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Biblioteca da Ajuda

A Biblioteca da Ajuda é uma biblioteca instalada no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, Portugal. Remontando à Idade Média, é uma das mais antigas bibliotecas portuguesas, caracterizando-se por ser uma biblioteca patrimonial que tem por objeto a conservação, estudo e divulgação do seu acervo documental.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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História

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

A origem da Biblioteca da Ajuda remonta ao século XV, como Biblioteca Real, sua antiga designação. Instalada possivelmente desde o século XVI no Paço da Ribeira, foi significativamente enriquecida por D. João V, vindo a perder a maior parte do seu rico espólio no terramoto de 1755, tendo-se procedido à sua reinstalação no Paço de Madeira (apelidado de "Real Barraca"), na Ajuda. Em 1811, na sequência das invasões francesas, a Biblioteca é transferida para o Rio de Janeiro, para junto da Corte, aí formando o núcleo inicial da atual Biblioteca Nacional do Brasil. Em 1821, regressa a Portugal o núcleo de manuscritos da Casa Real, ao qual se incorporam mais tarde as livrarias da Companhia de Jesus (Casa Professa de São Roque e Colégio Santo Antão), além das livrarias da Congregação do Oratório e do Palácio das Necessidades. A Biblioteca encontra-se localizada no Palácio Nacional da Ajuda desde 1880.

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Instalações

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

Localizada em ala própria, são abertas ao público 3 das 5 salas que compõem a a zona mais antiga da Biblioteca, que se distinguem especialmente pelas suas dimensões, altura das estantes e galerias, pelo seu mobiliário, além dos tetos decorados a fresco por José Pereira Júnior. Nessa área encontra-se exposta, uma seleção documental de valiosas espécies manuscritas e impressas, como pequeno exemplo do espólio da Biblioteca.

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Espólio

Imagem: Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian · BY-NC-ND · Openverse

A Biblioteca da Ajuda detém um acervo patrimonial de grande importância que se traduz por 3 quilómetros de extensão de prateleiras com um total de cerca de 150.000 espécies, manuscritas e impressas, em que se destacam algumas obras de carácter único e de reconhecida notabilidade como o Cancioneiro da Ajuda, o Livro de Traças de Carpintaria, ou Da fabrica que falece a cidade de Lisboa, de Francisco de Holanda. A Coleção de Manuscritos é constituída por 2.512 códices e cerca de 33.000 documentos avulsos (séc. XIII a XX), incluindo códices iluminados, roteiros e atlas, bíblias, miscelâneas históricas e literárias, além de uma importante coleção de crónicas (séc. XV a XVIII), nobiliários e genealogias. Destacam-se os códices da Symmicta Lusitanica' e códices dos Jesuítas na Ásia que são fundamentais para a história do Oriente (séc. XVIII). A Coleção de Manuscritos Musicais é formada por 2.950 códices e 10.200 avulsos, considerada como uma das mais valiosas do país e constituindo a nível internacional, um dos mais importantes núcleos de música de câmara e ópera do séc. XVIII e XIX.

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Fontes consultadas

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