Cofre
Cofre é um compartimento próprio para armazenar dinheiro, bens ou documentos de valor. Pode ser subterrâneo ou embutido em armários e paredes. Seu revestimento pode ser de uma camada espessa de concreto, aço ou madeira.
O cofre como atualmente é conhecido foi inventado pelo francês Alejandro Fischet. A invenção de Fischet além de eficaz à ação de ladrões também era resistente à água e ao fogo.
No século XVIII era comum o emprego de um tipo de argila chamada pygg em cerâmica. As pessoas usavam os potes feitos de pygg para guardar moedas. Ao atender uma encomenda, um ceramista inglês, que não estava familiarizado com o termo, confundiu pygg com pig (“porco”, em inglês), pois as duas palavras têm o mesmo som quando pronunciadas. Por isso, preparou potes em forma de porco. O engano acabou fazendo o maior sucesso. Outra versão para origem do cofrinho em formato de porco dá conta que no século XVI, com a Europa decadente economicamente e como consequência europeus empobrecidos no norte do Reino Unido e na Escócia, passou-se a usar utensílios feitos de uma argila barata de nome pig, um nome genérico. Supostamente o termo pig nada tem a ver com pig, no caso significando porco e derive de piggin, que é um baldinho de madeira com alça, mas também dá nome a outro tipo de baldinho, dessa vez tendo a cerâmica como matéria prima. Com o passar do tempo esses objetos confeccionados com a argila pig passaram a ser chamados de pirly pigs. Pirly em tradução para o português: inserir. Fazendo um trocadilho com pig, com significado literal de porco os artesãos deram início à confecção de cofres em formato de porco.
Imagem: Lucy Nieto · BY-NC · Openverse
O cofre porquinho de argila na cor rosa é um clássico e são quebrados a certa altura. Mas há uma diversidade de cores e materiais utilizados na confecção dos porquinhos: plástico, lata, borracha e com abertura para a retirada das moedas sem danificar o cofre. Os cofrinhos em forma de caixas, latinhas, animais, botijões de gás e diversos animais também têm espaço, seja com a clássica abertura, onde são inseridas as moedas, ou com aberturas mais amplas onde são colocadas também as notas de dinheiro e que são fechados com chaves ou códigos numéricos.
A Caixa Econômica Federal foi a instituição pioneira ao distribuir cofrinhos como brinde à sua clientela. Em 17 de junho de 1933 o banco lançou o evento "Semana do pé de Meia" como um incentivo para o hábito de poupar dinheiro. Logo outros bancos compraram a ideia e passaram a fazer o mesmo oferecendo diversos modelos de cofres aos clientes: Casa Bancária F. Munhoz(1941), sucedida pelo Banco F. Munhoz(depois Banco do Grande São Paulo, adquirido pelo Banco Nacional em 1970) - anos 1950 - cofre de metal, com o Slogan: "Centavo Poupado ... Futuro Asegurado" Banco de Crédito Nacional - anos 1970 - casinha de plástico Caderneta de Poupança Haspa - anos 1970 - casinha de plástico Caderneta de Poupança Delfim - anos 1970 - latinha Caderneta de Poupança Federal de São Paulo - anos 1970 - saco de dinheiro de material plástico Poupex - anos 1980 - baleia Leia (a mascote da instituição) Banco Meridional - anos 1980 - Globo terrestre
Caixa-forte são construções que fazem parte de um prédio ou edificação. Estar inserido numa maior estrutura é o que difere o caixa-forte de um cofre padrão. As paredes são construídas em concreto reforçado intercalado com vigas de aços. As portas costumam ser elaboradas com resistência mecânica, térmica e também isolamento acústico. Senha mecânica e digital chaves especiais são as únicas formas (em condição típica) de abri-las. Apesar de toda essa estrutura elaborada contra roubos e um sistema computacional para impedir o acesso ao seu interior as falhas são possíveis de ocorrer. Um exemplo que demonstra possíveis falhas é o furto ao Banco Central de Fortaleza Ceará) que aconteceu em 2005. Uma quadrilha alugou uma casa próxima ao banco e cavou um túnel até chegar ao caixa- forte, que pouco a pouco foi sendo preparado até sua estrutura ficar com uma fina camada. Conseguindo entrar no caixa forte a quadrilha furtou cerca de R$164 milhões. Os bandidos dominavam a planta interna do Banco Central.


