Biblioteca escolar
Biblioteca Escolar é uma instituição do sistema social que organiza materiais bibliográficos, audiovisuais e outros meios e os coloca à disposição de uma comunidade educacional. Constitui parte integral do sistema educativo e participa de seus objetivos, metas e fins. A biblioteca escolar é um instrumento de desenvolvimento do currículo e permite o fomento da leitura e a formação de uma atividade científica; constitui um elemento que forma o indivíduo para a aprendizagem permanente, estimula a criatividade, a comunicação, facilita a recreação, apoia os docentes em sua capacitação e lhes oferece a informação necessária para a tomada de decisões em aula. Trabalha também com os pais de família e com outros agentes da comunidade. "O papel da biblioteca escolar é incentivar a leitura reflexiva". Para enfrentar os desafios de não ser taxada como um depósito de livros e não se limitar a esperar que os alunos e a comunidade escolar acessem seu conteúdo por simplesmente estar disponível, podemos considerar que existem três elementos essenciais: acervo bem selecionado e atualizado, ambiente físico adequado e acolhedor; e um mediador, a figura do bibliotecário/professor. Os usuários da BE são divididos entre principais e os que mantêm vínculo com a escola sem frequentá-la e assistir aulas. Também é possível ofertar alguns serviços à comunidade em que a escola está localizada, desde que não esquecida que a missão essencial dessa biblioteca é atender seus alunos e colaborar com sua formação.
A criação das primeiras bibliotecas escolares deu-se no Brasil Colonial com a chegada dos jesuítas que se instalaram no país com o objetivo de catequizar os índios. Assim que os jesuítas chegaram ao Brasil, tiveram como preocupação inicial pedir a Portugal documentos, que, na sua maioria, constituíam-se de obras religiosas, para formar o acervo da biblioteca de seus colégios, o acervo dessas bibliotecas era dirigido a catequese e ao aprimoramento dos religiosos. As obras que constituíam os acervos gerenciados pela igreja eram fundamentalmente litúrgicas ou tendiam a confirmar a interpretação dos fatos defendida por esta instituição. O acesso ao acervo era por vezes dificultado, chegando-se a proibir muitas vezes o acesso a obras não recomendadas.
Imagem: Pontificia Universidad Católica de Chile · BY-NC-SA · Openverse
Os objetivos básicos da Biblioteca Escolar constituem-se em: A maioria das bibliotecas escolares não desenvolvem diretamente esses objetivos, visto que boa parte das bibliotecas escolares são relacionadas a depósitos de livros e não um espaço de ensino.
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Para que a biblioteca escolar consiga cativar os leitores, são necessárias inicialmente duas variáveis: seu acervo e o profissional que nela atua. Porém, não é apenas os únicos fatores que irão conseguir desenvolver a formação de um leitor, fazendo-se necessária a ajuda da família para tal ato. Sendo assim um local ao qual tem o papel de acrescentar a um processo iniciado pela família ou círculo social ao qual o indivíduo pertence. Contudo, mesmo com a existência dessa assistência, ainda acaba sendo um espaço que enfrenta diversas dificuldades nesse processo, tendo em principal contraponto, estímulos mais atrativos, consequentemente digitais; e o aumento do desinteresse do aluno à medida que progridem na escolaridade. Segundo Edgar Morin, a escola e o ambiente da biblioteca deve ser lugares ao qual o aluno consiga renovar suas expectativas sobre a pesquisa e os modelos usados para obtenção de informação e conhecimento. Uma visão diferenciada da atual, tendo como realidade, locais vítimas do abandono, em que os questionamentos primitivos dos alunos são deixados de lado.
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A administração de bibliotecas escolares se deve exclusivamente ao profissional Bibliotecário, ele deve aplicar as funções básicas de toda biblioteca, ligadas a organização e recuperação da informação, contemplando, no contexto especifico da escola, o conhecimento e necessidades de informação dos alunos, professores e demais usuários da biblioteca escolar. O papel do bibliotecário escolar varia de acordo com orçamentos, currículos e metodologias de ensino das escolas, dentro do quadro legal e financeiro do país. Em contextos específicos, há áreas gerais de conhecimento que são vitais se os bibliotecários escolares assumirem o desenvolvimento e a operacionalização de serviços efetivos: gestão da biblioteca, dos recursos, da informação e ensino.
Acervo da Biblioteca Escolar
"O acervo é a totalidade de material que ela possui". As bibliotecas escolares são semelhantes às bibliotecas públicas, pois contêm livros, filmes, sons gravados, periódicos e mídia digital. Esses itens não são apenas para a educação, diversão e entretenimento de todos os membros da comunidade escolar, mas também para melhorar e expandir o currículo da escola. O acervo deve conter documentos que atendam os currículos das séries matriculadas na escola, podendo incluir assuntos como atualidades, literatura brasileira e estrangeira. Para cumprir sua função com profundidade, é interessante que os professores participem da seleção de acervo, podendo ser formada uma comissão para isso. Também é interessante que a BE esteja aberta a sugestões que podem ser colhidas via endereço de e-mail, redes sociais (caso a biblioteca possua alguma) ou caixa de sugestões. As modalidades de incorporação ao acervo são: compra, doação e permuta. Observadas as condições de tamanho e orçamentos, é possível atender as exigências legais da Lei nº 12.244 a partir de um livro por aluno e se sugere “a partir de quatro títulos por aluno, não sendo necessário mais do que cinco exemplares de cada título”.
Legislação
Em janeiro de 1946 foram instituídas as Leis Orgânicas Federais do Ensino Primário e do Ensino Normal. Ambas pertencem a um conjunto de leis baixadas de 1942 a 1946 que ficaram conhecidas como Reforma Capanema. Com essas Reformas, toda a estrutura educacional brasileira foi reorganizada na tentativa de estabelecer uma política nacional única para a educação no país. A biblioteca escolar também foi contemplada durante o período de reforma educacional que envolveu as décadas de 1930 e 1940, como forma de impulsionar o processo de aprendizagem e estimular o gosto pela leitura. Por sua vez, a década de 1950 pode ser considerada como o marco para a criação das bibliotecas escolares no país.


