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Bring Me the Horizon

Bring Me the Horizon é uma banda britânica de rock, formada em 2004 em Sheffield, South Yorkshire. O grupo é composto atualmente pelo vocalista Oliver Sykes, o guitarrista Lee Malia, o baixista Matt Kean e o baterista Matt Nicholls. Eles assinaram contrato com a RCA Records globalmente e com a Columbia Records exclusivamente nos Estados Unidos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Carreira

Em agosto de 2018, pôsteres crípticos apareceram nas principais cidades do mundo com a mensagem "você quer começar um culto comigo?". Os cartazes foram atribuídos pela grande mídia à banda apenas pelo uso do logotipo de um hexagrama anteriormente usado pelo Bring Me The Horizon. Durante esse tempo, a própria banda não reconheceu seu envolvimento com a campanha publicamente. Cada pôster forneceu um número de telefone exclusivo e um endereço de site. O site forneceu uma breve mensagem intitulada "Um convite para a salvação" e mostra a data de 21 de agosto de 2018. As linhas telefônicas colocaram os fãs em espera com mensagens de áudio longas e variadas que mudavam com frequência. Algumas dessas mensagens terminam supostamente com um clipe de áudio distorcido do que foi considerado ser uma nova música da banda. A banda lançou o single principal do novo álbum "Mantra" em 21 de agosto. No dia seguinte, anunciaram seu novo álbum Amo, previsto para 11 de janeiro de 2019, junto com um conjunto de datas de uma turnê chamada First Love World Tour. Em 21 de outubro, a banda lançou seu segundo single "Wonderful Life" com Dani Filth, junto com a tracklist de Amo. No mesmo dia, o grupo anunciou que o álbum foi adiado e remarcado para 25 de janeiro de 2019.

Formação, assinatura e primeiro EP (2004-2005)

Os membros fundadores do Bring Me the Horizon vieram de diversas origens musicais dentro do metal e do rock. Matt Nicholls e Oliver Sykes tinham um interesse comum no metalcore americano, bandas como Norma Jean e Skycamefalling, e costumavam assistir a shows locais de hardcore punk. Mais tarde, eles conheceram Lee Malia, que falou com eles sobre bandas de thrash metal e death metal melódico como Metallica e At the Gates; Malia também fez parte de uma banda de tributo ao Metallica antes de conhecer a dupla. Bring Me the Horizon foi oficialmente formada em março de 2004, quando os membros tinham entre 15 e 17 anos. Curtis Ward, que também morava na área de Rotherham, se juntou a Sykes, Malia e Nicholls na bateria. O baixista Matt Kean, que estava em outras bandas locais, completou a formação. O nome da banda foi tirado da frase do filme Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003) onde na versão original o capitão Jack Sparrow diz "Now, bring me that horizon.", a banda fez apenas uma ligeira alteração na frase, dando origem ao nome oficial do grupo. A banda fez seu primeiro show ao vivo em 15 de abril de 2004, no The Charter Arms em Rotherham, Inglaterra.

Álbum de estreia: Count Your Blessings (2006-2007)

A banda lançou seu álbum de estreia, Count Your Blessings em outubro de 2006 no Reino Unido e em agosto de 2007 nos Estados Unidos. Eles alugaram uma casa no interior para escrever canções, mas facilmente se distraíram. Em seguida, eles gravaram o álbum no centro de Birmingham, um processo que foi acompanhado pelo consumo excessivo e perigoso de álcool. Durante este período, o baterista Nicholls resumiu dizendo "nós saíamos todas as noites, apenas sendo garotos normais de 18 anos". A maioria dos membros gravaram suas partes individualmente, invés de toda a banda junta, já que o estúdio no centro da cidade fez que os então garotos do Bring Me the Horizon se distraíssem facilmente. Os críticos foram negativos a respeito do álbum, adicionando às respostas fortemente polarizadas que a banda já estava recebendo do público.

Suicide Season e partida de Curtis Ward (2008-2009)

Bring Me the Horizon gravou seu segundo álbum de estúdio, Suicide Season, na Suécia com o produtor Fredrik Nordström. Ele não ficou impressionado com o primeiro álbum e inicialmente não comparecia às sessões de gravação, a menos que precisasse estar lá. Nordström mais tarde ouviu o novo som que eles estavam experimentando durante uma sessão de gravação e se envolveu muito no álbum. Foi promovido viralmente nas semanas antes de seu lançamento com o slogan promocional "Setembro é Temporada de Suicídio." Para promover o Suicide Season, a banda embarcou em sua primeira turnê nos Estados Unidos, assim como apareceu na Warped Tour 2008. Em maio de 2008, Bring Me the Horizon foi a principal banda de apoio na turnê australiana de despedida de I Killed the Prom Queen com The Ghost Inside e The Red Shore.

There Is a Hell... e The Chill Out Sessions (2010–2011)

O terceiro álbum da banda, e primeiro com seu novo guitarrista Jona Weinhofen, intitulado There Is a Hell Believe Me I've Seen It. There Is a Heaven Let's Keep It a Secret.. Foi lançado em 4 de outubro de 2010 e estreou no número 17 na Billboard 200 nos Estados Unidos, número 13 na UK Album Chart, e número um no Australian Albums Chart, o UK Rock Chart e o UK Indie Chart. Apesar de alcançar o número um na Austrália, as vendas do álbum foram as mais baixas para um álbum número um na história das paradas da Australian Recording Industry Association (ARIA). Em abril de 2011, Bring Me the Horizon embarcou em uma turnê europeia, começando no Reino Unido. Eles fizeram turnê com Parkway Drive e Architects, como principais bandas de apoio, com The Devil Wears Prada como banda de abertura para o Reino Unido e o grupo de dubstep Tek-One. A turnê, no entanto, teve seus obstáculos. Em 28 de abril, Nicholls quebrou o braço enquanto jogava futebol com membros do Bring Me the Horizon, Parkway Drive e Architects. Em vez de cancelar a turnê, o baterista do Architects Dan Searle ocupou o lugar de baterista, mas isso significou que a setlist de Bring Me the Horizon foi reduzida pela metade. A turnê foi estendida com uma parte norte-americana de 13 de agosto a 4 de outubro, mantendo a Parkway Drive e Architects e adicionando Deez Nuts à formação. Em 23 de agosto, eles lançaram o quarto videoclipe e single, "Visions", e em 31 de outubro o videoclipe para a música "Alligator Blood" foi lançado.

Sempiternal e saída de Jona Weinhofen (2012–2014)

Depois de uma intensa turnê, Bring Me the Horizon finalmente completou a divulgação de seu terceiro álbum no final de 2011. Eles voltaram ao Reino Unido para uma pausa prolongada e, eventualmente, começaram a trabalhar em seu próximo álbum. Muito parecido com seus dois álbuns anteriores, eles escreveram seu quarto álbum em reclusão e isolamento para manter o foco. Desta vez, eles se retiraram para uma casa no Lake District. Em julho, a banda começou a publicar imagens suas gravando em um 'Top Secret Studio Location,' e revelou que estava trabalhando com o produtor Terry Date para a gravação e produção do álbum. Em 30 de julho, a banda anunciou que havia deixado sua gravadora e assinado com a RCA, que lançaria seu quarto álbum em 2013. A banda tocou apenas três shows em todo o ano de 2012: Warped Tour 2012 em 10 de novembro no Alexandra Palace em Londres, (inicialmente se acreditava ser seu único show), a Radio 1 Rocks show em 22 de outubro, onde tocaram um set de seis canções de apoio ao Bullet for My Valentine, e em um show de aquecimento para a Warped Tour em Sheffield em 9 de novembro. No final de outubro, foi anunciado que o quarto álbum se chamaria Sempiternal com um lançamento provisório no início de 2013. Em 22 de novembro, a banda lançou o álbum colaborativo do DJ Draper, The Chill Out Sessions, gratuitamente.

That's the Spirit e show no Royal Albert Hall (2015–2017)

No final de junho do ano de 2015, Bring Me the Horizon começou a promover fotos de um símbolo de guarda-chuva sendo usado como tatuagem, e em adesivos e pôsteres em toda a Inglaterra, Estados Unidos, Austrália e Europa; mais tarde, foi usado para uma capa promocional para o primeiro single do novo álbum. O grupo lançou um pequeno vídeo no início de julho, onde as palavras "That's the Spirit" (esse é o espírito) podiam ser ouvidas ao contrário. Em 13 de julho de 2015, o single promocional "Happy Song" foi lançado na página Vevo da banda, e em 21 de julho de 2015, Sykes revelou que o nome do álbum era That's the Spirit. A banda lançou o single e o videoclipe de "Throne" em 23 de julho de 2015, e outra faixa promocional do álbum, intitulada "True Friends", foi lançada em 24 de agosto de 2015. O álbum foi lançado em 11 de setembro de 2015 com aclamação da crítica. Isso levou a vários videoclipes, incluindo "Drown", "Throne", "True Friends", "Follow You", "Avalanche" e "Oh No".

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Estilo musical e influências

Entre as primeiras influências de Bring Me the Horizon estavam bandas como At the Gates, Carcass, Pantera, Metallica, The Dillinger Escape Plan, Every Time I Die, Norma Jean, Skycamefalling e Poison the Well; e gêneros death metal, grindcore e emo foram citados pelo escritor do AllMusic Steward Mason. No entanto, com o desenvolvimento do som, a banda começou a receber influências do post-hardcore, post-rock, ambiente, dubstep e música eletrônica. O estilo musical da banda foi descrito principalmente como metalcore e - embora eles tenham mudado desde o gênero - seu material inicial foi considerado deathcore. Ao longo de sua carreira, a banda também tocou dentro dos gêneros metal alternativo, rock alternativo, pop rock, rock eletrônico, hard rock, heavy metal, pop, nu metal, electropop, hip hop, EDM, arena rock, melodic metalcore, electronicore, electronica, screamo, hardcore punk, techno metal e emo.

Processo de composição e gravação de músicas

Em todas as notas dos álbuns da banda, todas as letras do Bring Me the Horizon são creditadas ao vocalista principal, Oliver Sykes, enquanto os cinco membros da banda são creditados pela composição da música. Com exceção de Count Your Blessings, a banda sempre escreveu em uma localidade isolada para evitar distrações. As letras de Oliver Sykes têm uma forte sensação de catarse para ele. Ele se baseia principalmente em experiências pessoais e descreve as performances ao vivo da banda como terapêuticas. Em 2006, quando questionado sobre as letras de Count Your Blessings, que foram criticadas por se concentrarem exclusivamente em desilusões amorosas e outros temas considerados "superficiais e vazios", ele respondeu: "Minha vida nunca foi tão ruim, então eu não tenho muito do que falar". Os membros da banda descreveram como o álbum de estreia foi escrito em áreas urbanas da cidade de Birmingham, enquanto eram pressionados a escrever e gravar canções dentro dos prazos pequenos. Isso resultou na insatisfação da banda com o produto final. No entanto, no processo de escrita de Suicide Season, a banda percebeu que preferia escolher locais com menos contato humano para se concentrar na música; eles escreveram o segundo álbum em uma região rural da Suécia. Durante a escrita de Suicide Season, o ex-guitarrista rítmico fundador Curtis Ward escreveu apenas dois riffs de suas partes de guitarra no álbum, dependendo principalmente de Lee Malia para escrever todas as linhas de guitarra do álbum.

Imagem e legado

Nos primeiros anos da banda, eles foram elogiados por sua astúcia nos negócios ao venderem mercadorias por correio e não dependerem das vendas em shows ao vivo. A imagem do Bring Me the Horizon tem sido caracterizada pela personalidade dominante do vocalista e frontman Oliver Sykes, e ele frequentemente foi visto como o "garoto-propaganda" da banda, suportando a maior parte da controversa reputação do grupo. Em seus primeiros anos, a imagem do Bring Me the Horizon era notoriamente caracterizada pelo senso de moda de seus membros e o uso de calças skinny, camisetas com logotipos de bandas de death metal na frente e cabelos coloridos/alisados. A imagem da banda se encaixava no que era chamado de moda "scene". O efeito de sua estética de moda mostrou às pessoas, na perspectiva do promotor de shows Iain Scott, que "você não precisa parecer um metaleiro diabólico para gostar de metal ou tocar em uma banda de metal". No entanto, sua aparência voltada para a moda lhes rendeu a etiqueta de "estilo sobre substância", significa que a banda foi mais reconhecida e criticada por sua aparência, moda e polêmicas do que pela qualidade de sua música ou seu trabalho artístico real.

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Fontes consultadas

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