Bucareste
Bucareste ) é a capital e maior cidade da Roménia. Além de capital oficial, é também a capital cultural, industrial e financeira do país. Está localizada na parte sudeste da Roménia, na região histórica da Munténia, nas margens do rio Dâmbovița, cerca de 60 km a norte do rio Danúbio e da fronteira com a Bulgária.
O nome romeno București tem origem incerta. Segundo a tradição, a cidade teria sido fundada por alguém chamado Bucur, que conforme as diferentes lendas, era um pastor, um boiardo, um príncipe, um fora-da-lei, um pescador ou um caçador.[carece de fontes?] O nome Bucur (derivado de bucurie, que significa "alegria") e provavelmente é de origem dácia. Em albanês, língua que possui ligações históricas com as línguas trácias, bukur significa "bonito".[carece de fontes?] Estudiosos do passado sugeriram outras etimologias. O viajante otomano do século XVII Evliya Çelebi escreveu que Bucareste tinha o nome de um tal Abu-Kariș, da tribo dos Bani-Kureiș. Em 1781, o historiador austríaco Franz Sulzer sugeriu que o nome estava relacionado com bucurie (alegria), bucuros (alegre) ou a se bucura (tornar-se alegre). Segundo um livro publicado em Viena no início do século XIX, o nome deriva de bukovie (floresta de faias).
Da pré-história ao século XV
Os vestígios mais antigos de povoamento humano no que é hoje Bucareste e o distrito de Ilfov remontam ao Paleolítico. Nos vales dos rios Colentina e Dâmbovița, existiram assentamentos nesse período. Mais tarde, durante o Neolítico e Idade do Bronze, houve a presença das culturas de Glina, Gumelniţa. e Tei. Durante a Idade do Ferro, viveram na área getas e dácios que tiveram ligações comerciais com cidades gregas e romanas. A região nunca chegou a estar sob o domínio romano, exceto quando a Munténia foi ocupada brevemente pelas tropas de Constantino na década de 330 d.C., embora se considere provável que a população local estivesse romanizada quando ocorreram as migrações dos povos bárbaros, a partir do século IV. Os eslavos fundaram vários povoados na região de Bucareste, mas possivelmente foram assimilados antes do fim da Alta Idade Média (séculos VI a X). Segundo alguns historiadores, a área integrou o Primeiro Império Búlgaro entre 681 e c. 1000, numa época em que mantinha ligações comerciais com o Império Bizantino. Houve várias invasões de pechenegues e cumanos e, em 1241, mongóis. Depois disso, é provável que tenha sido objeto de disputa entre o Reino da Hungria e o Segundo Império Búlgaro.
Capital do Principado da Valáquia
O primeiro registro escrito sobre a cidade menciona-a como "Cidadela de București" em 1459, quando se tornou a residência do famoso príncipe da Valáquia Vlad, o Empalador, também conhecido como Vlad, o Drácula. Tornou-se rapidamente a residência de verão favorita da corte principesca e, juntamente com Târgovişte, uma das duas capitais da Valáquia. O palácio de Vlad, atualmente conhecido como Curtea Veche (Corte Velha), foi reconstruído por Mircea Ciobanul (Mircea, o Pastor r. 1545–1559), que também construiu uma paliçada e melhorou o abastecimento de água potável e de alimentos. Na segunda metade do século XVI a cidade foi afetada pela ocupação de janízaros (1554) — o Principado da Valáquia era vassalo do Império Otomano — e disputas pelo poder na Valáquia (1558, 1574 e 1590).
Capital dos Principado Unidos e do Reino da Roménia
Após a Guerra da Crimeia e o fim da ocupação austríaca, conforme previsto pelo Tratado de Paris de 1856, foi criado um novo estado denominado Principados Unidos, unindo a Valáquia com a Moldávia, com capital em Bucareste, cujo primeiro governante foi o moldavo Alexandre João Cuza. Durante o reinado de Cuza foram criadas várias escolas secundárias (ginásios) e sociedades académicas, entre elas a Universidade de Bucareste, foram construídas várias fábricas metalúrgicas no distrito de Ilfov e uma linha ferroviária entre Bucareste e o porto de Giurgiu, no rio Danúbio. Em 1866 subiu ao trono Carlos I, que 15 anos depois seria proclamado rei da Roménia. No início da guerra russo-turca de 1877–1878, o apoio da população de Bucareste à intervenção russa levou os otomanos a bombardearem a margem esquerda do Danúbio quando a independência da Roménia era proclamada pelo parlamento. Durante os primeiros anos do reinado de Carlos I, Bucareste foi dotada de iluminação pública a gás, um sistema de transporte público com carros americanos, várias fábricas, edifícios administrativos, bulevares e várias residências privadas de grandes dimensões, como o Palácio Crețulescu. Foram também construídas nesse período as estações ferroviárias de Filaret (1869) e do Norte (1872). O Banco Nacional da Roménia abriu em abril de 1880. Depois da proclamação do Reino da Roménia em 1881, as obras de construção, tanto públicas como privadas, foram aceleradas. Em 1885–1887, o desenvolvimento comercial e industrial da cidade também acelerou, devido ao fim dos constrangimentos resultantes dos laços económicos da Roménia com a Áustria-Hungria que forma entretanto rompidos.
Período comunista e pós-comunista
O regime comunista foi firmemente consolidado a seguir à proclamação da república popular em 30 de dezembro de 1947. Uma das principais intervenções urbanísticas dos primeiros líderes comunistas foi a construção de edifícios de estilo realista socialista, como a Ópera Nacional de Bucareste (1953) e a Casa Scînteii (1956). Durante praticamente toda a era comunista a cidade cresceu imenso em população e em área. Começou por se expandir para oeste, leste e sul, com bairros onde predominam blocos de apartamentos, como Titan, Militari, Pantelimon, Dristor e Drumul Taberei.[carece de fontes?] Durante a liderança de Nicolae Ceaușescu, que ascendeu ao poder em 1965, grande parte das áreas históricas de Bucareste foram destruídas, incluindo antigas igrejas, para serem construídos os enormes edifícios do Centrul Civic. Além dos edifícios que deram continuidade ao realismo socialista, foram também erigidos vários grandes edifícios de estilo genericamente mais moderno.[carece de fontes?]
Bucareste está situada nas margens do rio Dâmbovița, que desagua no rio Argeș, um afluente do Danúbio. Na área da cidade há vários lagos, nomeadamente o Floreasca, Tei e Colentina, ao longo rio Colentina, um afluente do Dâmbovița. Nos Jardins Cișmigiu, situados no centro urbano, há também um pequeno lago artificial — o lago Cișmigiu. Os jardins Cișmigiu têm uma história rica, tendo sido frequentados por poetas e escritores famosos. Desenhados pelo arquiteto alemão Carl F. W. Meyer e abertos em 1847, os jardins são o principal ponto de recreação no centro da cidade. Além de Cișmigiu, Bucareste tem outros grandes parques e jardins, incluindo o Parque Herăstrău e o Jardim Botânico. O primeiro é um grande parque público localizado no norte da cidade, onde se encontra o museu etnográfico ao ar livre Museu Dimitrie Gusti (também chamado Museu Satului ou Museu da Aldeia). O Jardim Botânico de Bucareste é o maior da Roménia e tem mais de 10 000 espécies de plantas, muitas delas exóticas. Originalmente era um parque de recreio da família real.
Clima
O clima de Bucareste é do tipo continental húmido (Classificação de Köppen-Geiger Dfa), caracterizado por verões quentes e invernos frios. Devido à sua posição na planície Romena, por vezes no inverno há muito vento, embora alguns dos ventos sejam amenizados pela urbanização. No inverno, é comum a temperatura baixar abaixo 0 °C, podendo chegar aos -20 °C, embora seja raro irem abaixo de -10 °C. No verão, a temperatura média é 23 °C (em julho e agosto), mas é frequente registarem-se 35 e 40 °C no centro da cidade durante o pico do verão. Apesar da precipitação e umidade serem relativamente baixas no verão, não é rara a ocorrência de tempestades violentas. Durante a primavera e outono, as temperaturas diurnas variam entre 17 e 22 °C. A precipitação tende a ser mais elevada na primavera do que no verão, com períodos de chuva mais frequentes embora menos intensos.[carece de fontes?]
Demografia
De acordo com o censo de 2011, Bucareste tinha 1 883 425 habitantes, o que representava 9,4% da população da Roménia. A população diminuiu 2,2% entre 2002 (quando era 1 926 334) e 2011, mas em contrapartida aumentou relativamente ao total do país (em 2002 era 8,9%). Esta diminuição é devido ao crescimento demográfico natural negativo, mas também à deslocação de parte dos habitantes da cidade para pequenas cidades vizinhas, como Voluntari, Buftea e Otopeni. Num estudo publicado pelas Nações Unidas, Bucareste figura em 19.º lugar entre 28 cidades que registaram um acentuado declínio na sua população entre 1990 e meados da década de 2010; nesse estudos refere-se que a população de Bucareste decresceu 3,77% nesse período.
Administração
Bucareste tem uma posição única na administração romena, já que é o único município que não faz parte de um distrito. Entretanto, a sua população é maior que a de qualquer município romeno, e, portanto, o poder da Prefeitura Geral de Bucareste (Primăria Generală), o órgão de governo local da cidade, é quase o mesmo, senão maior, do que o dos conselhos dos distritos.[carece de fontes?] O governo da cidade é chefiado pelo Prefeito Geral (Primar General), um cargo ocupado desde 2016 por Gabriela Firea, do Partido Social-Democrata. As decisões são aprovadas e discutidas pelo Conselho Geral (Consiliu General), constituído de 55 conselheiros eleitos. Além disso, a cidade é dividida em seis setores administrativos (sectoare), cada um deles com seu conselho setorial, constituído por 27 conselheiros, subprefeitura e subprefeito. Os poderes do governo local sobre certas áreas são divididos entre Prefeitura de Bucareste e os conselhos setoriais locais, com pouca ou nenhuma sobreposição de autoridade. A regra geral é que a Prefeitura principal é responsável por serviços públicos de toda a cidade, como os sistemas de abastecimento de água e de esgotos, de transportes e as principais avenidas, enquanto as subprefeituras setoriais gerem o contacto entre os cidadãos e o governo local, ruas secundárias, parques, escolas e serviços de limpeza.[carece de fontes?]
Sistema judiciário e policial
O sistema judiciário de Bucareste é similar ao dos distritos romenos. Cada um dos seis setores tem seu próprio tribunal local de primeira instância (judecătorie). Os casos mais complicados são direcionados para o Tribunal de Bucareste (Tribunalul Bucureşti). O tribunal de apelação de Bucareste (Curtea de Apel Bucureşti) julga os recursos de decisões dos tribunais de primeira instância de Bucareste e de cinco distritos vizinhos (Teleorman, Ialomița, Giurgiu, Călărași e Ilfov). A Alta Corte de Cassação e Justiça (Înalta Curte de Casaţie şi Justitie; corte suprema romena) e o Tribunal Constitucional da Roménia (Curtea Constituţională a României) estão sediadas em Bucareste.[carece de fontes?]
Cidades gémeas
Bucareste tem acordos de geminação e cooperação com as seguintes cidades:
Economia
Bucareste é a cidade mais desenvolvida económica e industrialmente na Roménia, produzindo cerca de 21% do PIB do país e cerca de um quarto da produção industrial (dados de 2002), apesar da sua população ser apenas 9% da população nacional. Quase um terço dos impostos nacionais é pago pelos cidadãos e empresas de Bucareste. Em 2005, quanto à paridade de poder aquisitivo, Bucareste tinha um PIB per capita de € 16 760 (R$ 42 789), ou seja, 74,8% da média da União Europeia e mais que o dobro da média romena. O forte crescimento económico da cidade tem revitalizado a infraestrutura e levado ao desenvolvimento de muitos centros comerciais, torres residenciais modernas e edifícios de escritório de grande altura. Em setembro de 2005, Bucareste tinha uma taxa de desemprego de 2,6%, significativamente menor que a taxa nacional, de 5,7%.
Transportes
O sistema de transportes públicos de Bucareste é o maior da Roménia e um dos maiores da Europa. É composto pelo Metro de Bucareste e por um sistema de transporte de superfície gerido pela RATB (Regia Autonomă de Transport București), que tem redes de utocarros, tróleibus, elétricos e comboio ligeiro. Além dessas empresas públicas, há também uma empresas privadas de minibus. Em 2007 havia um limite de 10 000 licenças de táxi. Bucareste é o centro da rede ferroviária romena, gerida pela empresa Căile Ferate Române (CFR; "Caminhos de Ferro Romenos"). A principal estação é a Gare do Norte (Gara București Nord), de onde há ligações para todas as principais cidades romenas e para vários destinos internacionais, como Belgrado, Sófia, Varna, Quichinau, Kiev, Chernivtsi, Lviv, Salonica, Viena, Budapeste, Istambul, Moscovo, etc. A cidade tem outras cinco estações operadas pela CFR, das quais as mais importantes são Basarab (adjacente à Gare do Norte), Obor, Băneasa e Progresul, as quais estão[quando?] em vias de serem integradas numa rede suburbana que servirá Bucareste e o distrito vizinho de Ilfov. De Bucareste saem sete linhas ferroviárias principais.[carece de fontes?]
Comunicações
A cidade é servida por redes modernas de telecomunicações terrestres e móveis. A Poșta Română, o operador postal nacional, tem vários estações espalhadas pela cidade; a estação central (em romeno: Oficiul Poștal București 1) situa-se na Avenida Matei Millo. Há muitos telefones públicos, operados pela Telekom Romania, a sucessora da antiga companhia monopolista Romtelecom.[carece de fontes?]
Educação
Em Bucareste há 16 universidades públicas. A maiores são a Universidade de Medicina e Farmácia Carol Davila (fundada em 1857), a Universidade de Bucareste (fundada em 1864), a Universidade Politécnica (fundada em 1864), a Academia de Estudos Económicos (fundada em 1913) e a Escola Nacional de Estudos Políticos e Administrativos (fundada em 1991). Há também 19 universidades privadas, como a Universidade Romeno-Americana e a Universidade Spiru Haret, ambas fundadas em 1991.[nt 2] No total, há 159 faculdades em Bucareste, pertencentes a 36 universidades. A reputação de algumas universidades privadas não é boa e há registo de irregularidades no processo de educação e de casos de corrupção.
Saúde
Um dos hospitais simultaneamente mais modernos e mais antigos de Bucareste é o Hospital Colțea. Inicialmente parte dum complexo monástico, a sua construção começou em 1695 por Mihai Cantacuzino, mare stolnic e spătar (senescal) do Principado da Valáquia e terminou no final do reinado de Constantino Brâncoveanu (r. 1688–1714). Era composto por vários edifícios, cada um com 12 a 30 camas, uma igreja, três capelas e residências de médicos e professores. O edifício atual, datado do final do século XIX, foi completamente renovado a partir de 2011 e é especializado em oncologia e cardiologia. Outro hospital histórico é o Hospital Pantelimon, fundado em 1733 por Gregório II Ghica, voivoda da Moldávia. O hospital cobre uma área de 400 000 m².[carece de fontes?]
Bucareste tem uma vida cultural rica e em crescimento, em áreas como as artes artes visuais e artes performativas e animação noturna. Ao contrário do que acontece noutras partes do país, como na costa ou na Transilvânia, o panorama cultural de Bucareste não tem um estilo definido e em vez disso incorpora elementos da cultura romena e internacional.[carece de fontes?] O centro da cidade apresenta uma mistura de edifícios medievais, neoclássicos e Art nouveau, além de "neorromenos", das décadas de 1920 e 1930. Nos bairros da parte sul predomina a arquitetura utilitária da era comunista. Há também alguns contemporâneos mais recentes, como arranha-céus e edifícios de escritórios.[carece de fontes?] A maior parte da arquitetura medieval que chegou ao século XX foi destruída por fogos, incursões militares e durante o processo de "sistematização" impulsionado pelo ditador comunista Ceaușescu. Os edifícios medievais e renascentistas mais notáveis que sobreviveram encontram-se na área de Lipscani, que no final da Idade Média era o centro de comércio de Bucareste. A partir da década de 1970, a área entrou em declínio e muitos edifícios históricos degradaram-se substancialmente.[carece de fontes?] Em 2005, Lipscani foi declarada zona protegida, foi vedada ao trânsito automóvel e começou a ser restaurada. Entre os edifícios históricos de Lipscani destacam-se a Estalagem Manuc (Hanul Manuc) e as ruínas da Corte Velha (Curtea Veche). A primeira foi aberta em 1808 por Emanuel Mârzaian, um influente comerciante arménio imensamente abastado, conhecido pelo nome que lhe deram os turcos: Manuc Bei. Após ter estado fechada durante três anos e ter sido renovado, reabriu como restaurante em 2011; é frequentemente apontado como o último caravançarai do Sudeste da Europa ou mesmo de toda a Europa.
Principais monumentos
A cidade tem vários edifícios históricos e outros monumentos. Talvez o mais proeminente seja o Palácio do Parlamento, construído durante a década de 1980, durante o reinado do ditador comunista Nicolae Ceaușescu. É o maior edifício civil com funções administrativas do mundo e nele funcionam as duas câmaras legislativas da Roménia, o Museu Nacional de Arte Contemporânea e um dos maiores centros de convenções do mundo. O Arco do Triunfo (Arcul de Triumf) é um arco do triunfo, cuja configuração atual foi inaugurada em 1936, substituindo outro arco triunfal construído em 1922, que por sua vez substituiu um arco de madeira erigido apressadamente em 1878 para que as tropas vitoriosas pudessem marchar debaixo dele nas celebrações da independência da Roménia. Um monumento mais recente é o Memorialul Renaşterii, (Memorial do Renascimento), um pilar estilizado em mármore inaugurado em 2005 para comemorar as vítimas da Revolução Romena de 1989, que derrubou o regime comunista. O monumento abstrato provocou controvérsia, tendo sido apelidado de "a azeitona no palito" (măslina-n scobitoare), pois muita gente alegou que não se adequava ao local onde foi erigido e que a localização se devia a razões políticas.
Artes visuais
Bucareste tem vários museus dedicados às artes visuais, com coleções de obras clássicas e contemporâneas romenas e estrangeiras. O Museu Nacional de Arte da Roménia é possivelmente o museu mais conhecido da cidade. Situa-se no antigo palácio real e tem coleções de arte romena medieval e moderna, incluindo obras do escultor Constantin Brâncuși (1876–1957) e uma coleção de arte internacional reunida pela família real romena.[carece de fontes?] Outros museus mais pequenos têm coleções especializadas. O Museu Zambaccian, instalado na antiga casa do colecionador de arte romeno de origem arménia Krikor Zambaccian, tem obras de artistas famosos romenos e artistas estrangeiros como Cézanne, Delacroix, Matisse, Pissarro e Picasso.[carece de fontes?]
Artes performativas
As artes performativas estão entre as formas artísticas mais proeminentes da cultura de Bucareste. A orquestra sinfónica mais célebre da Roménia é a Orquestra da Rádio Nacional (Orchestra Națională Radio), fundada em 1928, que atua normalmente no Estúdio para Concertos Mihail Jora, conhecido popularmente como Sala Radio.[carece de fontes?] Um dos espaços de concertos mais importante da cidade é o Ateneu Romeno, inaugurado em 1888 e onde se realizam concertos de música clássica e o maior festival de música clássica da Roménia, o , além de ser a sede da Orquestra Filarmónica George Enescu, fundada em 1868. A Ópera Nacional de Bucareste foi fundada em 1953 e o Teatro Nacional Ion Luca Caragiale, cuja origem remonta a 1852. Outro teatro famoso é o Teatro Judaico do Estado (Teatrul Evreiesc de Stat), também conhecido como Teatro Barașeum. Há diversos teatros mais pequenos espalhados pela cidade, orientados para géneros específicos, como o Teatro de Comédia, o Nottara, Bulandra, Odeon e teatro de revista Constantin Tănase.[carece de fontes?]
Música e animação noturna
As maiores editoras discográficas romenas têm sede em Bucareste, onde também reside grande parte dos músicos romenos. As bandas de rock romenas dos anos 1970 e 1980 continuam a ser populares, principalmente entre o público de meia-idade. Desde o início da década de 1990 surgiram várias bandas de hip hop e rap. Algumas bandas e músicos de hip hop de Bucareste, como B.U.G. Mafia, Paraziții e La Familia têm fama internacional e internacional. O mesmo acontece com a banda de pop rock Taxi e Spitalul de Urgență. Esta última mistura pop e rock com elementos de música tradicional romena.[carece de fontes?] Há muitas discotecas de bairro onde se ouve manele, um género musical balcânico com influências ciganas muito popular nos bairros de operários de Bucareste. As cenas musicais de jazz e blues da cidade são relevantes, o mesmo acontecendo, de forma ainda mais notória, com as de house/trance e heavy metal/punk. O jazz ganhou ainda mais relevância em Bucareste a partir de 2002, com a realização de dois eventos, o Green Hours e o Art Jazz, bem como da presença de músicos americanos ao lado de músicos romenos conceituados.[carece de fontes?]
Eventos culturais
Há vários festivais culturais ao longo do ano em Bucareste, mas a maior parte deles ocorre em junho, julho e agosto. A Ópera Nacional organiza um festival internacional de ópera todos os anos em maio e junho, no qual participam orquestras sinfónicas e de câmara de todo o mundo. A Sociedade do Ateneu Romeno organiza o Festival George Enescu, um concurso cujos concertos são realizados em vários locais da cidade em setembro dos anos ímpares.[carece de fontes?] O Museu do Camponês Romeno (Muzeul Național al Ţăranului Român) e o Museu Dimitrie Gusti organizam eventos ao longo do ano, focados nas artes e artesanato tradicionais da Roménia. Na década de 2000, devido à crescente importância da comunidade chinesa em Bucareste, ocorreram diversos eventos culturais chineses.[carece de fontes?]
Cultura tradicional
A cultura tradicional romena continua a ter uma grande importância nas artes como o teatro, cinema e música. Bucareste tem dois museus etnográficos de fama internacional: o Museu do Camponês Romeno e o museu ao ar livre Dimitrie Gusti, também chamado Museu Satului ou Museu da Aldeia, situado no Parque Herăstrău. Este último tem 272 edifícios autênticos e quintas de camponeses de toda a Roménia. O Museu do Camponês Romeno recebeu o Prémio Museu Europeu do Ano em 1996. Patrocinado pelo Ministério da Cultura romeno, tem em exposição numerosas coleções de objetos e artefatos de elevado significado cultural e espiritual. Tem uma das mais ricas coleções da Roménia de objetos de camponeses, com aproximadamente 90 000 peças, entre cerâmicas, vestuário, têxteis, objetos de madeira, objetos religiosos, etc.


