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Beitar Jerusalem FC

Beitar Jerusalem Football Club é um clube de futebol profissional israelense, com sede na cidade de Jerusalém, que disputa a Ligat ha'Al, a principal divisão do futebol profissional local. Tem tradicionalmente como cores o amarelo e o preto. Desde 1991, a equipe atua como mandante no Estádio Teddy Kollek, com capacidade para 31.733 pessoas, no bairro de Malha, em Jerusalém. É o clube mais popular e o mais rico do país.[carece de fontes?]

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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História

O clube foi fundado em 1936 pelos jerusalemitano David Horn e Shamuel Kirschstein. Horn era o chefe local do Betar, um movimento juvenil dentro Sionismo Revisionista. Os membros do Betar, juntamente no futuro com simpatizantes do Herut, Likud e outras organizações da direita israelense, se identificariam com a equipe até os dias atuais. Os líderes do agrupamento juvenil viram no futebol uma oportunidade para estimular qualidades como Hadar (auto-respeito) e Hod (glória). A primeira formação do Beitar era composta inteiramente por membros do grupo Betar, incluindo Haim Corfu - futuro ministro do governo de Menachem Begin (1977-83). A associação do Beitar com os militantes do Partido Revisionista (futuro Herum) rapidamente trouxe problemas junto as autoridades britânicas, assim como os fãs do Hapoel Jerusalém, uma equipe ligada ao Mapai, um partido socialista judaico nos anos 1939-48. A maioria dos jogadores do Beitar eram também secretamente filiados aos grupos Irgun ou Lehi, organizações abertamente contra a presença da Grã-Bretanha na Palestina. Na década de 1940, muitos dos jogadores do Beitar, que também eram membros de organizações clandestinas contrárias ao controle britânico sobre Palestina, como o Irgun, foram presos pelas autoridades britânicas junto a vários líderes rebeldes e exilados no Quénia e na Eritreia, de onde parte de seus integrantes fundaram o Beitar Eritreia.

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Estádio

O Beitar joga suas partidas como mandante no Estádio Teddy Kollek (no bairro de Malha), que é batizado como Gehinom (em português: Inferno) por seus torcedores, devido a recepção hostil que recebem a equipe visitante e seus fãs.

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Controvérsias

Os apoiadores mais ativos do Beitar Jerusalém compõem a torcida de direita nacionalista conhecida como La Familia. Esses torcedores são bem conhecidos por sua oposição à integração dos árabes no clube e se orgulham do fato de o Beitar Jerusalém ser o único time de primeiro escalão israelense que nunca teve um jogador de origem árabe, embora tenha tido vários jogadores não árabes de fé islâmica. Torcedores dentro e fora das arquibancadas do estádio do clube entoam cânticos anti-árabes e racistas como “Morte aos árabes”, entre outros. Outros torcedores do Beitar gritam frases de cunho racista dirigidos aos árabes, e tal atitude levou o time a ser penalizado diversas vezes. Embora o Beitar Jerusalém ainda não tenha um jogador árabe, os líderes das equipes dizem que receberão um jogador árabe quando as condições o permitirem. O jogador tadjique Goram Ajoyev foi o primeiro muçulmano a jogar pelo Beitar Jerusalém. Durante a temporada de 1989-90, sua religião passou despercebida pela maioria dos fãs. Ajoyev era muito querido pelos fãs do Beitar devido ao seu esforço total durante os 13 jogos do segundo metade daquela temporada. O único gol de Ajoyev no último jogo, uma vitória de 3 a 2 do Beitar sobre o Maccabi Netanya, ajudou o clube a garantir uma vaga na temporada seguinte na Liga Leumit, a principal liga de Israel na época.

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Fontes consultadas

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