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Bruxaria ancestral

Bruxaria Ancestral é a tradição bruxa que venera Deuses Ancestrais, ou seja, Deuses anteriores ao surgimento das religiões modernas e cujo culto precede o surgimento da atual civilização. A única instituição viva que segue e professa a Bruxaria Ancestral é a Ordem Sagrada de Bennu. Achados paleoarqueológicos como as estátuas da Vênus de Willendorf, Vênus de Lespugue, Vênus de Laussel e outras do gênero, como a antiquíssima Vênus de Tan-Tan são indícios da existência de cultos a uma só Deusa Mãe durante a Era Glacial Würm III. Conforme as crenças dos bruxos ancestrais, tais cultos seriam remanescentes de uma religião global anterior a todas as surgidas durante esta civilização. Seja esta religião ancestral atávica e inerente ao ser humano ou tradicional, passada de geração em geração, ela é a base da Bruxaria Ancestral.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Crenças

Panteão

As bruxas ancestrais veneram um panteão próprio, todavia ele só é divulgado a iniciados. O único Casal Sagrado de seu panteão que divulgam a não membros é Kher-Nun e Hator, que não é sinônimo da antiga Deusa egípcia Hator, muito embora seja subsidiariamente representada da mesma forma.

A Dança da Deusa

Numa visão própria de uma das sete leis do hermetismo (O Princípio do Ritmo), a Bruxaria Ancestral considera que tudo no universo flui harmoniosamente conforme um só ritmo a que chamam de "A Dança da Deusa". Em um de seus múltiplos aspectos, a Dança da Deusa seria causa e consequência dos ciclos de tudo o que existe, do microcosmos ao macrocosmo.

A Posição do Homem no Universo

Para o bruxo ancestral, o homem faz parte da natureza, não sendo este mais ou menos importante que nenhuma das demais partes da natureza. A meta pessoal do bruxo ancestral é a reintegração do homem ao universo, rompendo de vez com o modelo antropocêntrico geralmente presente na base das mais diversas formas de expressão de religiosidade.

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Festivais

Assim como em outras vertentes da bruxaria, as celebrações principais da Bruxaria Ancestral remetem aos ciclos lunar e solar, denominando-se respectivamente de esbates e sabates.

Esbates

Os esbates da Bruxaria Ancestral são celebrados a cada plenilúnio, sendo num máximo anual de treze (quando houver Lua Azul) e num mínimo de doze. Note-se que as demais fases da Lua não são celebradas pelos bruxos ancestrais, ao contrário do que se verifica em diversas outras tradições bruxas.

Sabates

Os sabates marcam as quatro posições de mudança de estação (solstícios e equinócios) e quatro datas fixas (1° de maio, 1° de agosto, 31 de outubro e 2 de fevereiro) que se encontram próximas ao meio de cada uma delas, sendo portanto oito por ano. Sabates são celebrados com o intuito de propiciar aos participantes se ambientarem no momento vivido pela natureza, aderindo assim ao fluxo da Roda do Ano. 1.º/mai no hemisfério sul e 31/out no hemisfério norte - Fim do "Ano Bruxo", ou "Roda do Ano", como costumam chamar, que ocorre no meio do outono. O nome deste sabate deriva do fato de em tal evento celebrarem os antepassados e da crença que nesta data a Roda do Ano se encerra mas só recomeça seu movimento três dias após, de forma que durante tal interstício as portas entre o mundo dos vivos e dos mortos permaneçam abertas, permitindo que fantasmas circulem livremente. Esta crença levou à tradição de esculpir boca, olhos e nariz primeiramente em nabos e posteriormente em abóboras ocas e manter pelos três dias em seu interior uma vela acesa, de forma que a sombra projetada sobre paredes afugente o espírito de mortos. As abóboras enfeitadas e fantasmas passaram a ser o tema principal da decoração das celebrações abertas (a não iniciados) do Tempo dos Idos.

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Graus Iniciáticos

A Bruxaria Ancestral, assim como a maior parte das vertentes de bruxaria tradicional, apresenta única e exclusivamente três graus iniciáticos, sejam eles: Ao ser aceito na Ordem Sagrada de Bennu o aprendiz é chamado peregrino. Durante este período de preparação e teste ele tem contato com alguns princípios e conceitos da cosmologia bruxa e principalmente se desfaz de credos tipicamente cristãos como o pecado e a dicotomia bem/mal. Um peregrino só se tornará efetivamente um membro do coventículo através da iniciação, ascendendo então ao 1° grau. Alcoviteiros (membros de 1° grau), por outro lado, como membros do grupo, se ocupam mais do aprendizado de rituais coventiculares, enquanto se aprofundam na cosmologia bruxa. Ser aceito na Ordem é muito difícil e uma fração muito pequena destes chega a ser indicado à iniciação. Muitos menos tem a persistência e o talento necessários para chegar ao segundo grau. Feiticeiros aprendem e efetivamente realizam feitiços como parte de seu aprendizado, portanto, se todo o cuidado na escolha de membros da Ordem é grande, a indicação de quem será elevado ao grau de feiticeiro é feita com ainda mais cautela.

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Fontes consultadas

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