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A Partilha

A Partilha é um filme brasileiro de comédia dramática lançado em 2001, dirigido por Daniel Filho. O roteiro, assinado por Daniel Filho, João Emanuel Carneiro e Mark Haskell Smith, é uma adaptação da aclamada peça teatral homônima de Miguel Falabella. O longa-metragem reúne um elenco estelar, incluindo Glória Pires, Andréa Beltrão, Lília Cabral e Paloma Duarte, que interpretam quatro irmãs. A trama central gira em torno do reencontro dessas irmãs após a morte da mãe, quando precisam lidar com a divisão dos bens da família, o que as leva a rediscutir suas próprias vidas e diferenças. O elenco secundário conta com nomes como Marcello Antony, Herson Capri, Fernanda Rodrigues, Guta Stresser, Thiago Fragoso e Chica Xavier.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 06/07/2026

Pontos-chave

  • Filme brasileiro de 2001, dirigido por Daniel Filho, baseado na peça de Miguel Falabella.
  • Quatro irmãs se reencontram para dividir bens após a morte da mãe e confrontar suas diferenças.
  • Elenco principal inclui Glória Pires, Andréa Beltrão, Lília Cabral e Paloma Duarte.
  • Aborda temas como conservadorismo, liberdade, amor, intelectualidade e orientação sexual.
  • Foi um sucesso de bilheteria, arrecadando mais de R$ 8,7 milhões e atraindo mais de 1,4 milhão de espectadores.
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Sinopse: Reencontro e Revelações Familiares

Imagem: mariag. · BY-NC-SA · Openverse

Após um longo período de afastamento, quatro irmãs se reencontram no velório da mãe, um evento que as força a confrontar não apenas a divisão dos bens familiares, mas também suas próprias vidas e as escolhas que as levaram a caminhos tão distintos. Selma, a mais conservadora, vive uma vida disciplinada na Tijuca, casada com um militar. Regina, por outro lado, é uma mulher liberada e esotérica, com uma visão "alto astral" da vida. Lúcia surpreende ao ter abandonado um casamento convencional e o filho para viver um grande amor em Paris. Já Laura, a caçula, revela-se uma intelectual sisuda e choca as irmãs ao assumir sua homossexualidade. Durante esse intenso encontro, discussões e brigas são inevitáveis, mas também há espaço para a recordação de bons momentos e a descoberta de muitas novidades sobre si mesmas. Ao lado de Bá Toinha, a fiel empregada da família, elas vivenciam intensamente suas afinidades, problemas e profundas diferenças.

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Produção: Da Peça ao Cinema

Imagem: JBPress · BY-NC-SA · Openverse

O filme "A Partilha" tem suas raízes na aclamada peça teatral de mesmo nome, escrita por Miguel Falabella, que estreou em 1990 e foi um grande sucesso de público e crítica. Pouco tempo após a estreia da peça, o diretor Daniel Filho adquiriu os direitos de adaptação para o cinema. Ao longo de quase uma década, Daniel Filho trabalhou no projeto, chegando a considerar desistir. No entanto, foi o incentivo de Bruno Barreto, que expressou a intenção de dirigir o filme caso Daniel Filho não o fizesse, que o motivou a seguir em frente. Curiosamente, uma situação similar havia ocorrido entre os dois com o sucesso "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), dirigido por Barreto. O roteiro do filme, escrito por Miguel Falabella em colaboração com João Emanuel Carneiro e Mark Haskell Smith, preservou muitos aspectos da estrutura textual da peça original de 1990. As atrizes da montagem teatral original (Natália do Vale, Arlete Salles, Susana Vieira e Thereza Piffer) não foram escaladas para o filme. Glória Pires foi a primeira atriz a ser convidada por Daniel Filho para o papel de Selma, aceitando prontamente. Após uma série de testes, Lília Cabral, Paloma Duarte e Andréa Beltrão foram selecionadas para interpretar as demais protagonistas.

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Lançamento: Estreia Nacional

Imagem: JBPress · BY-NC-SA · Openverse

O filme "A Partilha" foi lançado no circuito comercial brasileiro em 8 de junho de 2001. A distribuição foi ampla, com 144 cópias sendo disponibilizadas em todas as regiões do país, garantindo que a história das quatro irmãs alcançasse um vasto público.

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Recepção: Bilheteria e Crítica

Imagem: JBPress · BY-NC-SA · Openverse

A recepção de "A Partilha" foi marcada por um grande sucesso comercial e avaliações mistas por parte da crítica especializada, que apontou tanto os pontos fortes quanto as fragilidades do roteiro.

Bilheteria: Um Sucesso de Público

De acordo com dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), da Ancine, "A Partilha" atraiu um público estimado em 1.449.411 espectadores durante sua exibição nos cinemas. Essa expressiva audiência gerou uma receita de R$ 8.797.925,00, consolidando o filme como um sucesso comercial e um dos mais assistidos no Brasil em 2001.

Resposta dos Críticos: Entre Elogios e Ressalvas

O filme recebeu avaliações variadas dos críticos especializados. Houve críticas em relação ao roteiro, que, para alguns, apresentava abordagens consideradas ultrapassadas sobre temas como religião e orientação sexual. No entanto, a força do elenco foi amplamente elogiada. Camila Henriques, em sua crítica para o website Cine Set, comentou: "A Partilha tenta pintar um retrato honesto das relações familiares e de tudo o que as cerca, principalmente na forma com que aborda o machismo do personagem de Herson Capri – como não comemorar os xingamentos que Regina finalmente despeja a ele? No fim das contas, a 'dramédia' dirigida por Daniel Filho carrega os resquícios teatrais da obra de Miguel Falabella, mas tem o apoio de quatro grandes atrizes para fazer algo além a partir de um roteiro nem tão complexo assim. E que bom seria se todo drama familiar tivesse uma trégua ao som de Dancin’ Days."

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Fontes consultadas

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