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Glória Pires

Glória Maria Cláudia Pires de Morais, mais conhecida como Glória Pires, é uma atriz e empresária brasileira. Com uma carreira iniciada ainda na infância, destacou-se por sua capacidade de construir personagens de grande complexidade dramática, consolidando-se indústria do cinema e na teledramaturgia nacional e tornando-se uma das atrizes mais bem pagas do Brasil, sendo também uma famosa em toda a América Latina. Ao longo dos anos ganhou vários prêmios como atriz, mais notavelmente dois Prêmios Grande Otelo, um Troféu Imprensa, sete Prêmios APCA, dois Prêmios Guarani, dois Prêmios Qualidade Brasil, além de um Kikito do Festival de Gramado.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/08/2026
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Primeiros anos

Glória é descendente de ameríndios e portugueses. Sua avó paterna se chamava Deolinda e era portuguesa, por outro lado sua bisavó materna era indígena. Glória é filha da produtora e empresária Elza Pires e do ator e humorista Antônio Carlos Pires, tendo também uma irmã chamada Linda Pires. Seu pai foi o grande incentivador de sua carreira artística.

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Carreira

Primeiros trabalhos e crescimento (1969—1979)

Cercada pelo mundo das artes desde pequena, o sonho de Glória em ser atriz começou quando ainda era uma criança. Em 1969, fez um teste para ser a voz de Bambi no filme homónimo, mas outra criança ganhou o papel. Ela apareceu na televisão pela primeira vez com apenas oito anos de idade, em 1971, aparecendo na nova abertura que a TV Globo gravou para a reexibição da telenovela A Pequena Órfã, produzida originariamente pela TV Excelsior. Em 1972, também fez um teste para a telenovela O Primeiro Amor, tendo sido rejeitada pelo diretor Daniel Filho, fato que a fez guardar mágoa do mesmo por alguns anos. Ainda em 1972, em fevereiro, fez sua estreia como atriz em uma participação no episódio "Sombra Suspeita" do Caso Especial. No mesmo ano, em abril, fez sua primeira telenovela na TV Globo interpretando a pequena Fátima em Selva de Pedra, de Janete Clair. Posteriormente, trabalhou ao lado do pai e do humorista Chico Anysio em Chico City, ainda na época da TV em preto e branco. Durante a década de 1970 participou de alguns programas da linha de shows da TV Globo, como Satiricom, Faça Humor, Não Faça Guerra e Chico em Quadrinhos. Participou ainda de mais duas novelas, ambas assinadas por Janete Clair, O Semideus (1973) e Duas Vidas (1976), ganhando maior destaque nesta última como a mimada Letícia.

Atriz consolidada (1980—1989)

A partir da década de 1980, Glória integrou o elenco de diversas produções de destaque, tornando-se um dos rostos mais comuns da teledramaturgia brasileira. Ela iniciou o decênio em mais uma colaboração com Gilberto Braga na telenovela Água Viva, onde interpretou a adolescente insegura e carente Sandra, que sofre por uma paixão não correspondida e a morte da mãe. Logo em seguida, ainda em 1980, protagonizou ao lado de Maitê Proença e Nádia Lippi a novela As Três Marias, formando um trio de amigas que se conhecem em um internato na Suíça. Sua personagem, Maria José, é uma jovem religiosa, dura e amargurada, que evita se envolver amorosamente para não sofrer como a mãe em seu casamento.

Papéis marcantes no cinema e televisão (1990—1999)

Em 1990, integrou o elenco de Mico Preto, novela de de Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclydes Marinho, como a ambiciosa Sarita, que diz trabalhar como cuidadora de idosos mas é garota de programa em uma boate nas noites. Ela aceita casar-se com um deputado para ocultar sua homossexualidade ao eleitorado. Em O Dono do Mundo (1991), de Gilberto Braga, interpretou a discreta e elegante Stella Barreto, uma jornalista que pensa ter uma vida plena dedicando-se ao casamento, sem desconfiar das infidelidades do marido. Por esse trabalho, recebeu o terceiro Prêmio APCA da sua carreira. Em 1993, fez um de seus trabalhos mais marcantes ao interpretar as gêmeas Ruth e Raquel Araújo na novela Mulheres de Areia. A atriz recebeu ampla aclamação ao dar vida a duas personagens de personalidades opostas simultaneamente, recebendo o Troféu Imprensa e sendo eleita pela Associação Paulista de Críticos de Arte a Melhor Atriz em Televisão, e cita a produção como uma das mais trabalhosas de sua carreira. "Nunca, em toda a minha carreira, um trabalho exigiu tanto de mim quanto essa novela. Aqueles efeitos eram complicados, mas graças ao Wolf e ao seu perfeccionismo, até hoje a novela está aí, intacta", relatou ao livro "40 Anos de Glória", em 2010. Apesar do apelo sexual das personagens, a atriz negou todos os convites da edição brasileira da revista Playboy para posar nua.[carece de fontes?]

Expansão cinematográfica (2000—2010)

Em 2001, integrou com Andréa Beltrão, Lília Cabral e Paloma Duarte o elenco principal da adaptação cinematográfica de A Partilha, dirigido por Daniel Filho e adaptado da peça homônima escrita por Miguel Falabella, onde interpretou a dona de casa Selma. Na trama, ela é uma das quatro irmãs que se reúnem após a morte da mãe. O filme foi um sucesso comercial, com mais de 1 milhão de espectadores, e de crítica, rendendo a ela o Prêmio Guarani de Melhor Atriz e uma indicação ao Prêmio Grande Otelo. No ano seguinte, retornou às novelas após três anos afastada em Desejos de Mulher, de Euclydes Marinho, como a inquieta dona de casa Júlia Moreno, retomando parcerias antigas como a atriz Regina Duarte e o diretor Dênis Carvalho, com quem trabalhara em Vale Tudo.

Retorno à teledramaturgia (2011—2019)

Após quatro anos dedicados ao cinema, em 2011 Glória retornou às novelas em Insensato Coração, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares como a vingativa Norma Pimentel, uma simples técnica de enfermagem que após ser vitima de um golpe e ir para a prisão injustamente, torna-se uma mulher perigosa e obcecada por vingança. Seu retorno foi elogiado e prestigiado pelo público, que passou a torcer por sua personagem. Ela recebeu o Prêmio Qualidade Brasil e foi eleita pela Associação Paulista de Críticos de Arte a melhor atriz em televisão. Em 2012, protagonizou o episódio "A Mamãe da Barra" na série As Brasileiras, dividindo cena com suas filhas Antônia Moraes e Ana Moraes. No segundo semestre, foi escalada para o remake Guerra dos Sexos, de Sílvio de Abreu, para interpretar a empresária Roberta Leone, papel que originalmente foi interpretado por Glória Menezes, em 1983.

Terra & Paixão e outros projetos (2020—presente)

Em 2021, protagonizou o filme de ação A Suspeita, de Pedro Peregrino, no papel da policial civil Lúcia Carvalho, que fora diagnosticada com Doença de Alzheimer e enfrenta seu último caso de investigação antes de se retirar para a aposentadoria. O filme estreou no importante Festival de Gramado, ocasião em que a atriz foi premiada com o Troféu Kikito de Melhor Atriz. Em seguida, apareceu na novela Além da Ilusão, em 2022, em uma participação especial interpretando mais uma vez a psiquiatra Nise da Silveira. Em 2023, estrelou ao lado de Maísa Silva o filme de comédia romântica Desapega!, de Hsu Chien Hsine, como a compulsiva Rita, líder de um grupo de acumuladores e compradores compulsivos que está vivendo um novo romance e lidando com a notícia de que sua filha irá sair do país para estudar.

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Vida pessoal

Relacionamentos

Na década de 70, Glória teve um namorico com o filho de Chico Anysio, seu colega Anisinho (Nizo Neto).[carece de fontes?] Glória foi casada por duas vezes. Sua primeira união foi com o cantor Fábio Júnior, com quem contracenou em Cabocla (1979). Os dois se relacionaram por cinco anos e tiveram uma filha, a atriz e cantora Cleo (1982). Em 1987, Glória casou-se pela segunda vez com seu atual marido, o cantor e compositor Orlando Morais; juntos o casal teve três filhos: Antônia (1992), Ana (2000) e Bento (2004). Por volta dos anos de 1983 e 1984, havia rumores de um caso extraconjugal, em que Djavan teria se envolvido com Glória Pires; este fato foi desmentido pelo próprio cantor em uma entrevista a revista Playboy, tendo afirmado para a revista "(Glória Pires) Tinha esse encantamento por mim...Mas não chegamos a namorar, não".

Empreendedorismo

Nos anos 2000, foi sócia da cunhada, Roselle Morais, na confecção A Set. Em 25 de novembro de 2014, Glória e sua sócia, a ex-modelo Betty Prado, fundou sua própria loja virtual chamada Benglô, na qual vende jóias, roupas, bolsas, produtos de beleza e produtos de conforto para casa.

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Fontes consultadas

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