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Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro é um evento literário brasileiro organizado no Rio de Janeiro desde 1983. Sua primeira edição foi realizada nos salões do hotel Copacabana Palace, com o evento ocupando atualmente o Riocentro. Considerado o maior evento cultural da cidade e a maior festa literária do país, o empreendimento é uma parceria entre o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e os expositores.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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Histórico

Imagem: Roosterogalo · BY-SA · Openverse

Tentativa de censura

No dia 5 de setembro de 2019, o prefeito do Rio Marcelo Crivella pediu para recolher exemplares do romance gráfico dos Jovens Vingadores, intitulado "A cruzada das crianças" da Coleção Oficial de Graphic Novels da Marvel da Editora Salvat, que tem a imagem de um beijo entre dois personagens masculinos, da Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A prefeitura carioca alegava que a obra desrespeitava artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apesar dos livros estarem lacrados e o conteúdo não ter nenhuma imagem erótica, seja na capa ou nas folhas internas. Em resposta, a Bienal disse que não iria retirar livros e que dava "voz a todos os públicos". No dia seguinte, todos os exemplares se esgotaram em pouco mais de meia hora, mas fiscais da prefeitura foram à Bienal para identificar e lacrar livros considerados "impróprios". A organização da Bienal então recorreu à Justiça para garantir "pleno funcionamento do evento" e um desembargador concedeu liminar impedindo que os livros fossem recolhidos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também disse que prefeitura não tem poder para recolher obras literárias e a fiscalização não encontrou conteúdo em 'desacordo com a legislação'. Em resposta a ação do prefeito, o youtuber Felipe Neto comprou todo o estoque de livros com temática LGBT da Bienal e distribuiu gratuitamente.

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Fontes consultadas

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