Agora É que São Elas
Agora É que São Elas é uma telenovela brasileira produzida e exibida pela TV Globo de 24 de março a 5 de setembro de 2003, em 143 capítulos. Substituiu Sabor da Paixão e foi substituída por Chocolate com Pimenta, sendo a 62ª "novela das seis" transmitida pela emissora.
Imagem: midianinja · BY-NC-SA · Openverse
Em 1978, Antônia (Vera Fischer) e Juca Tigre (Miguel Falabella) estavam prestes a se casar quando uma cartomante profetizou que o plano não ia se concretizar, apesar da descrença do casal. No entanto, no dia do casamento, a jovem abandona o noivo no altar e vai embora da cidade sem explicações, carregando um segredo misterioso, deixando-o amargurado, humilhado e jurando vingança. Após 25 anos a vida dos dois tomaram rumos diferentes. Juca se tornou prefeito e o homem mais poderoso de Santana de Bocaiúvas, casando com a fútil miss Vanvan (Marisa Orth) e passando para sua filha mais velha, Sol (Francisca Queiroz), sua mesma arrogância. Já Antônia retornou casada com Joaquim (Paulo Gorgulho) e estabeleceu-se no distrito de Formigas, que prosperou no ramo têxtil com a cooperativa de couro liderada por mulheres. O local sofre com a falta de investimentos da prefeitura, como a ausência coleta de lixo e sistema de saúde, tudo parte do plano de Juca para se vingar da ex, deixa em calamidade o distrito que ela mora. O prefeito, porém, tem como sua pior inimiga Léo (Débora Falabella), filha de Antônia e a líder comunitária que luta pelas melhores condições de Formigas – sem saber que ele é seu pai.
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A sinopse foi livremente inspirada num argumento de Paulo José chamado Cidade das Formigas. Ele se baseou no que aconteceu na cidade de Formiga, em Minas Gerais, onde as mulheres trabalham para grandes confecções de roupas do país. Na Formiga real, as mulheres garantem boa parte do sustento de suas famílias com esse trabalho. A novela teve título provisório de Cidade das Mulheres, mas foi abortado quando se descobriu que já haviam registrado em outro projeto. Além disso, a direção achou melhor não repetir a palavra "mulher" em um título, uma vez que duas outras produções estavam no ar com essa palavra: A Casa das Sete Mulheres e Mulheres Apaixonadas. A trama abordou o realismo fantástico, por meio do personagem Curupira, que rondava nas noites da fictícia cidade São Francisco das Formigas. O casal Juca Tigre e Antônia seria inicialmente vivido por Fábio Júnior e Maitê Proença, porém Fábio não aceitou e Maitê foi escalada para Malhação.
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Avaliação em retrospecto
A novela recebeu críticas mistas dos jornalistas, Simone Mousse do Jornal O Globo elogiou o bom desempenho de Marisa Orth e Miguel Falabella afirmando que Verdade seja dita: é um pouco estranho ver Marisa e Falabella sérios e chorando depois de tantas piadas que eles contavam no "Sai de baixo". Mas que outra verdade venha à tona: eles estão bem demais nos novos papéis. Ele, um político durão e ao mesmo tempo boa-praça; ela, uma ex-miss Brasil esperta e ambiciosa. Já para Amélia Gonzalez também do jornal O Globo, a trama seria melhor se Talvez pudesse ter tido um pouco mais de realismo e menos de fantástico. ainda segundo a jornalista sobre uma das cenas: O carro sendo engolido pelo asfalto ficou ótimo, as pedras explodindo também. Os atores é que ficaram meio perdidos na confusão. Mas a jornalista também destacou pontos positivos na trama afirmando que: Se o objetivo era surpreender o público do horário, acostumado a tramas melosas, Talma e Linhares conseguiram. Boa surpresa! Elogiando ainda o bom empenho de Falabella, do autor e de boa parte do elenco mas criticando Vera Fisher e Marisa Orth Quem duvidava que Miguel Falabella (Juca Tigre) era capaz de fazer drama também ficou de queixo caído. O ator enterrou Caco Antibes, personagem que interpretava em "Sai de baixo", e está ótimo no papel de um sujeito que não é malandro, é perverso; não é engraçado, é irônico; não é um megalomaníaco; realmente tem poder e faz uso dele da pior maneira possível. Já Marisa Orth, a Van Van, no primeiro capítulo só teve chance de mostrar seu lado meio Magda (mulher de Caco Antibes no humorístico). Impagável o discurso sobre sua carreira. Vera Fischer, a Antônia, bem... é a Vera Fischer de sempre. A câmera abusa dos closes para deleitar o público com a beleza inesgotável da atriz. Já ela abusa um pouco no figurino. Uma mulher rural, calçando botas, não assiste ao parto de uma porca com aquele decotaço. E sabe o que mais? Vera precisa se soltar, acreditar mais em seu trabalho do que na sua beleza. Quem sabe isso acaba com aquele jeito meio robô de se mover no cenário? O resto do elenco também não fez feio. Que bom que Maurício Mattar (Pedro) parou de falar sussurrando. O porte do ator e sua boa química com as crianças ajudam a costurar bem o personagem criado por Ricardo Linhares. Aliás, o autor já apresentou muito bem todos os perfis, o que é ótimo para o público, que já sabe com quem estará lidando. Um ponto a favor de Linhares
Audiência
Começou com 28 pontos, sendo considerada uma boa audiência por elevar 4 pontos de Sabor da Paixão que teve uma média geral de 24 pontos, chegando a 18 em alguns capítulos. Seu recorde negativo é de 20 pontos, registrado em 18 de abril. E graças a alguns ajustes, a audiência subiu mais. Seu último capítulo registrou 37 pontos. Nesse dia, chegou a ultrapassar Kubanacan, que registrou 33 pontos. Fechou com média geral de 28,4 pontos, consideravelmente boa, por elevar 5 pontos da antecessora.
Internacional
A trilha não foi lançada em formato físico, podendo ser ouvida apenas no site da emissora.


