Beija-Flor (escola de samba)
Grêmio Recreativo Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis é uma escola de samba brasileira do município de Nilópolis, que participa do carnaval da cidade do Rio de Janeiro. A quadra da escola está localizada na Rua Pracinha Wallace Paes Leme, número 1025, no Centro de Nilópolis, na Baixada Fluminense. Foi fundada em 25 de dezembro de 1948 como Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor. Entre seus fundadores estão Milton de Oliveira, Edson Vieira Rodrigues, Valentim Lemos, Helles Ferreira da Silva, Hamilton Floriano, José Fernandes da Silva, os irmãos Mário Silva e Walter da Silva e Dona Eulália, que foi quem sugeriu o nome Beija-Flor, inspirado no Rancho Beija-Flor, onde ela desfilava quando mais nova. A escola tem como cores o azul e o branco; e como símbolo, a ave beija-flor. A Portela é a escola madrinha da Beija-Flor, que tem como apelidos "A Deusa da Passarela" e "Maravilhosa e Soberana".
O Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor (mais tarde escola de samba) foi fundado em 25 de dezembro de 1948 por um grupo de amigos formado por Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Valentim Lemos, Helles Ferreira da Silva, Hamilton Floriano, José Fernandes da Silva e os irmãos Mário Silva e Walter da Silva. O grupo comemorava o Natal na esquina da Avenida Mirandela com a Rua João Pessoa, no Centro de Nilópolis, quando tiveram a ideia de criar um bloco carnavalesco para suprir a extinção dos blocos Irineu Perna-de-Pau e dos Teixeiras. A reunião oficial do Bloco ocorreu no Grêmio Teatral de Nilópolis. Negão da Cuíca foi eleito presidente e Edinho do Ferro Velho foi eleito secretário do Bloco. Durante a reunião, também foram escolhidos nome, cores, símbolo e madrinha da agremiação.
Após horas de reunião, os integrantes do bloco não chegavam a um consenso sobre o nome da nova agremiação. "Flor do Abacate" teria sido uma das sugestões. Após muita indecisão, Dona Eulália, mãe de Negão da Cuíca (o presidente do bloco) sugeriu o nome Beija-Flor. O nome foi inspirado no Rancho Beija-Flor, que existia na cidade de Valença, na região serrana do Rio e que Dona Eulália desfilava quando mais nova. Dona Eulália foi admitida como fundadora do Bloco por ter escolhido seu nome, sendo a única mulher entre os fundadores.
Há duas versões para a escolha das cores azul e branco. Uma versão sustenta que seria em homenagem à Nilópolis, que desde 1947, com sua emancipação, passou a adotar as duas cores em sua bandeira. A outra versão aponta para uma inspiração na bandeira de Israel. A escola madrinha da Beija-Flor é a Portela. Por sua vez, a Beija-Flor é madrinha da Mocidade Independente de Padre Miguel, Leão de Nova Iguaçu, Arame de Ricardo, e Delírio da Zona Oeste. É comum o beija-flor, símbolo da agremiação, vir representado em alegorias dos desfiles da escola, principalmente no carro abre-alas. A Beija-Flor é conhecida como "A Deusa da Passarela" e "Maravilhosa e Soberana". Também é comum utilizar o gentílico da cidade de Nilópolis (nilopolitana) para se referir à escola e seus torcedores. Algumas composições da agremiação fazem referência a esses apelidos, como os sambas de 2007 ("Então dobre o Run / Pra Ciata de Oxum imortal / Soberana do meu carnaval, na princesa nilopolitana"); de 2014 ("A Deusa do samba na Passarela / A marca do carnaval... É ela"); de 2015 ("Oh minha deusa soberana / Resgata sua alma africana"); e de 2016 ("Sou Beija-Flor, na alegria ou na dor / A deusa da passarela, é ela! / Primeira na história do Marquês / Que na Sapucaí é soberana / De fato nilopolitana").
A bandeira, ou pavilhão, possui em dezesseis raios de cores intercaladas (oito azuis e oito brancos) partindo de uma circunferência central de cor branca em direção às extremidades da bandeira. Dentro a circunferência central está a logomarca da escola; a inscrição "G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis"; e as estrelas azuis que representam a quantidade de títulos de campeã da agremiação. Abaixo da circunferência central, na parte inferior da bandeira, está inscrito o ano de utilização da mesma. Ao longo dos anos o tom de azul da bandeira da escola foi escurecido progressivamente. Até o desfile de 1995 foi usado o tom azul turquesa. O tom de azul foi sendo escurecido até que, em 2010, foi adotada a tonalidade azul anil. Anualmente, a bandeira pode sofrer pequenas variações a cada ano, como, por exemplo, a disposição dos raios.
A atual logomarca da escola, que está em uso desde 30 de julho de 2017, consiste no desenho de um beija-flor azul, com traços simples, beijando uma flor estilizada, com pétalas formadas por cinco corações, que representam os projetos sociais da Beija-Flor: Abaixo do desenho, a inscrição "G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis" em letras azuis. O logotipo utilizado anteriormente consistia no desenho de um beija-flor beijando uma flor, o nome da escola e as estrelas representando os títulos de campeã da agremiação. Entre 1995 e 2010, o logo da escola tinha o desenho de dois beija-flores beijando duas flores.
O município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, é o berço da Beija-Flor. A cidade e a escola de samba trilharam caminhos semelhantes, uma vez que parte dos governantes de Nilópolis também administrava a agremiação. Os principais locais de sociabilidade da cidade encontram-se nas imediações da estação de trem: a Avenida Mirandela (onde a Beija-Flor realiza seu tradicional desfile pós-carnaval); e do outro lado, a Praça Paulo de Frontin (antigo palco das manifestações públicas e do carnaval de rua da cidade). Apesar do forte comércio e da presença de indústrias, é a escola de samba a maior expressão do município. Juridicamente "GRES Beija-Flor", a escola passou a ser chamada formalmente de "Beija-Flor de Nilópolis", tamanha identificação. Na cidade, também é comum locais de comércio que levam o nome da escola, sem ligação com a agremiação, apenas em forma de homenagem. No pórtico de entrada da cidade, foi construída uma escultura de um beija-flor, em homenagem à escola. A escultura foi retirada pelo prefeito Alessandro Calazans em seu mandato. Porém, seu sucessor, Farid Abrahão David, ao ser eleito em 2016, anunciou a reconstrução da escultura.
Para o carnaval de 2010, a Beija-Flor escolheu um enredo em homenagem aos cinquenta anos de Brasília, recebendo o patrocínio de três milhões de reais do governo do Distrito Federal. O carnaval da agremiação foi ofuscado pelo Escândalo do Mensalão no Distrito Federal, que culminou na prisão do então governador do DF, José Roberto Arruda, às vésperas do desfile. A escola recebeu críticas por não abordar questões políticas no desfile, focando no aspecto histórico e cultural da capital federal. A Beija-Flor foi a sexta e última escola a se apresentar na primeira noite (domingo) do Grupo Especial de 2010. A imprensa especializada elogiou os quesitos visuais, destacando as fantasias e alegorias grandes e luxuosas, mas classificou o desfile como "frio" e sem empolgação. A Beija-Flor se classificou em terceiro lugar. A escola conseguiu a pontuação máxima na maioria dos quesitos, mas perdeu pontos em Alegorias (três décimos); Comissão de Frente (dois décimos); Enredo (dois décimos) e Bateria (um décimo). Claudinho e Selminha receberam o Troféu Manchete de melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira. Aos 93 anos de idade, Tia Nadir, uma das fundadoras da escola e a mais antiga baiana da agremiação, recebeu o Estandarte de Ouro de Personalidade. Após quinze anos coreografando a Comissão de Frente da Beija-Flor, e participando de seis campeonatos da escola, Ghislaine Cavalcanti pediu demissão da agremiação para se dedicar a outros projetos e à própria família.
Como bloco
O bloco foi campeão municipal logo em 1949, seu primeiro ano de desfile, tendo sido tricampeão até 1953, seu último desfile como bloco. Um fato curioso é que nessa época um dos blocos rivais da Beija-Flor era o Bloco do Centenário, que chegou a ser presidido por Aniz Abraão David, o Anísio. Segundo depoimento de integrantes antigos da Beija-Flor, havia uma certa rivalidade entre os dois blocos, chegando até mesmo a Anísio ter, certa vez, desligado a iluminação durante o desfile da Beija-Flor. Por outro lado, seu irmão Nelson, ainda jovem, gostava de frequentar os eventos sociais da Beija-Flor, e mais tarde, lá conheceria sua futura esposa, Marlene Sennas, filha do primeiro presidente da escola.
A transformação em escola de samba
Em 1953, através da articulação do compositor Cabana, que morava em Nilópolis, mas tinha família oriunda do Rio Comprido, na capital, começaram as articulações para a transformação do bloco em escola de samba, que se inscreveu na Confederação Brasileira de Escolas de Samba para participar dos desfiles do segundo grupo carioca, onde obteve a primeira colocação. Seu primeiro presidente, após a transformação em escola de samba, foi José Rodrigues Sennas, ex-militar, morador da comunidade, que não estava entre os fundadores originais, mas foi convidado por eles para assumir o posto. Vice-campeã do segundo grupo, novamente, em 1962, foi novamente rebaixada após o 10º e último lugar de 1963. Em 1964, amargou novo rebaixamento, indo parar na terceira divisão do carnaval. Em 1965, Anísio, ex-adversário, então já em ascensão no jogo do bicho, teve uma rápida passagem pela presidência da escola. Posteriormente, seu irmão Nelson foi eleito presidente, em 1972, derrotando em eleição o ex-presidente Helles, e um terceiro candidato.
Década de 1970
Após vários anos pelas divisões inferiores, apenas em 1973, o primeiro sob a administração de Nelson, quando apresentou um enredo sobre a educação, conquistou o vice-campeonato do segundo grupo, retornando à divisão principal, com o samba “Educação Para O Desenvolvimento”, dos compositores Darvin e César Roberto Neves (que anos depois tornou-se diretor de harmonia da escola). A partir de então, seu irmão Anísio tornou-se patrono e presidente de honra, transformando-se numa espécie de mecenas, e assumindo cada vez mais as decisões na escola. Para o carnaval de 1976, Nelson e Anísio contrataram o carnavalesco Joãosinho Trinta, que estava no Salgueiro, onde venceu os carnavais de 1974 e 1975. Apesar dos títulos conquistados, Joãosinho enfrentava condições precárias de trabalho no Salgueiro e brigas internas com a diretoria, sem perspectiva de melhora da situação. Para se transferir para a Beija-Flor, os irmãos que comandavam a escola lhe prometeram melhores condições de trabalho, mais dinheiro para a confecção do desfile, e a chance de desenvolver um trabalho social com crianças carentes, algo que o carnavalesco sonhava em fazer no Salgueiro, mas não tinha apoio da diretoria. Joãosinho também impôs como condição a contratação do diretor de carnaval e harmonia Laíla, seu "homem de confiança" no Salgueiro. Anísio pediu a Joãosinho Trinta uma homenagem a Natal da Portela, contraventor do jogo do bicho e patrono da Portela, morto em 1975. O carnavalesco desenvolveu então um enredo sobre o próprio jogo do bicho, incluindo nele a homenagem a Natal e a Portela. A Beija-Flor foi a oitava escola das quatorze agremiações que se apresentaram pelo Grupo 1 de 1976. Uma das novidades do desfile foi a apresentação de uma alegoria com movimentos. O carro abre-alas da escola tinha uma roleta espelhada giratória. A imprensa elogiou o desfile. Segundo o Jornal do Brasil, "Joãosinho Trinta conseguiu tirar da escola o ranço ufanista que a acompanhava há alguns anos [...] Todo o aspecto onírico do prosaico e marginalizado jogo do bicho foi revivido com leveza, suavidade e força [...] a Beija-Flor desfilou com a galhardia das escolas grandes e agradou bem mais do que as próprias, sendo a primeira a ouvir da plateia o grito espontâneo e sempre intuitivamente certeiro do já ganhou". No debate do prêmio Estandarte de Ouro, Haroldo Costa apontou que a Beija-Flor "apresentou o enredo mais carioca, além de ter devolvido ao sambista o prazer de brincar. A ironia e a brincadeira na letra do samba, por exemplo, são coisas bem cariocas. E a escola saiu bonita". A Beija-Flor recebeu o Estandarte de Ouro de melhor enredo, sendo esse o primeiro prêmio recebido pela escola. Também recebeu o Troféu Natal de melhor enredo e de melhor alegoria para o carro do casal sonhando..mw-parser-output .side-box{margin:4px 0;box-sizing:border-box;border:1px solid #aaa;font-size:88%;line-height:1.25em;background-color:var(--background-color-interactive-subtle,#f8f9fa);color:inherit;display:flow-root}.mw-parser-output .infobox .side-box{font-size:100%}.mw-parser-output .side-box-abovebelow,.mw-parser-output .side-box-text{padding:0.25em 0.9em}.mw-parser-output .side-box-image{padding:2px 0 2px 0.9em;text-align:center}.mw-parser-output .side-box-imageright{padding:2px 0.9em 2px 0;text-align:center}@media(min-width:500px){.mw-parser-output .side-box-flex{display:flex;align-items:center}.mw-parser-output .side-box-text{flex:1;min-width:0}}@media(min-width:640px){.mw-parser-output .side-box{width:238px}.mw-parser-output .side-box-right{clear:right;float:right;margin-left:1em}.mw-parser-output .side-box-left{margin-right:1em}}.mw-parser-output .listen .side-box-text{line-height:1.1em}.mw-parser-output .listen-plain{border:none;background:transparent}.mw-parser-output .listen-embedded{width:100%;margin:0;border-width:1px 0 0 0;background:transparent}.mw-parser-output .listen-header{padding:2px}.mw-parser-output .listen-embedded .listen-header{padding:2px 0}.mw-parser-output .listen-file-header{padding:4px 0}.mw-parser-output .listen .description{padding-top:2px}.mw-parser-output .listen .mw-tmh-player{max-width:100%}@media(max-width:719px){.mw-parser-output .listen{clear:both}}@media(min-width:720px){.mw-parser-output .listen:not(.listen-noimage){width:320px}.mw-parser-output .listen-left{overflow:visible;float:left}.mw-parser-output .listen-center{float:none;margin-left:auto;margin-right:auto}}
Década de 1980
Para o carnaval de 1980, a AESCRJ tomou a polêmica decisão de abolir os quesitos Mestre-Sala e Porta-Bandeira e Comissão de Frente com a justificativa de que eles estavam se tornando onerosos, visto que as escolas estavam negociando financeiramente os melhores profissionais. Apesar de não serem julgados, a apresentação dos quesitos foi mantida como obrigatória. Quinta escola a se apresentar pelo Grupo 1-A, a Beija-Flor realizou um desfile sobre o imaginário infantil. A ideia surgiu depois do carnavalesco Joãosinho Trinta perguntar a uma criança de oito anos de idade algo que ela sonhava em fazer e ouviu como resposta que a criança faria "o sol brilhar à meia-noite". O enredo misturou personagens e lugares fantásticos, inspirados nos clássicos da literatura infantil. O carro abre-alas reproduziu um carrossel prateado giratório com mulheres vestidas de fada. Alas e alegorias fizeram referências a histórias como Cinderela, Branca de Neve e os Sete Anões, Tom & Jerry, Tarzan e o Sítio do Pica Pau Amarelo. A Comissão de Frente, que desfilou com fantasia de soldadinho de chumbo, recebeu o prêmio Estandarte de Ouro. A escola encerrou seu desfile recebendo gritos de "já ganhou" do público presente na Rua Marquês de Sapucaí. Especialistas elogiaram a apresentação, listando a escola entre as favoritas ao título de campeã. Beija-Flor, Imperatriz Leopoldinense e Portela foram campeãs com nota máxima de todos os jurados. Foi o quarto título de campeã conquistado pela Beija-Flor em cinco anos. Na segunda divisão do carnaval, Laíla e Neguinho da Beija-Flor defenderam a Unidos da Tijuca, que venceu o Grupo 1-B, sendo promovida ao grupo de elite. Para o ano seguinte, Laíla decidiu se desligar da Beija-Flor e seguir com a Unidos da Tijuca no Grupo 1-A.
Década de 1990
Em 1989, a modelo Enoli Lara desfilou nua na União da Ilha do Governador, o que levou a LIESA a criar uma regra proibindo a chamada "genitália desnuda" nos desfiles. Inspirado nessa regra, o carnavalesco Joãosinho Trinta criou o enredo "Todo Mundo Nasceu Nu", sobre a evolução da civilização. A Beija-Flor foi a sexta das oito escolas que se apresentaram na primeira noite (domingo) do Grupo Especial (antigo Grupo 1) de 1990. Antes do desfile, uma das alegorias da escola se chocou contra um cabo de alta tensão, matando o empurrador Fernando Flaviano Machado, de 26 anos de idade, e ferindo outros dois colaboradores que ajudavam a empurrar o carro. Por causa do acidente, a alegoria "Tradição" e o carro que vinha atrás, "Gigante Adormecido", ficaram de fora do desfile. A imprensa classificou o enredo da escola como "confuso". Segundo o Jornal do Brasil, "fantasias pesadas e uma confusão de alas tentaram explicar a teoria do enredo". Para O Globo, "a violenta beleza dos carros, a variedade excessiva de alas, a falta de relação entre elas, e a pretensão do enredo devem ter causado ressaca e consequente apatia do público". Joãosinho apostou em alegorias com movimentos e efeitos de luz e fumaça. Em cima de uma alegria que simulava um vulcão, Jorge Lafond desfilou pelado, com o pênis coberto por uma malha transparente decorada com confetes, o que levou a LIESA, no ano seguinte, a proibir também as genitálias pintadas ou decoradas. Com o desfile, a Beija-Flor conquistou o vice-campeonato do carnaval de 1990 por um ponto de diferença para a campeã, Mocidade Independente. Dos trinta julgadores do carnaval, apenas seis não deram nota máxima à escola, sendo que quatro dessas notas foram descartadas, seguindo o regulamento do concurso. Ao todo, a agremiação perdeu apenas um ponto, no quesito Enredo.
Década de 2000
Em comemoração ao aniversário de quinhentos anos da descoberta do Brasil pelos portugueses, a LIESA decidiu que os enredos das escolas abordariam períodos específicos do país. A própria Liga forneceu 21 opções temáticas para as agremiações. Cada escola recebeu uma quantia extra de quinhentos mil reais da Prefeitura do Rio de Janeiro para confeccionar os desfiles. O enredo escolhido pela Beija-Flor apontou uma "conspiração celestial" que uniu brancos, negros e indígenas para formar o povo brasileiro, transformando o Brasil na "pátria de todos os povos". O tema foi inspirado no livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, que tem autoria atribuída a Humberto de Campos, alegadamente psicografada pelo médium Chico Xavier. A escola ainda recebeu seiscentos mil reais da Prefeitura de São Vicente para homenagear a cidade no enredo. O samba-enredo do desfile aponta São Vicente como "a primeira cidade do Brasil" e "berço da democracia", por ter realizado em 1532 a primeira eleição na América. A Beija-Flor foi a sexta das sete escolas que se apresentaram na segunda noite (segunda-feira) do Grupo Especial. A imprensa classificou o enredo como confuso, mas listou a escola entre as favoritas ao título. Assim como no ano anterior, a Beija-Flor conquistou o vice-campeonato por meio ponto de diferença para a campeã, Imperatriz Leopoldinense. Dos trinta julgadores do carnaval, apenas dois não deram nota máxima à escola. Ao todo, a agremiação perdeu apenas um ponto, sendo: cinco décimos no quesito Mestre-sala e Porta-bandeira; e cinco décimos em Conjunto. Selminha e Claudinho receberam o prêmio Tamborim de Ouro. Selminha também recebeu o Estandarte de Ouro de melhor porta-bandeira.
A Beija-Flor tem uma vasta lista de prêmios recebidos ao longo de sua história. A escola é uma das maiores vencedoras do Estandarte de Ouro, considerado o "óscar do carnaval carioca". Também conquistou diversas outras premiações como Tamborim de Ouro; S@mba-Net; Estrela do Carnaval; Prêmio SRzd; entre outros. Em 2022, a Beija-Flor foi declarada como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Rio de Janeiro.


