Biopalma
Biopalma da Amazônia S/A Reflorestamento Indústria e Comércio foi uma empresa focada na produção de óleo de palma e outros óleos vegetais. Também produzia energia utilizando biomassa e outros resíduos industriais, comercializava madeira e ração animal e prestava consultoria para o agronegócio e o setor industrial.
A Biopalma foi criada em 20 de abril de 2007, quando a Mineração Império Serrano Ltda. se tornou uma S.A. Originalmente, a Mineração Santa Elina controlava 99% da empresa e a MSP, 1%. Em 10 de junho, o Pembroke Pines Fund LLC adquiriu 99,98% das ações, tornando-se o maior acionista. Em 22 de novembro, o Pembroke Pines transferiu suas ações para a PMS Participações Ltda e a Santa Elina transferiu as suas para o Grupo MSP. Em 4 de abril e 27 de junho de 2008, foram emitidas ações para a Bio Participações S/A. Na nova configuração, a PMS controlava 83,84% da empresa, a Bio Participações, 16,14% e a MSP, 0,02%. Inicialmente, a empresa adquiriu mais de 100 fazendas para o cultivo de palma de óleo. Em 1º de maio de 2009, a Biopalma e a Vale criaram o Consórcio Brasileiro de Produção de Óleo de Palma (CBOP), no qual a Vale detinha 41% de participação. Em 15 de julho de 2009, a PMS transferiu uma dívida de R$ 25,5 milhões com o Banco Itaú para a Biopalma. Em 16 de dezembro, a PMS doou ações para a Bio Participações, que passou a controlar 21,7% da empresa. No início de 2010, a MSP incorporou a PMS (ambas eram subsidiárias da Família MSP), passando a controlar 78,3% da empresa.
Inicialmente, a Biopalma adquiriu 70 mil hectares no Pará para o cultivo de palma de óleo, localizados nos municípios de Moju, Tomé-Açu, Concórdia do Pará, Abaetetuba, Bujaru, Igarapé-Miri, São Domingos do Capim e Acará. Essas áreas foram classificadas como degradadas pelo Governo Federal e são reflorestadas com palma de óleo pela empresa. O processo de plantio e colheita é realizado em um modelo de agricultura familiar. Em fevereiro de 2010, a Biopalma criou o Programa de Agricultura Familiar com o objetivo de envolver 2 mil famílias no processo de cultivo de palma de óleo até 2013. Essas famílias recebem 10 hectares, assistência técnica e um empréstimo para a compra de matéria-prima por 30 anos do Banco da Amazônia, através da linha de crédito Pronaf Eco Dendê. Em 2014, a Biopalma firmou uma parceria com a Embrapa Amazônia Oriental para lançar um programa no qual 60 famílias aprenderam a plantar mandioca entre as palmeiras.
Fraude fiscal
Segundo o Ministério da Fazenda, em 2011 a Família MSP vendeu a Biopalma para a Vale, mas realizou uma série de transferências por meio da Irajá Consultoria e utilizou a isenção fiscal do MSP FIP para concretizar a venda. Dessa forma, a empresa deixou de pagar impostos ao Governo do Brasil. O processo foi encerrado em 20 de novembro de 2018, por ter sido entendido que o processo de transferência era válido.
Conflitos armados
A Biopalma, e posteriormente a Brasil BioFuels, entraram em conflito com a população Tembé, denominado Guerra do Óleo de Palma. O caso é investigado pelo Ministério Público Federal desde 2012.
Em 2015, a Biopalma foi finalista do Prêmio Agropará na categoria Palmeira, mas perdeu para a Mejer Agroflorestal LTDA.


