Bernd Schuster
Bernd Schuster é um treinador e ex-futebolista alemão. É considerado um dos maiores jogadores de futebol da década de 1980, embora sua forte personalidade o tenha impedido de consagrar-se mais.
Surgimento precoce
Vindo das categorias de base do Augsburg, de sua cidade-natal, em 1978 ele assinou com o Colônia, que havia acabado de conquistar tanto a Bundesliga quanto a Copa da Alemanha.[carece de fontes?] Na temporada 1978/79, o clube deixou os torneios domésticos de lado e priorizou a Copa dos Campeões da UEFA. Schuster, usando a mesma camisa 10 de Wolfgang Overath, de quem foi considerado sucessor na equipe, participou de uma campanha que por muito pouco não foi histórica: o Colônia chegou às semifinais e era o favorito contra o azarão Nottingham Forest, ainda mais após ter arrancado um empate de 3 x 3 na Inglaterra - chegou a estar vencendo por 2 x 0.
Barcelona
Na Catalunha, foi talvez o maior ídolo nos anos 80, marcando 63 gols em 170 jogos mesmo como jogador de meio de campo. Nas oito temporadas nos blaugranas, todavia, enfrentou diversos contratempos que o impediram de ter mais taças: na primeira delas, o time estava forte na disputa pelo título, mas o rendimento caiu no tempo em que o colega e artilheiro Quini ficou sequestrado (obteve-se apenas um ponto em seis partidas nesse período) e a equipe saiu das primeiras posições. A taça ficou com a Real Sociedad, quatro pontos à frente. Curiosamente, em seu primeiro ano na Espanha ele reencontrou o Colônia, que levou a melhor: nos dezesseis-avos-de-final da Copa da UEFA, sua ex-equipe venceu agregadamente por 4 x 1. Ainda assim, conseguiu já ali seu primeiro título por um clube, a Copa do Rei (sobre o Sporting Gijón).[carece de fontes?]
Nos dois rivais de Madrid
Os novos ares lhe renderam agora mais títulos: na temporada de estreia em Chamartín, foi logo campeão espanhol e da Copa do Rei. A decepção ficou na Copa dos Campeões da UEFA: aspirando ao título ausente havia mais de duas décadas, o maior vencedor do torneio chegou às semifinais, mas foi destroçado por um 6 x 1 agregado do futuro campeão, o Milan.[carece de fontes?] Na de de 1989/90, embora o Real perdesse a Copa do Rei para o Barcelona, o cenário no Espanhol se repetiu: Schuster, municiando os artilheiros Míchel, Hugo Sánchez e Emilio Butragueño na equipe responsável pelo recorde de 107 gols marcados em uma única edição da La Liga, participou do pentacampeonato madridista seguido, igualando um recorde que na Espanha pertencia ao próprio Real Madrid: o da década de 1960, quando os blancos eram comandados por Ferenc Puskás e Alfredo Di Stéfano. O feito ofuscou nova eliminação frente ao Milan na Copa dos Campeões: desta vez nas oitavas-de-final e por 1 x 2 agregados.[carece de fontes?]
Aposentadoria
Schuster retornou à agora reunificada Alemanha para jogar no ascendente Bayer Leverkusen. O clube terminou a Bundesliga em quarto muito por conta das atuações de seu veterano reforço, que ainda por cima marcou os três gols que seriam eleitos os mais bonitos do ano no país. As atuações de Schuster, mesmo aos 34 anos, o credenciaram junto ao público e à imprensa para um retorno à Seleção Alemã, que acabou não se concretizando. Ele passou mais um ano e meio no Leverkusen, saindo do clube das aspirinas em 1996 para a América do Norte. Após um período de testes no San Jose Clash, dos Estados Unidos, acertou com o Pumas UNAM. E no México ele encerrou a carreira, aos 37 anos.
Seleção Alemã-Ocidental
Schuster estreou pela Alemanha Ocidental em 1979,[carece de fontes?] pouco após o fim de sua primeira temporada como jogador profissional, no Colônia. Projetou-se nela no ano seguinte, integrando o vitorioso elenco da Eurocopa daquele ano. Foi o título que lhe credenciou a uma transferência para o Barcelona. Ele era uma presença certa na Copa do Mundo de 1982, dois anos depois, mas a lesão que sofreu de Andoni Goikoetxea terminou por lhe tirar o lugar no mundial. Ele atuou pela Mannschaft por mais dois anos. Todavia, ficou mal visto no final de 1983 após recusar a convocação para os últimos jogos das eliminatórias para a Eurocopa 1984, contra Irlanda do Norte e Albânia; Schuster queria estar em casa por conta do nascimento de um de seus filhos. Os germânicos, sem ele, obtiveram a classificação de forma bastante árdua: em plena Hamburgo, perderam para os norte-irlandeses, que ficaram dois pontos à frente e não tinham mais jogos a fazer; com a obrigação de vencer os albaneses, a Alemanha só o conseguiu de virada, com o desempate apenas nos últimos dez minutos da partida.[carece de fontes?]
Ainda em 1997, começou sua carreira de técnico. No Fortuna Köln, não se saiu bem; perdeu mais jogos do que ganhou. Após uma temporada, foi para o Colônia, onde começara profissionalmente a carreira de jogador. No rival, também não foi muito melhor, fazendo campanha discreta na segunda divisão alemã. Em 2001, retornou à Espanha, para treinar o pequeno Xerez, da segunda divisão. Passou dois anos em Jerez de la Frontera brigando pelo acesso, mas em ambos a equipe perdeu a vaga nas últimas rodadas. Seguiu a nova carreira no Shakhtar Donets'k. Em um começo meteórico, o clube venceu as dez primeiras rodadas do campeonato ucraniano de 2003/04, ainda um recorde na Ucrânia. Porém, não foi suficiente para conseguir o título, e Schuster foi despedido após o Dínamo de Kiev assegurar a liga. De volta à Espanha, assumiu o Levante. No segundo clube de Valência, fez outra vez um bom trabalho inicial que se desgastou no decorrer do campeonato. A equipe decaiu bastante no segundo turno e o despediu ainda antes do fim da temporada 2004/05, onde terminaria rebaixada à segunda divisão. Na temporada seguinte, ele foi para o Getafe. Passou dois anos no clube dos subúrbios de Madrid, participando do maior momento da equipe até então, o vice-campeonato na Copa do Rei em 2007. Como o campeão Sevilla conseguira classificar-se para a Liga dos Campeões da UEFA, o resultado permitiu que o Getafe fosse para a Copa da UEFA de 2007-08.
Nascido em uma humilde família operária, curiosamente o futebol não era o esporte que mais gostava na infância, e sim o hóquei. Casou-se ainda em 1979, quando começava a carreira, com a modelo Gaby. Com ela teve Benjamin, David, Sarah (que teria sido a filha pela qual ele pediu dispensa da seleção, que culminaria posteriormente em afastamento definitivo) e Rebecca. O casal foi polêmico na década de 1980: fotos de Gaby nua chegaram a ser divulgadas quando ele ainda estava nos primeiros meses de Barcelona, o que teria afetado o rendimento de Schuster além do sequestro do colega Quini. Outra controversa relação que unia Schuster, a esposa e o clube era o fato de que ela, empresária do marido, teria influenciado na sua saída dos blaugranas. Gaby, como Schuster, também não se furtava de criticar técnicos e dirigentes do Barcelona. O casal separou-se em 2008, mas desde 2001 ela já não empresariava mais Schuster, tendo permanecido na Alemanha quando ele voltara à Espanha para treinar o Xerez. As filhas vivem com a mãe na Alemanha, enquanto os filhos moram nos Estados Unidos. Atualmente, vive com uma espanhola, Elena Blasco, com quem teve outra filha, Victoria.
Imagem: mustapha ennaimi from casablanca, maroc · BY · Openverse
Como jogador
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