de sua severa disciplina. Há ainda uma versão que diz que teria sido um acidente: a trava de segurança do naranjero (submetralhadora leve) de um companheiro teria ficado presa na porta do carro, ocasionando o disparo de uma bala em seu peito.

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Citações

Imagem: rogiro · BY-NC-ND · Openverse

"Levamos um mundo novo em nossos corações: esse mundo está crescendo neste instante." "Já se organizaram em coletivos? Não esperem mais. Ocupem as terras! Organizem-se de forma que não haja chefes nem parasitas entre vocês. Se não o fizerem, é inútil que continuemos avançando. Precisamos criar um mundo novo, diferente do que estamos destruindo."

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Obras sobre Durruti

Imagem: Cassowary Colorizations/Joel Bellviure · BY · Openverse

Buenaventura Durruti é uma das grandes referências do anarquismo espanhol. Existe abundante literatura sobre sua figura, da qual não se pode deixar de considerar a obra de Cesar Visal e Abel Paz, sendo deste último "El Pueblo en Armas" o estudo mais significativo até o momento.

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Fontes consultadas

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