Bola de Prata
Bola de Prata é uma premiação esportiva anual que reconhece os melhores futebolistas e treinadores da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol de cada ano, de acordo com notas atribuídas por jornalistas ao longo de cada campeonato e estatísticas de desempenho em campo. Lançada em 1970 pela revista Placar, desde 2016 é organizada pelo canal de televisão ESPN Brasil, que oferece os troféus em cerimônia anual realizada na cidade de São Paulo. A partir de 2021, passou a premiar as melhores jogadoras do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino e o atleta mais engajado no combate ao racismo. É reconhecida como a premiação mais tradicional do futebol brasileiro.
Imagem: Clube Atlético Mineiro · BY-NC · Openverse
A Bola de Prata foi idealizada pelo jornalista franco-brasileiro Michel Laurence (um dos fundadores da revista Placar) e pelo fotógrafo Manoel Costa, inspirados pelo Ballon d'Or, premiação entregue desde 1957 pela revista francesa France Football. A Placar anunciou o prêmio na capa da edição nº 28, de 25 de setembro de 1970, em meio à disputa do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970: "Placar vai dar uma Bola de Prata aos melhores do Robertão". 14 jornalistas compuseram a primeira comissão avaliadora, e os jogadores passaram a ser avaliados a partir de 20 de setembro de 1970. As notas e a evolução das médias dos jogadores, em cada posição, passaram a ser divulgadas semanalmente. Na edição nº 31, de 16 outubro de 1970, a revista anunciou que Pelé, do Santos, não participaria da disputa e que receberia uma Bola de Prata hors concours.
Uma comissão formada por jornalistas da ESPN Brasil assiste a todos os jogos do Campeonato Brasileiro e atribui notas de 0 a 10 para cada jogador e para os treinadores em campo. A partir de 2020, as notas atribuídas pelos jornalistas passaram a corresponder a 60% da nota final de cada jogador, enquanto outros 40% são calculados a partir de um algoritmo desenvolvido pela ESPN, que analisa mais de 100 estatísticas de desempenho dos jogadores em campo; o algoritmo não influencia nas notas dos treinadores, categoria na qual são consideradas apenas as notas dos jornalistas. Os jogadores e treinador com as maiores notas médias ao final da competição (soma de todas as notas, dividida pelo número de partidas disputadas) são escolhidos para a Bola de Prata. Um jogador só é elegível a receber o prêmio caso dispute pelo menos 19 partidas no campeonato, o equivalente a um turno. Jogadores que deixem seus clubes antes do final do campeonato são desconsiderados da disputa e, caso haja empate nas notas, o prêmio é oferecido ao jogador com mais partidas.
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1970 | 1971 | 1972 | 1973 | 1974 | 1975 | 1976 | 1977 | 1978 | 1979 1980 | 1981 | 1982 | 1983 | 1984 | 1985 | 1986 | 1987 | 1988 | 1989 1990 | 1991 | 1992 | 1993 | 1994 | 1995 | 1996 | 1997 | 1998 | 1999 2000 | 2001 | 2002 | 2003 | 2004 | 2005 | 2006 | 2007 | 2008 | 2009 2010 | 2011 | 2012 | 2013 | 2014 | 2015 | 2016 | 2017 | 2018 | 2019 2020 | 2021 | 2022 | 2023 | 2024 | 2025Clubes que mais venceram | Jogadores que mais venceram | Jogadores estrangeiros Seleção: Manga (INT), Perivaldo (BAH), Elías Figueroa (INT), Beto Fuscão (GRE), Wladimir (COR), Toninho Cerezo (CAM), Paulo César Caju (FLU), Paulo Isidoro (CAM), Valdomiro (INT), Narciso Doval (FLU) e Lula (INT)Bola de Ouro: Elías Figueroa (INT)Artilheiro: Dario (INT) - 28 gols Seleção: Edson Cimento (REM), Zé Maria (COR), Oscar Bernardi (PTP), Polozzi (PTP), Marco Antônio (VAS), Toninho Cerezo (CAM), Adílio (FLA), Zico (FLA), Tarciso (GRE), Reinaldo (CAM) e Paulo César Caju (BOT)Bola de Ouro: Toninho Cerezo (CAM)Artilheiro: Reinaldo (CAM) - 28 gols
1970
Seleção: Picasso (BAH) Humberto Monteiro (CAM), Brito (CRU), Francisco Reyes (FLA), Everaldo (GRE), Zanata (FLA), Dirceu Lopes (CRU), Samarone (FLU), Vaguinho (CAM), Tostão (CRU) e Paulo César Caju (BOT).
1971
Seleção: Edgardo Andrada (VAS), Humberto Monteiro (CAM), Pescuma (CFC), Vantuir (CAM), Carlindo (CEA), Vanderlei Paiva (CAM), Dirceu Lopes (CRU), Rivellino (COR), Antônio Carlos (AFC), Tião Abatiá (CFC) e Edu (SAN) Bola de Ouro: Dirceu Lopes (CRU) (concedida de forma retroativa em 2013). Artilheiro: Dadá Maravilha (CAM) - 15 gols
1972
Seleção: Leão (PAL), Aranha (REM), Elías Figueroa (INT), Beto Bacamarte (GRE), Marinho Chagas (BOT), Piazza (CRU), Ademir da Guia (PAL), Zé Roberto (CFC), Osni (VIT), Alberi (ABC) e Paulo César Caju (FLA) Artilheiro: Dadá Maravilha (CAM) & Pedro Rocha (SPA) - 17 gols
1973
Em 1973, a Placar passou a premiar o jogador com a melhor média com a Bola de Ouro. Na primeira edição, o prêmio foi dividido entre dois jogadores, fato que nunca mais voltou a acontecer. Seleção: Agustín Cejas (SAN), Zé Maria (COR), Atílio Ancheta (GRE), Alfredo Mostarda (PAL), Marinho Chagas (BOT), Pedro Omar (AMG), Pedro Rocha (SPA), Dirceu Lopes (CRU), Zequinha (BOT), Mirandinha (SPA) e Mário Sérgio (VIT) Bola de Ouro: Agustín Cejas (SAN) e Atílio Ancheta (GRE)
1974
Seleção: Joel Mendes (VIT), Louro (FOR), Elías Figueroa (INT), Miguel (VAS), Wladimir (COR), Dudu (PAL), Mário Sérgio (VIT), Zico (FLA), Osni (VIT), Luisinho Lemos (AFC) e Lula (INT) Bola de Ouro: Zico (FLA) Artilheiro: Roberto Dinamite (VAS) - 16 gols
1975
Em 1975, a Placar passou a premiar com a Bola de Prata também o(s) artilheiro(s) do campeonato. Seleção: Waldir Peres (SPA), Nelinho (CRU), Elías Figueroa (INT), Amaral (GUA), Marco Antônio (FLU), Falcão (INT), Carpegiani (INT), Zico (FLA), Búfalo Gil (FLU), Palhinha (CRU) e Ziza (GUA) Bola de Ouro: Waldir Peres (SPA) Artilheiro: Flávio Minuano (INT) - 16 gols
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Atualizado até a premiação referente a 2025
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Em casos de empate no total de prêmios, há o desempate pela ordem de importância: Hors concurs, Bola de Ouro, Bola de Prata, Artilheiro e Revelação. Em negrito são jogadores que ainda estão em atividade.
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Em negrito são jogadores e jogadoras que ainda estão em atividade.
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Quando o prêmio surgiu, em 1970, as médias finais não eram divulgadas. "Se tiver que chiar, que chie agora", dizia o texto dos premiados no Robertão, na edição 41 de Placar. Ainda nessa fase, as notas 10 eram dadas sem cerimônia: em 1971, por exemplo, 37 jogadores receberam a premiação máxima — somente o goleiro Andrada recebeu a nota máxima cinco vezes. Pensando em evitar abusos e exageros, a partir de 1995 a nota dos jogadores passou a ser supervisionada pela redação da revista. Atualizado até a premiação referente a 2019


