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Bill Clinton

William Jefferson "Bill" Clinton é um político dos Estados Unidos que serviu como o 42.º presidente do país por dois mandatos, entre 1993 e 2001. Antes de servir como presidente, Clinton foi governador do estado do Arkansas por dois mandatos. Foi empossado aos 46 anos, sendo o terceiro presidente mais jovem na data em que tomou posse e o primeiro da geração baby boomer.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Início da vida

William Jefferson Blythe III nasceu em 19 de agosto de 1946, no Hospital Julia Chester, na cidade de Hope, Arkansas. Seu pai, o texano William Jefferson Blythe Jr. (1918–1946), era um vendedor e morreu em um acidente de carro três meses antes dele nascer. Pelo lado paterno, ele é descendente de escoceses, irlandeses e ingleses, que teriam se estabelecido no país antes mesmo da independência. Logo após ele ter nascido, sua mãe, Virginia Dell (1923–1994), se mudou para Nova Orleães para estudar enfermagem. Ela deixou o seu filho em Hope com os avós, Eldridge e Edith Cassidy, que tinham uma mercearia. Naquele período, o sul dos Estados Unidos era muito segregado racialmente. Mesmo assim, os avós de Bill atendiam todas as pessoas, independente de cor. Em 1950, a sua mãe voltou e se casou com Roger Clinton, Sr., que era dono de uma revendedora de carros em Hot Springs, Arkansas, com seu irmão e com seu amigo Earl T. Ricks.

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Faculdade e formação

Universidade de Georgetown

Com o benefício de várias bolsas de estudo, Clinton foi estudar na Universidade de Georgetown, em Washington, D.C., onde recebeu um bacharelado (B.S.) em 1968. Entre 1964 e 1965 ele foi eleito presidente de classe. De 1964 a 1967 ele estagiou para o senador democrata J. William Fulbright. Bill então se juntou a fraternidade Alpha Phi Omega e foi também eleito Phi Beta Kappa logo em seguida. Clinton também foi membro da Ordem DeMolay, um grupo associado a maçonaria, mas ele nunca foi um maçom. Ele ainda foi membro honorário da fraternidade Kappa Kappa Psi.

Estudando em Oxford (GB)

Após se formar, ele ganhou uma bolsa de estudos de Rhodes para cursar na University College de Oxford, onde estudou filosofia, política e economia, mas não chegou a se formar, preferindo estudar direito em Yale. Enquanto na Inglaterra, ele desenvolveu um gosto por rugby, chegando a jogar no seu período livre em Oxford e mais tarde no Arkansas.

Oposição a Guerra do Vietnã e controvérsia do recrutamento

Enquanto estava em Oxford, ele participou do movimento de oposição à Guerra do Vietnã e participou da organização de protestos contra este conflito em 1969. Clinton, como milhões de outros americanos, recebeu, entre 1968 e 1969, seus papéis para se apresentar ao exército e servir, possivelmente para ser mandado ao Vietnã. Pretendendo cursar direito, ele tentou, de forma malsucedida, se juntar a Guarda Nacional e a Força Aérea, e então decidiu que iria tentar se juntar ao Corpo de Oficiais da Reserva. Ele acabou não se juntando a reserva, dizendo em uma carta ao oficial responsável pelo programa de recrutamento que ele se opunha a guerra, mas não achava honrado usar a sua entrada na reserva ou na guarda nacional para escapar do serviço no Vietnã. Ele disse que se apresentaria ao draft, mas não serviria nas forçar armadas. Clinton se apresentou, mas não foi convocado. Muitos acreditam que ele usou seus contatos políticos para escapar de ter que servir na guerra e seus oponentes o criticaram por isso. O coronel Eugene Holmes, oficial responsável pelas aplicações para a academia de oficiais da reserva, suspeita que Clinton tentou manipular a situação para evitar ter que servir no exército. Ele disse que Clinton teria usado de sua influência com o senador Fulbright, a quem ele havia servido como estagiário, para se livrar de ser convocado.

Faculdade de direito

Após Oxford, Clinton foi estudar na Faculdade de Direito de Yale e ganhou seu Juris Doctor (J.D.) em 1973. Foi por lá, em 1971, na biblioteca, que ele conheceu a estudante de direito Hillary Rodham. Eles começaram a namorar logo em seguida. Quando ela teve que se mudar para a Califórnia, ele abriu mão de trabalhar na campanha de George McGovern para a eleição presidencial de 1972 e foi com ela. Eles se casaram em 11 de outubro de 1975. A primeira e única filha do casal, Chelsea, nasceu em 27 de fevereiro de 1980. Clinton se mudou com sua namorada para o Texas para aceitar um emprego oferecido por George McGovern em 1972. Ele ficou um bom tempo em Dallas. Por lá, Bill trabalhou com o futuro prefeito da cidade Ron Kirk, a futura governadora Ann Richards e com o até então desconhecido cineasta Steven Spielberg.

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Começo da carreira política: 1978–1992

Governador do Arkansas

Após se formar em Yale, Clinton retornou para o Arkansas e se tornou professor na principal universidade local. Em 1974 ele tentou concorrer a um cargo na Câmara dos Representantes. Apesar de ter concorrido em um distrito conservador contra o republicano John Paul Hammerschmidt, sua campanha foi fortalecida pelo sentimento antirrepublicano após o escândalo do Caso Watergate. Hammerschmidt, que havia sido eleito com 77% dos votos em 1972, derrotou Clinton com uma margem de apenas 52% a 48%. Em 1976 ele se candidatou ao cargo de Procurador-geral do estado. Com pouca oposição ele foi eleito com facilidade. Em 1978 ele concorreu para o cargo de governador do Arkansas e derrotou o candidato republicano Lynn Lowe. Clinton se tornou então o governador mais jovem do país com 32 anos. Devido a sua aparência jovial, Clinton foi apelidado de "Boy Governor" ("Garoto Governador"). No cargo, trabalhou para reformar o sistema de educação e transporte público, com sua esposa Hillary liderando, de forma bem-sucedida, comitês pedindo reformas também no sistema de saúde. Contudo, seu mandato viu uma impopular nova taxação sobre veículos e muitos cidadãos estavam irritados com a falta de resposta a respeito da fuga de prisioneiros cubanos (no chamado "Êxodo de Mariel") do Forte Chaffee em 1980. Assim, Monroe Schwarzlose, de Kingsland do Condado de Cleveland, chegou a 31% das intenções de voto nas pesquisas contra Clinton nas primárias democratas em 1980. Alguns acreditavam que o bom desempenho de Schwarzlose buscando a nomeação contra Clinton chamou mais a atenção que a derrota do governador para o republicano Frank D. White. Clinton brincou, apesar da derrota, onde ele afirmou ser o ex-governador mais jovem da história.

Eleições primárias do partido democrata em 1988

Em 1987, começaram especulações de que Clinton iria entrar na corrida presidencial pelos democratas após a desistência do governador de Nova Iorque, Mario Cuomo, e do diplomata Gary Hart. Contudo Bill decidiu permanecer no seu cargo de governador de Arkansas e foi reeleito por lá com 63% dos votos. Ele preferiu endossar na eleição para presidente o governador de Massachusetts Michael Dukakis. Ele foi o primeiro a discursar na convenção do partido de 1988, onde falou por 33 minutos (o dobro do esperado) e seu discurso acabou sendo criticado por ter sido longo e mal feito. Apresentando-se como um moderado e um "Novo Democrata", foi líder do conselho dos centristas do partido entre 1990 e 1991.

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Campanha presidencial e eleição de 1992

O primeiro teste para Bill na corrida a presidência foi o caucus de Iowa, onde ele terminou em terceiro lugar numa disputa ganha por Tom Harkin. Durante a campanha das primárias de New Hampshire, foi reportado um possível caso extraconjugal com a modelo e atriz Gennifer Flowers. As pesquisas de opinião mostravam Bill Clinton atrás do senador por Massachusetts Paul Tsongas nesse estado. Então, após o Super Bowl XXVI, Clinton e sua esposa Hillary foram ao programa 60 Minutes para refutar a história. Aparecer na televisão foi um risco calculado, mas deu certo. Ele ainda terminou em segundo lugar, atrás de Tsongas, mas a vantagem do senador foi muito menor que a esperada. A mídia começou então a dar mais atenção para Clinton como um candidato sério. Bill então avançou vencendo as primárias na Flórida, no Texas e em boa parte da região sul dos Estados Unidos na chamada "Super Terça". Isso o colocou a frente na corrida para a nomeação. Contudo, o governador da Califórnia, Jerry Brown, também conquistava vitórias e Clinton ainda precisava vencer um estado fora da região sul, que era sua terra natal. Bill mirou então em Nova Iorque, um dos estados mais importantes. Ele acabou vencendo por lá, e por uma boa margem. Se tornando então um candidato de consenso, ele acabou vencendo as primárias na Califórnia, superando o governador do estado Jerry Brown. Assim ele ganhou, de forma acentuada, a indicação do partido para a presidência dos Estados Unidos.

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Presidência (1993–2001)

Durante sua presidência, Bill Clinton apresentou uma variedade de novas leis e regulamentações, aprovadas no Congresso ou implementadas por ordens executivas. Algumas destas políticas, como o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio e reformas no sistema de assistencialismo social, são atribuídas a sua filosofia de governo centrista da chamada "Terceira via", enquanto em outros assuntos era considerado de centro-esquerda. Na política econômica, contudo, era visto como um apoiante do conservadorismo fiscal. Durante seu governo, os Estados Unidos viram uma redução no déficit orçamentário. Além disso, Clinton presidiu sobre a maior expansão econômica em tempos de paz na história do país. O Escritório Orçamentário do Congresso reportou um superávit nas contas públicas de US$ 69 bilhões em 1998, US$ 126 bilhões em 1999 e US$ 236 bilhões em 2000, os três últimos anos da presidência de Bill. Já o déficit orçamentário ficou em US$ 5,413 trilhões em 1997 e US$ 5,656 trilhões em 1999. Após deixar a presidência, Clinton se mudou para Nova Iorque e ajudou sua esposa a ganhar o posto de Senadora por lá.

Primeiro mandato: 1993–1997

Bill Clinton foi empossado como o 42.º Presidente dos Estados Unidos a 20 de janeiro de 1993. Logo após assumir, ele assinou a "Lei de Licença Médica e Familiar de 1993", em 5 de fevereiro, que fazia com que as empresas pudessem dar uma licença não paga para mulheres grávidas ou pessoas com problemas médicos. Essa lei teve apoio bipartidário e se provou muito popular junto ao povo. Clinton também assinou ordens executivas para desfazer todas as restrições ao aborto feitas durante a era Reagan-Bush. O presidente já havia se declarado em favor do direito ao aborto, afirmando que deveria ser "legal e raro". Em 15 de fevereiro de 1993, Clinton fez seu primeiro discurso televisionado para o povo, onde anunciou uma série de aumento nos impostos para balancear o orçamento. Dois dias depois, desta vez discursando perante o Congresso, o presidente deu mais detalhes da sua política econômica. Seu programa daria prioridade para a redução do déficit ao invés de fazer cortes para os impostos da classe média, o que havia sido um ponto alto na sua agenda de campanha. Os conselheiros de Clinton o pressionaram para aumentar os impostos afirmando que um déficit orçamentário pequeno puxaria os juros para baixo.

Segundo mandato: 1997–2001

Na eleição presidencial de 1996, Clinton foi reeleito com 49,2% do voto popular (ou 47 401 185 de votos) em cima do republicano Bob Dole (que conseguiu 40,7% dos votos) e do reformista Ross Perot (8,4% dos votos), se tornando o primeiro presidente democrata no poder a se reeleger desde Lyndon Johnson e o primeiro do seu partido a ser eleito duas vezes desde Franklin D. Roosevelt. Os republicanos perderam alguns assentos na Câmara, mas conquistaram o controle do Senado, mantendo assim o poder total no Congresso. Clinton recebeu no total 379 votos do colégio eleitoral, com Dole recebendo apenas 159 votos. Em janeiro de 1997, em discurso no congresso, Clinton propôs um projeto para ajudar cinco milhões de crianças. O senador democrata Ted Kennedy e o republicano Orrin Hatch se uniram a primeira dama Hillary Rodham Clinton e sua equipe ainda em 1997, resultando no programa State Children's Health Insurance (SCHIP), o que se tornou a maior e mais bem sucedida lei de saúde implementado na presidência de Bill. Naquele ano, sua esposa Hillary defendeu no Congresso a lei de "Adoção e Segurança das Famílias" e outros projetos para ajudar famílias pobres. Clinton também manteve uma política de correr atrás de apoio bipartidário para manter o governo funcionando apropriadamente. Um dos resultados destes esforços foi a "Lei de Balanço Orçamentário" de 1997. Em outubro daquele mesmo ano, ele teve algumas complicações de saúde, principalmente por causa de sua audição falha.

Relações exteriores e ações militares

Muitos eventos militares aconteceram durante a presidência de Bill Clinton. Um dos primeiros foi na África. Por lá, ele manteve a política do seu predecessor e manteve as tropas americanas na Somália, que estava no meio de uma guerra civil e enviou os Delta Force (tropas especiais) para lá. Na subsequente batalha de Mogadíscio de 1993, dois helicópteros MH-60 Black Hawk foram derrubados por lança-granadas disparadas por rebeldes somalis. As aeronaves caíram atrás das linhas inimigas e uma operação de resgate foi lançada. Uma intensa batalha urbana se seguiu na capital somali e 18 soldados americanos foram mortos, 73 outros ficaram feridos e um militar acabou sendo feito prisioneiro. Pelo menos mil somalis também morreram. Corpos de alguns militares americanos mortos foram exibidos pelos rebeldes nas ruas e as imagens percorreram o mundo. Em resposta, Clinton ordenou a retirada das forças americanas da Somália. O trauma desta desastrada operação fez com que o presidente fosse mais cuidadoso ao lidar com intervenções no exterior. Por exemplo, apesar da pressão internacional, por temer uma repetição do ocorrido em Mogadíscio em 1993, os Estados Unidos não interferiram diretamente para prevenir um genocídio em Ruanda, que ceifou a vida de milhares de pessoas.

Juízes apontados por Clinton

Clinton apontou dois juízes para a Suprema Corte dos Estados Unidos: Ele também apontou 66 juízes para as Cortes de Apelação federais e 305 outros juízes para as Cortes Distritais. Suas 373 indicações judiciais foi a segunda maior quantidade de nomeações feitas por um presidente, atrás apenas de Ronald Reagan. As indicações dele para cargos no judiciário, contudo, não foram sem complicações, com 69 nomeações para juízes federais sendo barradas, no Senado (controlado pelo Partido Republicano). No geral, 84% de duas indicações foram aceitas.

Políticas econômicas

A presidência de Bill Clinton viu um dos maiores crescimentos econômicos da história americana. David Greenberg, um professor de história e estudos de mídia da Universidade de Rutgers, afirmou: Ao propor um plano para reduzir o déficit público, Clinton apresentou um orçamento que cortaria o déficit em US$ 500 bilhões em um período de cinco anos ao reduzir os gastos em US$ 255 bilhões e aumentando os impostos em cima de 1,2% da população americana que era mais rica. Também impôs um novo imposto sob energia e colocou em um-quarto dos pagamentos da Seguridade Social impostos mais altos para os beneficiários. Os republicanos no Congresso se opuseram firmemente contra a proposta de Clinton, afirmando que a nova política de impostos faria mais mal do que bem. Os republicanos estavam unidos neste assunto e todos na Câmara votaram contra o orçamento proposto. No Senado, foi necessário o voto do vice-presidente Al Gore para desempatar a votação. Após um extenso lobbying por parte do governo Clinton, a Câmara de Representantes votou o orçamento por 218 votos a favor e 216 contra. O novo pacote expandiu as taxas de renda de crédito, para beneficiar as classes mais pobres. Isso reduziu a quantidade de impostos que eles pagam e então uma nova lei de contribuição de impostos de Seguro Federal, proveu US$ 21 bilhões em cortes para 15 milhões de pessoas de baixa renda. As melhores condições econômicas e políticas serviram para incentivar os investidores, o que reanimou a bolsa de valores e levou as taxas de juro a cair, o que resultaria em um impulso ao consumo interno. Os últimos quatro orçamentos de Clinton mostraram não só redução no déficit, mas entre 1998 e 2000 houve um superávit das contas do governo. No último ano de Bill na presidência, foi reportado um balanço positivo de US$ 237 bilhões (um dos maiores da história). Esse dinheiro extra nas mãos do governo foi usado para pagar a dívida pública por US$ 452 bilhões, apesar da dívida federal continuar a subir, ainda que lentamente. Contudo, o superávit orçamentário só foi conquistado contra a dívida pública que era calculada com a exclusão das participações intragovernamentais. Isso significava que o governo era capaz de deduzir os empréstimos que fazia do fundo de seguridade social como lucro nos relatórios do orçamento, que representava boa parte do superávit. Calculando a participação de ativos intragovernamentais da dívida pública, o déficit mais baixo foi de US$ 17,9 bilhões. Assim, muitos argumentam que o superávit pode ter sido na verdade bem menor.

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Pós-presidência

Bill Clinton continuou ativo na vida pública após deixar a Casa Branca em 2001, dando discursos, trabalhando para o Partido Democrata e organizações de caridade. Desde 1988, Clinton já participou de seis Convenções Nacionais Democratas. De origem humilde, Clinton deixou a Casa Branca ainda com uma situação financeira não muito elevada financeiramente (devido a processos legais), mas nos anos seguintes ele e sua esposa começaram a acumular riquezas. Tanto Bill quanto Hillary Clinton ganharam milhões lançando livros. Em maio de 2015, o jornal The Hill reportou que o casal Clinton havia ganho US$ 25 milhões fazendo discursos desde o começo de 2014. Hillary só com seu livro Hard Choices ela acumulou US$ 5 milhões com as vendas. Em julho de 2014, o Daily Mail afirmou que, juntos, o casal conseguiu acumular uma fortuna de US$ 160 milhões uma década após o segundo mandato de Bill ter terminado. No mesmo ano, o Wall Street Journal reportou que, ao fim de 2012, os Clintons ganharam entre US$ 5 milhões e US$ 25,5 milhões, e que em 2012 mesmo (último ano que este tipo de informação foi divulgada) o casal fez entre US$ 16 e US$ 17 milhões, sendo que a maioria deste dinheiro foi ganho pelo ex-presidente fazendo discursos. Já numa reportagem feita pela ABC News e pelo The Washington Post afirmou que Bill Clinton fez pelo menos US$ 100 milhões discursando e aparecendo em outros eventos públicos. O New York Times disse que Bill tinha acumulado uma fortuna de US$ 109 milhões em oito anos (de 2000 a 2008), incluindo US$ 92 milhões de discursos e vendas de livros.

Atividades até a campanha de 2008

Em 2002, Clinton criticou a política externa do seu sucessor, George W. Bush (que havia derrotado o vice de Bill nas eleições de 2000), especialmente a política de ação militar preventiva contra o Iraque. Ele disse que teria "consequências indesejáveis", e depois afirmou ter sido um crítico da Guerra do Iraque desde o começo (embora há quem discorde). Em 2005, Clinton também criticou a política ambiental de Bush, durante uma Conferência da ONU em Montreal. O William J. Clinton Presidential Center and Park em Little Rock, Arkansas foi erguido em 2004. Clinton então lançou sua autobiografia, My Life, ainda em 2004. Em 2007, ele lançou o livro Giving: How Each of Us Can Change the World, que se tornou um dos mais vendidos do The New York Times e recebeu boas críticas.

Eleição presidencial de 2008

Durante as eleições primárias do Partido Democrata em 2008, Clinton apoiou vigorosamente sua esposa Hillary Clinton. Fazendo discursos e angariando fundos, ele levantou mais de US$ 10 milhões para a campanha dela. Muitos afirmaram que a campanha fracassada de Hillary, sendo derrotada por Barack Obama, afetou a imagem do presidente, que apesar de popular, não conseguiu mobilizar os democratas para apoia-la. Foram reportados, durante a campanha brigas entre o pessoal do Bill e da Hillary, especialmente na Pensilvânia. Havia o medo de que, após a extensa e quente primária, o partido poderia se dividir entre os apoiadores de Clinton (os centristas) e os de Obama (mais inclinados com a esquerda política). Para afastar esse medo, em agosto de 2008, Clinton endossou Barack Obama na Convenção do Partido, dando um discurso entusiasmado em seu apoio, falando que Obama estava "pronto para liderar". Uma vez encerrada a corrida presidencial de Hillary, Bill continuou a tentar angariar fundos para pagar as dívidas da campanha.

Após as eleições de 2008

Em 2009, Clinton viajou para a Coreia do Norte para pedir a libertação de duas jornalistas americanos presos lá. Euna Lee e Laura Ling haviam sido detidas por ilegalmente entrar no país, via China. Jimmy Carter havia feito uma visita similar àquele país em 1994. Bill se encontrou com o líder norte-coreano, Kim Jong-il, e este concedeu perdão às duas jornalistas. Após a visita à Coreia do Norte, Clinton foi enviado para outras missões diplomáticas. Ele foi nomeado o enviado especial da ONU no Haiti em 2009. Em resposta ao sismo do Haiti de 2010, o presidente Barack Obama anunciou que Clinton e George W. Bush lançariam um programa para angariar fundos para ajudar os haitianos. Bill continuou a visitar o Haiti para testemunhar a reconstrução das cidades haitianas e angariar mais dinheiro para as vítimas. Em 2010, ele anunciou apoio a fundação NTR, o primeiro grupo focado apenas em meio ambiente na Irlanda.

Hillary e a eleição presidencial de 2016

Durante a eleição presidencial de 2016, Bill Clinton encorajou os eleitores e seus apoiadores a votar em sua esposa Hillary e fez vários discursos durante a campanha dela. Em uma série de tweets, o então presidente eleito Donald Trump criticou a habilidade de Bill de convencer pessoas a ir e votar. Clinton serviu como um membro do colégio eleitoral no estado de Nova Iorque. Ele votou na esposa Hillary e no candidato a vice dela, Tim Kaine. Os dois perderam para Donald Trump em novembro.

Eventos posteriores a 2016

Bill continuou ativo em questões sociais pelo país e no mundo. Em 7 de setembro de 2017, após a derrota da esposa nas eleições, Clinton se juntou aos ex presidentes Jimmy Carter, George H. W. Bush, George W. Bush e Barack Obama para trabalhar na organização sem fins lucrativos One America Appeal para ajudar as vítimas dos furacões Harvey e Irma nas comunidades na Costa do Golfo e no Texas. Durante a campanha das eleições presidenciais de 2020, Bill teve pouca participação, falando na Convenção do Partido mas não realizando aparições públicas, muito devido a Pandemia de COVID-19. Bill e Hillary endossaram a chapa de Joe Biden e Kamala Harris, que acabaram vencendo a eleição.

Questões de saúde

Em setembro de 2004, Clinton foi submetido a uma cirurgia de ponte de safena. Em março de 2005, ele foi submetido a mais uma intervenção cirúrgica por causa de um pulmão parcialmente colapsado. Em fevereiro de 2010, ele foi levado as pressas para o hospital Columbia Presbyterian, em Nova Iorque, reclamando de dores no peito e teve dois stents colocados nas suas artérias coronárias. Depois disso, Clinton adotou a prática do veganismo, por recomendação médica. Foi reportado que Clinton praticava meditação budista para ajudar ele a relaxar e melhorar sua qualidade de vida.

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Opinião pública

Os índices de aprovação de Clinton variavam entre 40% e 50% durante o seu primeiro mandato. No segundo mandato, sua popularidade ficou acima de 50%, chegando a superar 60%. Após o seu quase impeachment entre 1998 e 1999, seu índice de popularidade chegou aos níveis mais altos enquanto ele estava no cargo, possivelmente puxado pela divulgação de dados muito positivos da economia. Uma pesquisa feita pela CBS, junto com o jornal New York Times, disse que ele deixou a presidência com seu trabalho sendo aprovado por 68% da população, que empatou com Ronald Reagan e Franklin D. Roosevelt como os presidentes com mais altos índices de popularidade quando saíram do cargo. Quando ele deixou a presidência, uma pesquisa feita pela CNN/USA TODAY/Gallup revelou que 45% do eleitorado afirmou que ia sentir falta dele no cargo de presidente. Enquanto 55% dos entrevistados disseram que achavam que ele "ainda tem algo a contribuir e deveria permanecer na vida pública"; 68% disseram que ele será lembrado também por todos os "escândalos" que ocorreram na sua presidência; e 58% responderam "Não" a pergunta "Você geralmente acha que ele é honesto e digno de confiança?". Já 47% afirmaram que eram apoiadores do ex presidente. O mesmo percentual de pessoas disseram que ele seria lembrado como um presidente "Excepcional" ou "acima da média", enquanto 22% afirmaram que ele foi um presidente "abaixo da média" ou "ruim".

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Imagem pública

Como o primeiro presidente baby boomer, Clinton foi o primeiro homem a ocupar a presidência que não estava vivo durante a segunda guerra mundial. Os autores Martin Walker e Bob Woodward afirmaram que o estilo de dialogo de Clinton, seu carisma e percepção pública foi um fator para os seus altos índices de popularidade. Em 1992, quando Clinton apareceu no The Arsenio Hall Show tocando o seu saxofone, ele foi descrito por alguns conservadores como o "presidente da MTV". Mas os liberais de esquerda e a população mais jovem se identificou com Bill, afirmando que ele humanizou a presidência. Oponentes se referiam a ele como "Slick Willie", um apelido dado a ele pela primeira vez em 1980 pelo jornalista Paul Greenberg do Pine Bluff Commercial; Greenberg acreditava que Clinton estava abandonando as políticas progressistas dos seus predecessores no posto de governador do Arkansas, como Winthrop Rockefeller, Dale Bumpers e David Pryor. A afirmação de que era um "Slick Willie" ficaria durante toda a sua presidência. Com uma altura de 1,88 m, Bill era o quarto mais alto presidente da história da nação. Seu jeito do interior o fez com que lhe dessem o apelido de "Bubba", especialmente no sul do país. Desde 2000, ele também tem sido chamado de "The Big Dog" ou "Big Dog".

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Vida pessoal

Aos 10 anos de idade, ele foi batizado na Igreja Batista Park Place em Hot Springs, Arkansas. Em 1980, após participar de uma peregrinação a Israel liderada pelo Pastor W. O. Vaught, tornou-se membro de sua igreja, a Batista Immanuel Little Rock. Quando se tornou presidente em 1993, tornou-se membro da Igreja Metodista Unida Foundry em Washington, D.C. com sua esposa metodista.

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Honras e prêmios

Várias faculdades e universidades deram a ele títulos honoríficos, incluindo legum Doctor e litterarum humanarum doctor. Escolas receberam o nome de Clinton, e até estátuas foram erguidas em sua honra. Ele recebeu honras nos estados do Missouri, Arkansas, Kentucky e Nova Iorque. Ele chegou a receber, das mãos do secretário de defesa William S. Cohen uma medalha por serviços distintos, em 2001. O Clinton Presidential Center, que é a sua biblioteca presidencial, foi aberta na cidade de Little Rock, no seu estado natal do Arkansas, em 5 de dezembro de 2001. Ele também recebeu honras estrangeiras, incluindo dos governos da República Tcheca, Papua-Nova Guiné, Alemanha, e Kosovo. Neste último o reconhecimento foi maior, pois Clinton ajudou o país enquanto este estava em guerra. Ruas foram renomeadas em sua honra, como na capital Pristina e foi erguida uma estátua dele por lá. Em 1992, Clinton foi nomeado como a "Pessoa do Ano" pela revista Time, e novamente em 1998, junto com Ken Starr. Uma pesquisa feita pela Gallup em 1999, colocou Clinton como uma das pessoas mais admiráveis do século XX. Ele também recebeu prêmios por sua contribuição em questões sociais e direitos dos LGBTs. Em novembro de 2013, o então presidente Barack Obama lhe deu a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil dada pelo governo americano.

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Fontes consultadas

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