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Britney Spears

Britney Jean Spears é uma cantora, compositora, dançarina e atriz estadunidense. Ela iniciou sua carreira como atriz mirim no programa infantil The All-New Mickey Mouse Club (1993–94) e na adolescência se tornou notavelmente conhecida mundialmente com o lançamento dos seus dois primeiros álbuns, ...Baby One More Time (1999) e Oops!...I Did It Again (2000). Ambos os discos tornaram-se bem-sucedidos e receberam certificações de diamante pelas altas vendagens nos Estados Unidos. O segundo, por 15 anos, foi o álbum de uma artista feminina com a melhor venda em uma primeira semana em solo estadunidense. As respectivas faixas homônimas, "...Baby One More Time" e "Oops!... I Did It Again", obtiveram sucesso comercial e culminaram nas tabelas musicais de vários países.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Vida inicial

Britney Jean Spears nasceu em McComb, Mississippi no dia 2 de dezembro de 1981, sendo a segunda criança do casal Lynne Irene Bridges e James Parnell Spears. Sua avó materna, Lillian Portell, era inglesa (nascida em Londres), e um de seus tataravôs era maltês. Seus irmãos são Bryan James e Jamie Lynn. Aos três anos de idade, ela começou a fazer aulas de dança na cidade em que morava, Kentwood, Luisiana, e foi selecionada para apresentar-se como artista solo em um recital. Durante sua infância, ela também praticou aulas de canto e de ginástica, e venceu diversas competições estaduais e shows de talentos infantis. Spears fez a sua estreia nos palcos locais aos cinco anos, cantando "What Child Is This?" em sua formação no jardim de infância. Em uma entrevista, ela falou acerca de suas ambições quando criança: "Eu estava no meu próprio mundo. [...] Eu descobri o que queria fazer em uma idade precoce". Aos oito anos, ela e sua mãe viajaram para Atlanta, Geórgia, na intenção de fazer um teste para a produção do programa infantil The Mickey Mouse Club. O diretor de elenco Matt Casella rejeitou-a por ser muito jovem para fazer parte da série na época, mas enviou-a para Nacy Carson, uma agente de talentos de Nova Iorque. Carson ficou impressionada com os vocais de Spears e sugeriu que ela fosse matriculada na escola Professional Performing Arts School; pouco depois, Lynne e suas filhas se mudaram para uma sublocação em Nova Iorque. Spears foi contratada para o seu primeiro papel profissional como substituta da então protagonista Tina Denmark no musical Ruthless!. Ela também apareceu como concorrente no popular programa televisivo Star Search e participou de numerosos comerciais. Em dezembro de 1992, ela finalmente fez parte do The Mickey Mouse Club, mas retornou a Kentwood depois que o programa foi cancelado. A artista foi matriculada na Parklane Academy em McComb, Mississippi. Embora tenha feito amizades com grande parte de seus colegas de classe, ela comparou o colégio com "a cena inicial de Clueless com todos os cliques. [...] Eu estava muito entediada. Eu era a armadora do time de basquete. Tinha meu namorado, e fui aos bailes natalinos e formais. Mas eu queria mais". Quando adolescente, Spears foi diagnosticada com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, e teve de tomar remédios prescritos para se tratar.

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Carreira musical

Spears começou a trabalhar no seu oitavo álbum de estúdio, Britney Jean, em dezembro de 2012, e recrutou will.i.am como o produtor executivo em maio de 2013. Em 17 de setembro de 2013, ela apareceu no programa Good Morning America para anunciar seu concerto de residência de dois anos, no Planet Hollywood Resort and Casino em Las Vegas, intitulada Britney: Piece of Me. Os shows iniciaram-se em 27 de dezembro. Durante a mesma participação, Spears anunciou que Britney Jean seria lançado em 3 de dezembro, nos Estados Unidos. Foi distribuído através da RCA Records, devido à dissolução da Jive Records, em 2011. Tornou-se o projeto final da cantora sob seu contrato original de gravação com a RCA, que tem garantido o lançamento de oito álbuns de estúdio. O material recebeu uma baixa quantidade de promoção e teve pouco impacto comercial, aparentemente devido a obrigações contratuais para a residência em Las Vegas. Em consequência, debutou na quarta colocação da Billboard 200 com uma venda de 107 mil cópias na semana inicial, tornando-se a sua estreia mais fraca na tabela, também sendo seu álbum menos vendido nos Estados Unidos até então. "Work Bitch" foi lançado como o primeiro single de Britney Jean, em 16 de setembro, um dia mais cedo do que o esperado depois de ser vazada na internet. A canção estreou no número doze na Billboard Hot 100, marcando a 31ª canção da intérprete na tabela e a quinta maior estreia de sua carreira, e seu sétimo entre as vinte primeiras posições. A faixa estreou e atingiu o número 76 na Billboard Hot 100. Durante a produção de Britney Jean, Spears gravou a canção "Ooh La La" para a trilha sonora do filme The Smurfs 2 lançado ainda em 2013. Em outubro, ela foi apresentada como vocalista convidada em "SMS (Bangerz)", canção de Miley Cyrus, inclusa em seu terceiro álbum de estúdio Bangerz.

1998–2000: ...Baby One More Time e Oops!... I Did It Again

Depois de retornar aos Estados Unidos, Spears deu início a uma turnê promocional feita em shoppings para divulgar seu álbum de estreia, conhecida como Hair Zone Mall Tour. Os concertos eram constituídos por um repertório de quatro canções, e a artista era acompanhada por duas dançarinas de apoio. Posteriormente, ela serviu como um ato de abertura do grupo masculino 'N Sync. Seu primeiro disco, ...Baby One More Time, veio a ser distribuído em 12 de janeiro de 1999 e recebeu análises mistas da mídia especializada, debutando na primeira colocação da Billboard 200 com 121 mil unidades adquiridas. Mundialmente, o material culminou em tabelas musicais de mais de quinze nações e comercializou 10 milhões de cópias em um ano, tornando-se o disco mais vendido por uma artista adolescente em carreira solo. A faixa homônima foi lançada como o single inicial do projeto. A canção atingiu a liderança da tabela Billboard Hot 100 por duas semanas consecutivas e, mundialmente, obteve mais de 10 milhões de cópias vendidas, sendo um dos singles mais comprados de todos os tempos. No Reino Unido, liderou a UK Singles Chart por duas edições e tornou-se o single comercializado mais rapidamente por uma artista feminina, vendendo 460 mil unidades em seus primeiros dias de distribuição no território. Mais tarde, ...Baby One More Time concorreu à Melhor Performance Pop Vocal Feminina, durante a 42.ª edição dos Grammy Awards. Até a data, o álbum vendeu 30 milhões de unidades ao redor do mundo, tornando-se um dos mais adquiridos de todos os tempos. Além disso, é o disco de estreia mais vendido da história.

2001–02: Britney e estreia cinematográfica

Em fevereiro de 2001, Spears assinou um contrato promocional em um valor estimado entre 7 e 8 milhões de dólares, e lançou outro livro co-escrito com sua mãe, intitulado A Mother's Gift. Enquanto estava na turnê Oops!... I Did It Again Tour, a cantora sentiu-se inspirada por artistas de hip hop, como Jay-Z e The Neptunes, e decidiu incorporar elementos funk em seu projeto seguinte. O material, intitulado Britney, veio a ser distribuído em novembro de 2001 e debutou na primeira colocação da Billboard 200 com 745 mil cópias vendidas, listando-se nos cinco melhores postos em diversas tabelas europeias e comercializando 12 milhões de unidades mundialmente. Stephen Thomas Erlewine, da página musical Allmusic, descreveu Britney como "o disco onde ela se esforça para aprofundar sua personalidade, tornando-o mais adulto enquanto ainda [transforma] Britney reconhecidamente. (...) Ele soa como o trabalho de uma estrela que encontrou e refinou sua voz, resultando em seu melhor disco até a data". O projeto foi indicado nas categorias de Melhor Álbum Vocal de Pop e Melhor Performance Feminina Pop — esta última para "Overprotected" — e fez parte da lista dos 100 melhores álbuns dos últimos 25 anos, publicado pela Entertainment Weekly em 2008. A primeira faixa de trabalho do álbum, "I'm a Slave 4 U", atingiu as dez melhores posições em diversos países ao redor do mundo, como a Austrália e o Reino Unido.

2003–05: In the Zone e casamentos

"Eu não sou do tipo de pessoa que coloca a culpa em outras, mas eu sinto que algumas coisas que foram feitas para mim nunca estiveram em meus melhores interesses. Olhando para trás, sinto agora que no meu quarto álbum 'menos é mais' deveria ter sido o caminho a percorrer". —Spears refletindo sobre In the Zone em novembro de 2004. Apesar de o desenvolvimento do disco ter iniciado-se em novembro de 2002, as suas gravações começaram apenas em 2003. O produto final, In the Zone foi editado em novembro de 2003 sob análises geralmente positivas, debutando no topo da Billboard 200 com 609 mil unidades adquiridas; este feito fez dela a primeira artista feminina na era da Nielsen SoundScan a classificar seus quatro primeiros trabalhos de estúdio no cume da tabela supracitada. Além disso, In the Zone listou-se nas dez primeiras posições na Bélgica, na Dinamarca, nos Países Baixos e na Suécia, comercializando 10 milhões de exemplares mundialmente e rendendo o single "Toxic", que foi a faixa de trabalho mais bem sucedida do disco e concedeu a Britney seu primeiro Grammy Award, entregue na cerimônia de 2005 na categoria Melhor Gravação Dance. Neste disco, ela assumiu mais controle criativo, sendo listada como compositora e produtora. In the Zone tem sido observado por apresentar uma imagem mais pessoal e sensual da artista; a publicação Vibe definiu-o como "um disco dance supremamente confidente que também ilustra o desenvolvimento de Spears como compositora"; Amy Schriefer, da NPR, listou o álbum como uma das 50 gravações mais importantes da década, avaliando-o como uma "cartilha do som pop nos anos 2000" e adicionando que "a história da década do pop impecavelmente artesanal está escrito no corpo de seu trabalho"; e a autora Julie Andsager, em uma análise sobre os conteúdos sexuais exibidos na mídia, feita para o seu livro Sex in cosumer culture (2006), afirmou que os vídeos musicais de In the Zone apresentaram uma Spears diferente, e explicou que "[a cantora] talvez tenha levado sua sexualidade ao extremo — ao menos para a rede de televisão — aos seus 22 anos.

2006–07: Problemas pessoais e Blackout

Em fevereiro de 2006, vieram à tona imagens de Spears dirigindo seu carro com seu filho Sean, sentando no colo, em vez de estar numa cadeirinha. Ativistas defensores do direito das crianças ficaram horrorizados com as fotos da cantora segurando o volante com uma mão e Sean com a outra. Spears atribuiu a situação a um encontro assustador com paparazzis e que foi um erro da parte dela. No mês seguinte, foi convidada a estrelar o episódio Buy, Buy Baby, do sitcom Will & Grace, interpretando a lésbica enrustida Amber Louise. Em junho, anunciou que havia deixado de estudar a cabala, explicando: "meu bebê é minha religião". Dois meses depois, Spears posou nua para a capa da Harper's Bazaar. A imagem foi fortemente comparada com a capa da atriz Demi Moore para a Vanity Fair, em agosto de 1991. Em setembro de 2006, ela deu à luz ao seu segundo filho, Jayden James. Em novembro, a cantora pediu o divórcio de Federline, citando diferenças irreconciliáveis. O processo foi finalizado em julho de 2007, quando o casal chegou a um acordo e concordaram em compartilhar a custódia conjunta de seus filhos.

2008–10: Circus e retorno ao sucesso comercial

Em janeiro de 2008, Spears se recusou a abrir mão da guarda de seus filhos aos representantes de Federline. Ela foi hospitalizada no Cedars-Sinai Medical Center, após a polícia chegar em sua casa e notar que ela parecia estar sob a influência de uma substância ilícita. No dia seguinte, os direitos de visita da cantora ao seus filhos foram suspensos numa audiência de emergência, e foram concedidos a Federline a custódia física e legal dos meninos. No final do mês, ela foi colocada em uma detenção psiquiátrica involuntária no Ronald Reagan UCLA Medical Center. Em fevereiro, seu pai Jamie entrou com uma ação de curatela temporária, concedendo a ele e ao advogado Andrew Wallet o controle temporário sobre a vida pessoal e profissional da cantora.

2011–12: Femme Fatale e The X Factor

Em março de 2011, Spears lançou seu sétimo álbum de estúdio, Femme Fatale. O projeto alcançou a posição máxima na parada do Canadá e da Austrália, e ficou entre os dez primeiros em quase todas as outras tabelas em que entrou. Nos Estados Unidos, igualou sua intérprete a Mariah Carey e Janet Jackson como as mulheres que mais estrearam álbuns no topo da Billboard 200 até então. O material já vendeu mais de um milhão de unidades em terras estadunidenses e mais de 2 milhões e 200 mil cópias em todo o mundo, e foi certificado como platina pela RIAA. O primeiro single do disco, "Hold It Against Me", estreou na primeira colocação da Billboard Hot 100, tornando-se a quarta canção de Spears no posto e fazendo dela a segunda artista na história a ter duas músicas consecutivas a debutar no cume, depois de Carey. O segundo foco de promoção, "Till the World Ends", atingiu a posição de número três na Billboard Hot 100 em maio, enquanto o terceiro single "I Wanna Go" atingiu o número sete em agosto. Com isso, Femme Fatale se tornou o primeiro álbum de Spears em que três de suas canções atingiram os dez primeiros postos da tabela. O quarto e último single, "Criminal", foi lançado em setembro de 2011. O videoclipe da faixa causou controvérsia após políticos britânicos criticarem a cantora pelo uso de réplicas de armas de fogo durante as filmagens em uma área de Londres, que tinha sido gravemente afetada pelos tumultos na Inglaterra daquele ano. Representantes de Spears responderam brevemente, afirmando: "O vídeo é uma história de fantasia que caracteriza o namorado de Britney, Jason Trawick, que literalmente joga fora a letra de uma canção escrita três anos antes dos motins acontecerem." Em abril de 2011, a artista apareceu em um remix de "S&M", uma canção de Rihanna, originalmente gravada para o álbum Loud (2010). Nos Estados Unidos, deu à Spears seu quinto número um na Billboard Hot 100. Numa lista de fim-de-ano da mesma revista, a cantora foi colocada no número catorze entre os Artistas do Ano, trinta e dois na de artistas da Billboard 200 e dez na de artistas da Billboard Hot 100.

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Outros trabalhos

Investimentos

Fora de seu trabalho artístico, Spears tem se dedicado a outros empreendimentos. Em 2000, ela lançou uma edição limitada de óculos de sol intitulada Shades of Britney. Em 2001, assinou um contrato com a empresa de calçados Skechers, e um contrato promocional de 7 a 8 milhões de dólares com a Pepsi; este último, o maior contrato da empresa com um artista na época. Além de vários comerciais com a Pepsi durante aquele ano, em 2004 ela também apareceu em um comercial de televisão da empresa, sob o tema "Gladiadores", também estrelado pelos cantores Beyoncé, Pink e Enrique Iglesias. Em 19 de junho de 2002, a artista lançou seu primeiro jogo de videogame multiplataforma, Britney's Dance Beat, que recebeu críticas positivas.

Filantropia

Spears fundou a Britney Spears Foundation, uma entidade de caridade criada para ajudar crianças necessitadas. A filosofia por trás da fundação era que a música e o entretenimento fossem uma qualidade curativa que pudesse beneficiar as crianças. A fundação também apoiou o Acampamento Anual Britney Spears para as Artes Cênicas, onde os campistas tiveram a oportunidade de explorar e desenvolver seus talentos. Em abril de 2002, por meio dos esforços da cantora e de sua fundação, uma doação de 1 milhão de dólares foi feita ao Fundo das Torres Gêmeas; para apoiar os filhos de "heróis" do serviço uniformizado da Cidade de Nova Iorque, que foram severamente afetados pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, incluindo o Corpo de Bombeiros e seu Comando de Serviços Médicos de Emergência, o Departamento de Polícia, a Autoridade Portuária, o Escritório de Administração do Tribunal do Estado de Nova Iorque e outros escritórios governamentais. No entanto, foi relatado em 2008 que a fundação teve um déficit de 200 mil dólares. Depois de Spears passar pela tutela, o seu pai e advogado Andrew Wallet extinguiram a fundação, levando ao seu encerramento em 2011.

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Características musicais

Estilo musical

Em termos de estilo musical, Spears é descrita como uma artista de música pop e geralmente explora o gênero na forma de dance-pop. Depois de sua estreia, a cantora foi creditada por ter conduzido o renascimento do pop adolescente no final dos anos 1990. O jornal The Daily Yomiuri relatou que "críticos musicais saudaram-na como o mais talentoso ídolo do pop adolescente por muitos anos, mas Spears mirou um pouco mais alto, ela fixou como objetivo atingir o nível de estrelato que tem sido alcançado por Madonna e Janet Jackson". Rob Sheffield, da Rolling Stone, escreveu: "Britney Spears carrega consigo o arquétipo clássico da rainha do rock & roll adolescente, a boneca de macacão, o bebê anjo que só precisa fazer uma cena". Em uma análise de ...Baby One More Time, Stephen Thomas Erlewine, da AllMusic, descreveu sua música como uma "mistura de dance-pop contagiante e com influências de rap e baladas suaves". Oops!...I Did It Again e seus álbuns seguintes fizeram Spears trabalhar com vários produtores de R&B contemporâneo, levando "a uma combinação de bubblegum pop, soul urbano, e raga". Seu terceiro disco, Britney, derivou-se do nicho do pop adolescente "[r]itmicamente e melodicamente", mas foi descrito como "mais nítido, mais forte do que o que veio antes", incorporando gêneros como R&B, disco e funk".

Vocais

Spears é uma soprano e seu alcance vocal é de três oitavas. Outras fontes afirmam que ela possui um alcance vocal de contralto. Antes de seu sucesso inicial, ela era descrita como tendo cantado "muito mais profundamente do que sua voz de marca registrada altamente reconhecível de hoje", com Eric Foster White, que trabalhou com a cantora em seu álbum de estreia ...Baby One More Time, dizendo ter moldado seus vocais "ao longo de um mês" ao assinar com a Jive Records "para onde ela está hoje — distintamente —, uma inconfundível Britney". Rami Yacoub que coproduziu o mesmo disco, com o letrista Max Martin, comentou: "Eu sei, por Denniz Pop e produções anteriores de Max, quando fazemos músicas, há um tipo de coisa nasal. Com N' Sync e Backstreet Boys, nós tivemos que puxar esse tom meio nasal. Quando Britney fez isso, ela conseguiu esse tipo de voz rouca e sexy".

Influências

Spears citou três artistas como as principais influências musicais de sua carreira: Madonna, Janet Jackson e Whitney Houston. A própria as considera suas "três artistas favoritas", quando criança, para quem ela gostava de "cantar junto [...] dia e noite em [sua] sala de estar"; "I Have Nothing", de Houston, foi a canção que ela usou para o teste valendo um contrato com a gravadora Jive Records. Ao longo de sua carreira, Spears tem atraído comparações frequentes com Madonna e Jackson, em particular, em termos de voz, coreografias e presença de palco. De acordo com a própria cantora: "Eu sei que quando eu era mais jovem, eu olhava para as pessoas [...] como, você sabe, Janet Jackson e Madonna. E elas foram grandes inspirações para mim. Mas eu também tinha minha própria identidade e sabia quem eu era". No livro Madonnastyle (2002), de Carol Clerk, ela é citada dizendo: "Eu sou uma grande fã de Madonna desde que eu era uma garotinha. Ela é a pessoa que eu realmente admiro. Eu realmente gostaria de ser uma lenda como Madonna". Sobre Jackson, Spears declarou em seu Intagram em 2023: "Obrigado a esta querida por manter os meus sonhos e o meu coração vivos [...] ela sempre foi a mulher mais profunda e mais brilhante ao mesmo tempo. Ela passou por tanta coisa mas sinto que é alguém que vou admirar para o resto da minha vida [...] Obrigado por sua música e por sua forma divina de desembaraçar a inteligência para uma visão muito mais clara do que qualquer um poderia imaginar".

Presença de palco e em videoclipes

Spears é conhecida por suas performances no palco, particularmente as elaboradas coreografias que incorporam "dança do ventre e moderados movimentos eróticos" que são creditados por influenciar "artistas que dançam" como Danity Kane e as Pussycat Dolls. Os leitores da Rolling Stone a elegeram como a segunda melhor cantora que dança. Spears é descrita como sendo muito mais tímida do que sua persona no palco sugere. Ela disse que se apresentar é "um impulso para [sua] confiança. É como uma coisa do tipo alter ego. Algo clica e eu vou e me transformo nessa pessoa diferente. Acho que é uma espécie de presente poder fazer isso". Suas performances nos MTV Video Music Awards de 2000, 2001 e 2003 foram elogiadas, enquanto sua apresentação de 2007 foi amplamente criticada pelos críticos especializados, já que ela "oscilava em seus passos de dança e murmurava apenas palavras ocasionais". Em 2016, a Billboard considerou sua performance de "retorno" aos palcos de "uma tentativa eficaz, mas não totalmente gloriosa, de recuperar o estrelato pop".

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Imagem pública

Ao lançar sua carreira musical com ...Baby One More Time, Spears foi rotulada como um ídolo adolescente, e a Rolling Stone a descreveu como "o modelo mais recente de um produto clássico: a estrela pop não neurótica que desempenha suas funções com coragem vaudevilliana e charme de exemplo [de comportamento]". Spears foi capa da edição de abril de 1999 da revista musical Rolling Stone. A imagem caracterizou-a deitada em uma cama, vestindo um sutiã, uma bermuda e um top aberto. A American Family Asssociation (AFA) referiu-se à fotografia como "uma perturbadora mistura da inocência infantil e a sexualidade adulta" e pediu aos "americanos fiéis a Deus para boicotar lojas que vendem álbuns de Britney". A cantora respondeu ao comentário com a seguinte frase: "Qual é o grande problema? Tenho uma forte moral. (...) Eu farei novamente. Eu pensei que as imagens fossem boas. E eu estava cansada de ser comparada a Debbie Gibson e a todo esse bubblegum pop todos os dias". Pouco depois, ela anunciou publicamente que manteria sua virgindade até o seu casamento. Desde seus primeiros anos sob os olhos do público, Spears tem sido uma figura constante nos tabloides e um alvo dos paparazzi. De acordo com a Vanity Fair, fotos da cantora eram vendidas por um valor combinado de 100 milhões de dólares em 2007. Harvey Levin, o fundador do TMZ, disse em uma entrevista: "Britney é ouro. Ela é crack para nossos leitores. Sua vida é um desastre completo, e eu agradeço a Deus por ela todos os dias". Steve Huey, editor do AllMusic, comentou que "entre as cantoras da era [de Spears] [...] seu poder de celebridade era rivalizado apenas por Jennifer Lopez". 'Britney Spears' foi o termo de pesquisa mais popular no Yahoo! entre 2005 e 2008, e esteve em um total de sete anos diferentes. O livro Guinness World Records reconheceu-a como a Pessoa Mais Procurada na edição de 2007 e 2009. Mais tarde, ela foi nomeada a pessoa mais procurada da década de 2000-2009.

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Conquistas

Os prêmios e reconhecimentos de Spears incluem um diversos prêmios e reconhecimentos, incluindo um Grammy Award, seis MTV Video Music Awards — incluindo o Michael Jackson Video Vanguard Award, feito pela Lifetime Achievement Award e entregue a ela durante os MTV Video Music Awards de 2011 — sete Billboard Music Awards, incluindo o de Millennium Award; além de uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Com ...Baby One More Time, que vendeu mais de 30 milhões de cópias mundialmente, Spears é listada pelo Guinness World Records como tendo o "álbum mais vendido de uma artista adolescente em carreira solo". A este respeito, Melissa Ruggieri, do Richmond Times-Dispatch, relatou que "antes de completar 20 anos em 2001, Spears já havia vendido mais de 25 milhões de álbuns em todo o mundo". Seu segundo disco de estúdio, Oops!... I Did It Again, vendeu 1 milhão e 319 mil cópias nos Estados Unidos em sua primeira semana. Esse valor tornou-se o mais alto já conquistado por um disco de uma artista feminina em uma única semana no país desde que a Nielsen Soundscan iniciou sua operações em 1991, recorde mantido por Spears durante 15 anos, até ser superado por 25 (2015), de Adele, que vendeu mais de 3 milhões de cópias na sua semana de lançamento.

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Impacto e Legado

Spears detém o título honorífico de "Princesa do Pop", em partes, porque tornou-se uma das "forças motrizes por trás do retorno do pop adolescente no final dos anos 1990". Stacy Lambe, da Rolling Stone, explicou que ela "ajudou a inaugurar uma nova era para o gênero que havia ficado adormecido na década seguinte ao New Kids on the Block. [...] Spears lideraria um exército de estrelas pop [...] construído em produções habilidosas de Max Martin, muitas insinuações sexuais e performances cheias de dança. [Ela se tornou] uma das artistas mais bem-sucedidas de todos os tempos e um conto de advertência para uma geração, quer prestassem atenção ou não". O colaborador da Glamour, Christopher Rosa, a descreveu como "uma das vozes definidoras da música pop. [...] Quando ela surgiu na cena em 1998 com ...Baby One More Time, o mundo não via uma artista como ela desde Madonna, nenhuma artista feminina afetou o gênero tão profundamente". Barbara Ellen, do The Observer, relatou: "Spears é notoriamente uma das mais maduras adolescentes que já existiram. [...] Em termos de foco e determinação. Muitos jovens de 19 anos ainda nem começaram a trabalhar, ao passo que Britney, ex-Mouseketeer, era o mais incomum e volátil dos fenômenos americanos: uma criança com uma carreira em tempo integral. Enquanto outras meninas colocavam pôsteres em suas paredes, Britney queria ser o pôster na parede. Enquanto outras crianças se desenvolvem em seu próprio ritmo, Britney estava se desenvolvendo em um ritmo definido pela ferozmente competitiva indústria do entretenimento americana".

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Fontes consultadas

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