Débora Falabella
Débora Lima Falabella é uma atriz, diretora e produtora brasileira. Uma das atrizes mais proeminentes do Brasil, tornou-se conhecida por seu estilo versátil e por seus personagens emblemáticos na televisão e no cinema desde o final dos anos 1990. Os prêmios de Falabella incluem um Prêmio Grande Otelo, dois Prêmios APCA, um Prêmio Shell e quatro Prêmios Qualidade Brasil. Ela recebeu notavelmente dois prêmios do Festival de Brasília e um do Festival de Gramado por seus trabalhos no cinema.
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Família e educação
Nascida em 22 de fevereiro de 1979, em Belo Horizonte, Débora Lima Falabella é de uma família de artistas. Ela é filha de Maria Olympia, uma cantora lírica de coral, e Rogério Falabella, conhecido ator e diretor de destaque no teatro mineiro. Ela tem duas irmãs, Junia Falabella e Cynthia Falabella, esta última também atriz. É prima de 12º grau do ator Miguel Falabella. Desde jovem, frequentava as coxias do teatro, que naturalmente despertou sua inclinação para os palcos. Ela iniciou a faculdade Publicidade e Propaganda, também uma tradição na família, mas ficou no curso somente por um ano e meio, deixando o curso para se dedicar à carreira de atriz.
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Primeiros trabalhos e reconhecimento nacional (1995—2002)
A estreia de Falabella nos palcos aconteceu ainda em sua adolescência, em Minas Gerais, participando de espetáculos de teatro infantil. Em 1995, com apenas quinze anos, começou na peça Flicts, escrita por Ziraldo. Ela continuou realizando testes e outras peças, como um musical sobre a Família Addams, que lhe rendeu indicação para um teste de elenco para o seriado teen Malhação, promovido pela TV Globo Minas. Falabella foi aprovada e convidada para a quinta temporada de Malhação, interpretando a adolescente Antônia, que tentava atrapalhar o romance dos personagens de Dani Valente e Bruno Gradim. Logo após, fez participação especial nos três últimos episódios da série Mulher, em 1998, onde atua como uma adolescente que perdia a virgindade.
Expansão televisiva e aclamação contínua (2003—2009)
Em Agora É que São Elas (2003), novela escrita por Ricardo Linhares, ela interpretou uma das personagens principais, a jovem responsável Léo, filha da protagonista Antônia – esta interpretada por Vera Fischer. Sua personagem fazia par romântico com Victório, papel de Paulo Vilhena, formando o casal juvenil principal da trama. Ao mesmo tempo, fez sucesso no cinema com a comédia romântica Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes, uma adaptação do livro de mesmo nome de Osman Lins. Na trama, ambientada em Pernambuco no Século XX, interpretou a jovem noiva Lisbela, que está de casamento marcado até a chegada do malandro Leléu (Selton Mello) na pequena cidade, por quem se apaixona e enfrenta a fúria do pai e as pressões sociais para viver seu amor. O filme foi um sucesso comercial e foi considerado pela crítica como "um digno exemplar do cinema popular brasileiro". Débora recebeu o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz em Cinema por este trabalho.
Avenida Brasil e consolidação artística (2010—2018)
Em 2010, interpretou sua primeira vilã em Escrito nas Estrelas, de Elizabeth Jhin, no papel da fútil e mimada Beatriz Cristina. Apesar das vilanias da personagem, destacou-se pelo tom cômico da jovem, para quem nada dava certo. Sua personagem é filha de Vicente (Antônio Calloni) e Beatriz (Zezé Polessa). Junto com a mãe ambiciosa, forma uma dupla de interesseiras que tenta um casamento da moça com Daniel (Jayme Matarazzo), por ele ser rico. A partir de 2010, também, passou a encenar a peça O Amor e Outros Estranhos Rumores, dirigida por Yara de Novaes, inspirada em três contos do autor mineiro Murilo Rubião, onde ela interpreta o contador Pedro Inácio.
Continuação do trabalho e maior reconhecimento (2019—presente)
Entre 2019 e 2021, estrelou a série de investigação ambiental Aruanas, no Globoplay, ao lado de Taís Araújo e Leandra Leal. A série acompanha três amigas que formam a ONG Aruana e vão investigar a ação de uma mineradora na Floresta Amazônica, colocando suas vidas em risco. Em fevereiro de 2021, estrelou a comédia dramática Depois a Louca Sou Eu, dirigida por Júlia Rezende, adaptação do livro de mesmo nome de Tati Bernardi. O filme acompanha a publicitária Dani que lida desde a infância com crises de ansiedade, recorrendo a várias terapias alternativas e medicamentos para lidar com esse problema. A interpretação de Falabella foi amplamente elogiada pela crítica especializada. Bárbara Demerov destacou que a "atriz entrega ao espectador uma interpretação digna de proporcionar sentimentos incômodos em praticamente todas as cenas". Ela recebeu sua quarta indicação ao Grande Otelo de Melhor Atriz e também foi nomeada ao Prêmio Guarani.
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Em 2000, Falabella começou a namorar o atro Daniel de Oliveira, com quem manteve um relacionamento até 2003. No ano seguinte, 2004, começou um namoro com o músico e apresentador Chuk Hipolitho, da banda Forgotten Boys. Eles foram morar juntos em 2005. Em 9 de maio de 2009 nasceu a filha do casal, Nina Falabella Hipolitho, vinda mundo de parto normal, com 3,3 kg, na maternidade São Luís, em São Paulo. O casal se separou em novembro de 2010. Após isso, namorou o ator Daniel Alvim, em um relacionamento que começou no fim de 2010 e durou até setembro de 2012. Ainda em 2012, enquanto gravava Avenida Brasil, começou a namorar o ator Murilo Benício, tendo ido viver juntos após três meses de namoro. A assessoria da atriz confirmou sua separação de Murilo no dia 6 de maio de 2019. Os dois viveram juntos por 7 anos. Em outubro de 2019, assumiu o namoro com o ator Gustavo Vaz. Em novembro de 2022 se casou com o diretor e roteirista Fernando Fraiha.
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Ao longo de sua carreira, Débora Falabella recebeu prêmios e indicações às mais importantes premiações de arte brasileira. Ela foi eleita a Melhor Atriz nas mostras de curtas-metragens das edições de 2001 do Festival de Brasília e do Festival de Gramado, os dois mais antigos do Brasil, sendo estes os seus primeiros prêmios como atriz. A sua projeção como atriz popular ocorreu na telenovela Um Anjo Caiu do Céu (2001), que lhe rendeu o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz Revelação em Teledramaturgia. No entanto, o sucesso crítico ocorreu no filme 2 Perdidos numa Noite Suja (2002), onde recebeu mais uma vez o Troféu Candango do Festival de Brasília. A Associação Paulista de Críticos de Arte concedeu a ela o Prêmio APCA por duas vezes, ambas como Melhor Atriz Teatral, por Contrações (2014) e Prima Facie (2025). Por esta última, também recebeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz. Falabella foi reconhecida pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais (ABCAA) pelos seguintes filmes:


