Biblioteca Central Irmão José Otão
A Biblioteca Central Irmão José Otão é uma biblioteca universitária vinculada à Diretoria Acadêmico-Administrativa da Pró-Reitoria de Graduação e Educação Continuada (PROGRAD) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
A Biblioteca Central Irmão José Otão, assim denominada em homenagem ao Irmão José Otão, reitor da Universidade de 1954 a 1978, originou-se do acervo localizado junto ao Colégio Nossa Senhora do Rosário em 1940, onde funcionaram as faculdades de Ciências Econômicas, Filosofia, Serviço Social e Direito. Em 1967, com a transferência da PUCRS para o Campus Universitário, foi instalada no segundo andar da Reitoria. Em 1978, mudou-se para um prédio de 10.000 m², especialmente construído para seu funcionamento, localizado no centro do Campus Universitário, sob a direção do Irmão Dionísio Fuertez Álvares. A cerimônia de inauguração ocorreu em 29 de novembro de 1978 e contou com a presença do então ministro da Educação, Euro Brandão. Em 2008, foi finalizada a ampliação do prédio para 21.000 m², através da integração de uma torre de 14 pavimentos à estrutura antiga. O projeto de ampliação, idealizada pelo reitor Norberto Francisco Rauch, foi concluído na gestão do reitor Joaquim Clotet, comemorando o aniversário de 60 anos da PUCRS e os 30 anos da Biblioteca Central.
A Biblioteca privilegia espaços para a pesquisa acadêmica e a produção do conhecimento, possuindo ambientes climatizados e integrados, projetados para uso de recursos multimídia. Reinterpretações das linhas de Piet Mondrian, pintor holandês representante do Neoplasticismo, que propõe reduzir a arte a funções matemáticas, marcam o design dos ambientes internos e estão presentes em painéis, em portas, nos totens das estantes e nas lixeiras, dando a ideia de "janelas para o mundo da informação". Disponibiliza salas e andares exclusivos para estudos individuais e em grupo, consulta aos acervos especiais e obras raras e um grande espaço cultural localizado no térreo. As áreas destinadas à leitura são amplamente iluminadas com luz natural. Os tipos de documentos que compõem o acervo dinâmico encontram-se unificados e organizados em quatro grandes áreas do conhecimento, distribuídos em dois pavimentos.
No tratamento técnico de seu acervo, a Biblioteca Central Irmão José Otão adota:
O controle de acesso à Biblioteca é realizado através de catracas, e a segurança envolve sistema de detecção e Circuito Fechado de Televisão (CFTV). A tecnologia de radiofrequência (RFID) é adotada para a identificação e o rastreamento dos seus diversos tipos de documentos. O serviço de circulação do acervo é agilizado através da disponibilização de sistemas de autoatendimento. Os equipamentos de empréstimo automático possibilitam ao próprio usuário realizar seu empréstimo, emitem o recibo da operação efetuada e liberam a obra para passar pelo sistema de detecção. As máquinas de autodevolução, localizadas externamente à entrada principal, além de permitirem ao próprio usuário efetuar a transação, distribuem o acervo devolvido de acordo a incidência de reserva e as áreas da Biblioteca. Dentre os recursos tecnológicos oferecidos destaca-se o OMNIS. A ferramenta agrega as fontes eletrônicas de informação da Biblioteca Central, utilizando os softwares da empresa ProQuest Ex Libris (Primo, Aleph e SFX), sendo a primeira biblioteca universitária brasileira a utilizar esse tipo de ferramenta.
O acervo é composto por livros, periódicos, teses, dissertações e materiais multimídia. Encontra-se fisicamente agrupado e organizado em quatro grandes áreas: Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Ciência e Tecnologia (Biomédicas e Exatas) e Linguagem e Artes.
Acervos Especiais
Coleções sob a guarda da Biblioteca Central que constituem o patrimônio cultural da Universidade. Recebem tratamento técnico especializado. Estão localizados no 6º pavimento da Biblioteca e abrangem as seguintes coleções especiais: A Coleção de Obras Raras engloba materiais a partir do século XVI e abrange acervos das mais variadas áreas do conhecimento científico. Entre muitas preciosidades, pode-se citar a existência de um importante conjunto de documentos sobre a flora brasileira: Flora brasiliensis (1840-1906), Flora do Rio Grande do Sul (1944), Sertum palmarum brasiliensum (1903), Hortus fluminensis (1894) e ainda edições princeps da literatura nacional e internacional.


