William Marrion Branham
William Marrion Branham foi um ministro, profeta, evangelista e pregador de influência dispensacionalista, que iniciou o reavivamento da cura após a Segunda Guerra Mundial. Ele deixou um impacto duradouro no televangelismo e no movimento carismático moderno. Na época em que foram realizadas, suas reuniões inter-denominacionais foram as maiores reuniões religiosas já realizadas em algumas cidades americanas. Branham foi o primeiro ministro da libertação americano a fazer campanha com sucesso na Europa; seu ministério alcançou o público global com as principais campanhas realizadas na América do Norte, Europa, África e Índia.
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Branham nasceu em uma cabana, nas montanhas de Kentucky, sendo o primeiro dos nove filhos de Charles e Ella Branham. Branham descreve, desde a tenra infância, ter passado por experiências sobrenaturais, incluindo muitas visões. (Entre essas visões a mais importante é a que cita a construção de uma ponte entre Louisville e Jeffersonville, onde ele viu 16 homens caindo da mesma e morrendo afogados. Ele conta que em uma ocasião, durante sua adolescência, foi chamado por uma astróloga, que lhe contou que ele havia nascido sob um sinal especial. A família de Branham não era religiosa; todavia ele conta ter tido um contato mínimo com o Cristianismo durante sua infância. Em 1929, ele começou a frequentar a Primeira Igreja Batista Pentecostal de Jeffersonville liderada pelo pastor Roy Davis, onde se converteu ao cristianismo. Davis batizou Branham e seis meses depois, ele ordenou Branham como ministro e presbítero em sua igreja.
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Final da década de 1930 e o início da década de 1940. Por volta da metade da década de 1940, Branham estava conduzindo campanhas de cura quase que exclusivamente com as igrejas da Unicidade Pentecostal. A expansão do ministério de Branham com a comunidade pentecostal se deu com a introdução de Gordon Lindsay em 1947, que rapidamente se tornou seu administrador e promotor. Neste tempo, muitos outros preeminentes pentecostais ingressaram junto ao seu corpo de ministros, como Ern Baxter e FF. Bosworth. Gordon Lindsay provou ser um capaz divulgador, fundando a revista A Voz da Cura em 1948, que iniciou-se reportando as campanhas de cura de Branham. A partir da metade da década de 1950, William Branham sempre tratava abertamente da doutrina bíblica, indicando uma posição mais na linha da Unicidade, posição referente à divindade, e pelo final dos anos 50 ele declarava expressamente que a Trindade como apresentada pela maioria das igrejas não tinha base escritural, e havia se iniciado no Concílio de Niceia com crenças pagãs de Roma.
Segundo o próprio William Branham, sinais sobrenaturais lhe foram dados a fim de convencer as pessoas de que ele era um servo de Deus (Cristão). Um sinal físico aparecia em suas mãos a fim de indicar a doença antes mesmo de ela ser notada por médicos. Posteriormente, ele afirmou que, revelado por Deus, conhecia os segredos e necessidades individuais das pessoas que procuravam por seus serviços, através do Espírito Santo, com o objetivo de curá-las de suas doenças. Para alguns, esses sinais, além de outras afirmações feitas pelo líder religioso, atestam que Branham foi um profeta em cumprimento as profecias escriturísticas sobre os últimos tempos descritas no livro de Malaquias, capítulo 4:5, 6. Tal versículo, inclusive, é frequentemente utilizado nas palestras ministradas por William Branham como meio de comunicação de sua identificação bíblica. As descrições de Branham acerca de suas experiências sobrenaturais remontam à sua infância. Como jovem, ele foi considerado "nervoso", porque falava de suas visões e da voz que lhe falava como um vento, que lhe dizia: "Nunca beba, ou fume, ou polua o seu corpo. Haverá um trabalho para você fazer quando tornar-se mais velho". Um fato de que, pouco depois de ser ordenado, ele estava batizando algumas pessoas em 11 de junho de 1933 no Rio Ohio perto de Jeffersonville, quando uma ardente e brilhante bola de fogo apareceu a cerca de não mais de 50 metros do solo. Em descrições posteriores ele noticia que, ouviu-se uma Voz que disse, "Como João Batista precursou a primeira vinda de Cristo, a sua mensagem precursará a sua segunda vinda!".
Branham pregou milhares de sermões, nos quais 1.206 foram gravados em fita, e posteriormente transcritos em livretos. Com relação a profecias, Branham indicou que lhe foram reveladas sete grandes em 1933, mas quando veio a enunciá-las em sermões gravados, indicou que as primeiras cinco já se haviam realizado. (Branham, William. "A Era de Laodiceia", editada por Lee Vayle, §15): Outras notáveis profecias de Branham incluem: Branham ainda se manteve fora da teologia tradicional Cristã, com sua rejeição à doutrina da Trindade. No final dos anos 1940 e início dos anos 1950, Branham se abstinha de comentar sobre este assunto nos encontro interdenominacionais, sendo isto tratado no seu informativo "A Voz da Cura": Todavia a partir de 1953 Branham anunciava publicamente a Trindade como uma heresia. Por exemplo: Freqüentemente, Branham ensinou sobre a divindade, defendendo que não há distinções pessoais entre Jesus, O Pai e o Espírito Santo, e que estas 'pessoas' da Divindade são apenas o mesmo Deus atuando como em diferentes ofícios:
Em 18 de dezembro de 1965, William Branham e sua família retornavam a Jeffersonville, para os feriados de Natal. Em cerca de 5 quilômetros ao leste de Friona, Texas, o veículo de Branham abalroou outro veículo, vindo na contramão com um dos faróis desligado. Com o acidente, a esposa Meda e sua filha Sarah ficaram gravemente feridas. Meda teria morrido e ressuscitado por uma oração de Branham, ainda consciente. Billy Paul, pediu-lhe que orasse por ele mesmo para que não morresse, porém ele sabia que sua hora havia chegado. Socorridos, Branham e sua família foram removidos do carro e transportados até o Hospital de Friona, sendo depois levados ao Hospital de Amarillo, Texas e ao chegar no hospital todos que estavam lá ficaram curados mesmo os que estavam na U.T.I. Lá, Branham sobreviveu por seis dias, morrendo na véspera de Natal, em 24 de dezembro de 1965, às 17:49h. Seu corpo foi levado à Jeffersonville. Seu sepultamento ocorreu após 3 meses de dua morte.
As conversões e as demonstrações do poder de Deus em suas reuniões continuaram aumentando até os últimos anos de sua vida. Em Fevereiro de 1961, a Voz dos Homens do Evangelho Completo (agora chamados Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Completo) afirmaram: "Nos dias da Bíblia, houve homens de Deus que foram profetas. Mas, em todos os anos da História Sagrada, nenhum destes homens teve um tão grande ministério como o de William Branham, um profeta de Deus... Branham foi usado por Deus, no Nome de Jesus". Os ensinamentos de Branham e sua notoriedade tiveram uma profunda influência nos movimentos Pentecostal e Carismático. Branham morreu em 1965, mas os crentes da Mensagem (como são chamadas as literaturas em que são impressos seus sermões) crêem que seu ministério continuará até a vinda de Cristo, pois tais ensinamentos convertem nossa fé de volta à fé de nossos pais, os apóstolos, e nos prepararão para o Arrebatamento da igreja, em cumprimento às profecias dos Livros de Malaquias 4:5 "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR", Mateus 17:11 "Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas", Lucas 17:30 "Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar" e Apocalipse 10:7 "...se cumprirá o segredo de Deus...".
Os Crentes da Mensagem não se organizam em forma monástica, nem tampouco em associações. Desta forma, não existe uma organização religiosa que coordene ou em que se vinculem. Tal premissa tem permitido um acréscimo substancial de crentes quem sem muitos apelos ou manifestações grandiosas, como fazem a maioria das denominações conhecidas, vem se juntando a essa Mensagem como em Atos 5:13–14. No Brasil, as igrejas que sustentam os ensinamentos de William M. Branham seguem ramificações doutrinárias distintas, resultado de um desmembramento que se intensificou nos últimos anos (principalmente a partir da década de 1990). Estatísticas atuais, com base na distribuição de literaturas dos sermões de Branham, apontam que o número de seguidores está na casa dos milhões em todo o mundo. Somente na Índia, por exemplo, dois milhões de Mensagens foram publicadas. A exemplo da Índia, na Ásia, da América do Sul e da África, tal religião alcança com maior facilidade regiões de extrema pobreza e miséria, o que diagnostica a prevalência do viés missionário das religiões cristãs modernas, além desta estatística confirmar o histórico das campanhas realizadas pelo próprio William Branham.


