Bolsa de valores
Bolsa de valores é o mercado organizado onde se negociam ações de sociedades de capital aberto e outros valores mobiliários, tais como as opções.
As primeiras bolsas com características modernas surgiram em meados do século XV, na esteira da expansão comercial. Em Bruges, na Bélgica, no ano de 1487, a palavra 'bolsa' ganhou seu sentido comercial e financeiro, quando mercadores e comerciantes passaram a se reunir na casa de um certo senhor Van der Burse (cujo brasão continha o desenho de três bolsas), a fim de realizar seus negócios: compra e venda de moedas, letras de câmbio e metais preciosos. Mais tarde, já durante a Revolução Comercial, são criadas, em 1561, as bolsas de Antuérpia, também na Bélgica, e Amsterdam, nos Países Baixos; em 1595, surgem as bolsas de Lyon, Bordeaux e Marseille, na França. A bolsa de Londres (Royal Exchange') foi criada na segunda metade do século XVI; a bolsa de Paris, em 1639. Mas o comércio de ações só apareceria no século XIX, quando algumas bolsas mantiveram a função de negociar mercadorias, enquanto outras voltaram-se para o comércio de valores mobiliários.
Pregão
Nas primeiras décadas do século XX, a gritaria do tradicional pregão viva-voz (sistema de negociação de ativos e contratos mediante a apregoação em viva-voz, pelos operadores de pregão, realizado em sala de negociações especialmente designada para tal) das bolsas de valores foi substituído pelo pregão eletrônico (sistema de negociação em que o registro de ofertas é feito em sistema eletrônico, por meio de terminais instalados nas corretoras de valores e sob a responsabilidade destas). Mais recentemente, foi introduzido o mercado de ações automatizado - o trading algorítmico, também chamado trading automático, algotrading ou algonegócio - que utiliza plataformas eletrônicas para a entrada de ordens de compra ou de venda. Assim, um algoritmo executa instruções de negociação pré-programadas e cujas variáveis podem incluir tempo (data e hora), preço e quantidade da ordem. A negociação algorítmica é amplamente utilizada por bancos de investimento, fundos de pensão e outros operadores institucionais, e visa dividir grandes negociações em várias negociações menores, de modo a reduzir o impacto sobre o mercado e o risco. Desde os anos 2000, parte significativa do comércio de títulos realizado na UE e nos EUA tem sido feita através do trading algorítmico. Em 2009, 25% de todo o volume de capitais dos EUA já era negociado por algoritmos.


