BR-116
BR-116 é uma rodovia longitudinal brasileira que tem início no município de Fortaleza, no estado do Ceará, e termina em Jaguarão, no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai. Ao lado da BR-101, é um dos principais eixos rodoviários do país, sendo também a maior rodovia totalmente pavimentada do Brasil, com 4 713,64 km de extensão.
Privatizações
Em 1 de março de 1996, o trecho entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foi concedido para a iniciativa privada. Atualmente, a concessionária CCR RioSP administra este trecho, o mais movimentado do país, chamado de Rodovia Presidente Dutra. No mesmo dia, um trecho de 144 quilômetros, entre os municípios de Duque de Caxias, e Sapucaia, ambos no estado do Rio de Janeiro, foi concedido à CRT. O trecho entre Duque de Caxias e Guapimirim é duplicado. No dia 9 de outubro de 2007, o trecho de São Paulo para Curitiba (Rodovia Régis Bittencourt) foi leiloado pelo governo federal junto com outros trechos de rodovias federais pelo país. O leilão colocou à venda concessões de 25 anos para a exploração de sete trechos de rodovias federais, cerca de 2.600 km. O grupo espanhol OHL arrematou a maior parte das concessões, 5 dos 7 trechos. (Os outros 2 trechos foram adquiridos pelas empresas BR Vias (BR-153) e Acciona (BR-393)).
Nordeste
A marcação quilométrica inicia-se em Fortaleza, na grande rotatória da avenida Aguanambi, onde fica a praça Manuel Dias Branco, no bairro de Fátima, e reinicia-se em cada estado. Passa pelos municípios de Eusébio, Aquiraz, Itaitinga, Horizonte, Pacajus (onde se inicia o trecho duplicado até Fortaleza, num total de 53,7 quilômetros), Chorozinho, Morada Nova, Russas, Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe, Alto Santo, Iracema, Jaguaribara, Jaguaribe, Icó, Baixio, Lavras da Mangabeira e Ipaumirim. Depois, um pequeno trecho da rodovia entra na Paraíba, na zona rural do município de Cachoeira dos Índios, extremo oeste do estado, devido à topografia do local.[carece de fontes?]
Sudeste
No estado de Minas Gerais, a BR-116 passa pelos municípios de Divisa Alegre, Águas Vermelhas, Cachoeira de Pajeú, Pedra Azul, Medina, Itaobim, Ponto dos Volantes, Padre Paraíso, Caraí, Catuji, Teófilo Otoni, Itambacuri, Campanário, Jampruca, Frei Inocêncio, Matias Lobato, Governador Valadares, Alpercata, Engenheiro Caldas, Tarumirim, Dom Cavati, Inhapim, Ubaporanga, Caratinga, Santa Rita de Minas, Santa Bárbara do Leste, Manhuaçu, São João do Manhuaçu, Orizânia, Fervedouro, São Francisco do Glória, Miradouro, Muriaé, Laranjal, Leopoldina e Além Paraíba.[carece de fontes?] A BR 116 entra no estado do Rio de Janeiro pelo município de Sapucaia (trecho mais "solitário" da estrada; poucos caminhões trafegam), seguindo por São José do Vale do Rio Preto, Teresópolis, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias (onde termina o trecho denominado Rodovia Santos-Dumont), Rio de Janeiro (onde se inicia o trecho denominado Rodovia Presidente Dutra), São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita (servindo de divisa entre esses dois municípios), Nova Iguaçu, Queimados, Seropédica, Itaguaí, Paracambi (servindo de divisa entre esses dois municípios), Piraí, Pinheiral, Volta Redonda, Barra Mansa, Porto Real, Resende, Itatiaia e novamente Resende, já na divisa com São Paulo. O trecho entre os km 0, na divisa com Minas Gerais, e o km 144,5, no entroncamento com a Rodovia Washington Luiz (BR-040), é denominada Rodovia Santos Dumont. O trecho entre o km 163, na Avenida Brasil e o km 333,9 na divisa com São Paulo é denominada Rodovia Presidente Dutra. Trechos concedidos: CRT, do km 2 (desentroncamento com a BR-393) até o km 144,5 (entroncamento com a BR-040) e a CCR Nova Dutra, do km 163 (cidade do Rio de Janeiro) o km 333,9 até (divisa com o estado de São Paulo).[carece de fontes?]
Sul
No Paraná, inicia-se com o nome de Rodovia Régis Bittencourt na divisa com São Paulo, atravessando os municípios de Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Colombo e Pinhais. Entrando em Curitiba, em que há uma interrupção, torna-se BR-476 (Linha Verde) que vai do bairro Atuba ao bairro Pinheirinho. Já no bairro Tatuquara a rodovia volta ao seu trecho principal, passando pelos municípios de Fazenda Rio Grande, Mandirituba, Quitandinha, Campo do Tenente, entroncando-se com a PR-427 que liga o município à Lapa, e Rio Negro, já na divisa com Santa Catarina. Trechos concedidos: Autopista Régis Bittencourt (divisa com São Paulo até Curitiba) e Autopista Planalto Sul (de Curitiba até a divisa PR/SC).[carece de fontes?]
Rodovia Presidente Dutra
A Rodovia Presidente Dutra (parte da BR-116 anteriormente Via Dutra, também chamada de SP-60 no estado de São Paulo), conhecida coloquialmente como Via Dutra, é uma rodovia que faz a ligação entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil. Possui uma extensão total de 402 quilômetros, iniciando-se no Trevo das Margaridas, no acesso à Avenida Brasil, no Rio de Janeiro e terminando na Ponte Presidente Dutra, no acesso à Marginal Tietê, em São Paulo.[carece de fontes?] No estado do Rio de Janeiro, a rodovia tem uma extensão de 170 quilômetros e, no estado de São Paulo, uma extensão de 230 quilômetros. A Via Dutra é considerada a rodovia mais importante do Brasil, não só por ligar as duas maiores e principais metrópoles nacionais, mas também por atravessar uma das regiões mais ricas do país, o Vale do Paraíba. Devido ao dinamismo econômico da região do Vale do Paraíba, as cidades localizadas às margens da Rodovia Presidente Dutra vêm experimentando, nos últimos anos, um rápido processo de expansão e de conurbação, formando a chamada Megalópole Rio-São Paulo.[carece de fontes?]
Rodovia Régis Bittencourt
Rodovia Régis Bittencourt ou anteriormente Via Régis Bittencourt, é o nome que recebe o trecho da BR-116 entre São Paulo e a divisa entre o Paraná, no limite entre Barra do Turvo e Campina Grande do Sul. Esta designação é oficial do extinto DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), e do atual DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O engenheiro civil Edmundo Régis Bittencourt teve participação ativa na gestão do DNER nos anos 50 e se empenhou na construção da rodovia São Paulo-Paraná, que atualmente leva seu nome. Ela foi inaugurada, com a denominação de BR-2, por Juscelino Kubitschek de Oliveira, no começo de 1961. No estado de São Paulo é denominada SP-230. Bittencourt foi presidente da Associação Rodoviária do Brasil (ARB), entidade fundada em 1947 e que se constituiu um marco na história do rodoviarismo brasileiro. Também foi um dos diversos interventores em Itaperuna, no Rio de Janeiro no período entre 1940 e 1947, mas foi como engenheiro que teve papel de destaque no cenário nacional, principalmente junto ao DNER e à Polícia Rodoviária Federal. Como escritor, é o autor de "Caminhos e Estradas na Geografia dos Transportes".[carece de fontes?]


