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Anaíde Beiriz

Anaíde Beiriz foi uma professora e poetisa brasileira. Tem seu nome ligado à História da Paraíba, devido à tragédia em que foi envolvida, juntamente com o advogado e jornalista João Duarte Dantas, com quem mantinha um relacionamento amoroso.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/07/2026
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Antecedentes

Filha de José da Costa Beiriz, tipógrafo do Jornal A União, e Maria Augusta de Azevedo Beiriz, Anayde da Costa Beiriz concluiu o primário com 14 anos, formou-se professora na Escola Normal de João Pessoa, em 1922, enquanto paralelamente estudava datilografia, pela Escola Remington. Formada professora, passou logo a dar aulas na Escola de Pescadores da Colônia Z2 , na vila de Cabedelo, de 1922 a 1930, onde chegou à função de secretária da Diretoria da Colônia.

Vanguardismo

Tendo se destacado durante seus estudos, Anaíde formou-se na Escola Normal em maio de 1922, aos dezessete anos de idade. Passou, assim, a lecionar, alfabetizando os pescadores da então vila de Cabedelo. “Ela propôs esse desafio e outro, que foi o da distância, pois viajava de trem, sem a comodidade de hoje, para ensinar na vila dos pescadores em Cabedelo, onde passava a semana hospedada na casa da tia, que morava lá. Anayde também rompeu vários padrões da época, como na maneira de se vestir, no tipo de corte do cabelo e participava de saraus, na capital, que eram frequentados principalmente pelos homens.” Jovem e bela, Anaíde foi a vencedora de um concurso de beleza promovido pelo Correio da Manhã em 1925. Chamavam a atenção os seus olhos de cor negra, que lhe valeram o apelido, em seu círculo de amizades, de «a pantera dos olhos dormentes».

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Escândalo

Relação com João Dantas

Em 1928, Anaíde iniciou um relacionamento amoroso com João Dantas, político local ligado ao Partido Republicano Paulista, que fazia oposição ao então presidente do Estado (governador) da Paraíba, João Pessoa. Depois do violento confronto político que deu origem ao Território de Princesa, João Dantas acabou se refugiando no Recife, mantendo o relacionamento com Anaíde à distância, através de cartas. João Pessoa reagiu, mandando a polícia revistar as casas dos revoltosos e suspeitos, em busca de armas que pudessem ser utilizadas em uma revolta armada. Um desses locais foi o escritório de João Dantas na Cidade da Paraíba (atual João Pessoa), invadido em 10 de julho de 1930. Embora não tenham sido encontradas armas, os policiais depredaram as instalações e arrombam o cofre, onde foi encontrada a correspondência de Dantas, inclusive cartas e poemas de amor recebidos de Anaíde.

Morte

Anaíde, aos 25 anos de idade, morreu dias após Dantas, supostamente por autoenvenenamento. Foi sepultada como indigente no Cemitério de Santo Amaro (Recife). “Anayde padeceu comprimida dentro dos acanhados limites de uma sociedade governada por grupos oligárquicos de mentalidade agropastoril, padecimento que só cessou quando Anayde se livrou da vida”.

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Fontes consultadas

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