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A Simplicidade de um Rei

A Simplicidade de Um Rei foi o enredo apresentado pela Beija-Flor de Nilópolis no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro de 2011. Com a apresentação, a escola conquistou o seu 12.º título de campeã do carnaval carioca. O título anterior da escola foi conquistado três anos antes, em 2008. O desfile de 2011 homenageou o cantor e compositor Roberto Carlos, retratando a vida e a obra do artista. O homenageado acompanhou toda a preparação, visitou a quadra da escola no pré-carnaval e saiu na última alegoria do desfile, realizado na madrugada de 8 de março de 2011. O desfile foi assinado pela Comissão de Carnaval da Beija-Flor, formada por Laíla, Fran Sérgio, Alexandre Louzada, Ubiratan Silva e Victor Santos. Durante a preparação para o desfile, Louzada e Laíla tiveram um desentendimento que rendeu várias trocas de acusação entre as partes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Antecedentes

Desde 1998, quando foi criada a Comissão de Carnaval da Beija-Flor, a escola conquistou seis títulos no carnaval carioca. Para o carnaval de 2007, a Comissão foi reformulada com a saída de Cid Carvalho e a chegada de Alexandre Louzada. Com Louzada, a escola foi campeã em 2007 e 2008, vice-campeã em 2009 e no carnaval de 2010 conquistou o terceiro lugar com um desfile sobre Brasília. Para o carnaval de 2011, a Beija-Flor manteve a Comissão de Carnaval formada por Louzada, Laíla, Fran Sérgio, Ubiratan Silva e Victor Santos; além do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso; e dos diretores de bateria Plínio de Morais e Rodney Ferreira. A única mudança realizada pela escola em seus segmentos foi no quesito Comissão de Frente. Após quinze anos na Beija-Flor, a coreógrafa Ghislaine Cavalcanti deixou a escola, sendo substituída por Carlinhos de Jesus, que ficou por dez anos na Estação Primeira de Mangueira e estava há dois anos sem coreografar uma comissão.

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O enredo

No dia 4 de maio de 2010, a Beija-Flor anunciou que seu enredo para o carnaval de 2011 seria em homenagem ao cantor e compositor Roberto Carlos, torcedor declarado da escola. Roberto e a diretoria da escola tiveram um encontro no dia anterior, 3 de maio, em São Paulo. Segundo o diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla, o aspecto mais marcante deste primeiro encontro com Roberto Carlos foi a simplicidade do cantor, por isso, o enredo recebeu o título de "A Simplicidade de Um Rei". Para o desfile, a Beija-Flor recebeu dois milhões de reais de patrocínio da Nestlé, empresa da qual Roberto Carlos era contratado para fazer publicidade (garoto-propaganda). A ideia de homenagear Roberto Carlos surgiu em 2009, quando a bateria da Beija-Flor foi convidada para tocar no projeto Emoções em Alto Mar, show do cantor realizado num navio. O enredo foi cogitado para o carnaval de 2010, ano do cinquentenário de carreira do cantor, mas a escola optou por homenagear Brasília mediante o recebimento de um patrocínio do Governo do Distrito Federal. Para o carnaval de 2011, a Beija-Flor chegou a cogitar um enredo sobre São Jorge, padroeiro da escola, e também recebeu a proposta de um patrocínio para homenagear a cidade de Florianópolis, enredo que acabou indo para a Grande Rio.

Desenvolvimento

O enredo foi desenvolvido através das letras das canções compostas e interpretadas por Roberto Carlos. O enredo começa com as lembranças de Roberto Carlos quando criança. O interesse pela música, os brinquedos infantis e a sua cidade natal, Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, são lembrados nos dois primeiros setores do desfile. No segundo setor são homenageados o pai de Roberto, o relojoeiro Robertino Braga, e a mãe do cantor, a costureira Laura Moreira Braga, ambos foram homenageados por Roberto com músicas: "Lady Laura" (1978) para a mãe e "Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo" (1979) para o pai. Outra lembrança marcante abordada no segundo setor é a casa onde Roberto Carlos morou quando criança, na rua João de Deus Madureira, em Cachoeiro do Itapemirim, entre as serras do Espírito Santo. Detalhes da casa como o laranjal e o flamboyant no quintal são descritos na música "Meu Pequeno Cachoeiro", composta por Raul Sampaio e regravada por Roberto Carlos em 1970. Em 1966, a canção foi declarada como hino do município de Cachoeiro de Itapemirim.

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O samba-enredo

Processo de escolha

A disputa para escolher o samba-enredo oficial da Beija-Flor teve início em 2 de agosto de 2010, com a inscrição de 54 sambas concorrentes. Aos compositores, o diretor de carnaval, Laíla, pediu um samba alegre, "para o povão cantar e interagir com a Beija-Flor". O processo de escolha foi realizado em forma de classificatória, com os sambas sendo apresentados na quadra e avaliados pela direção da escola com eliminatórias semanais. Erasmo Carlos participou da disputa com um samba composto por ele junto com o maestro Eduardo Lages e o compositor Paulo Sérgio Valle. A obra foi eliminada antes da semifinal do concurso. Roberto Carlos tentou intervir em favor da composição dos amigos, mas a escola manteve a eliminação. A final da disputa teve início na noite da quinta-feira, dia 14 de outubro de 2010, na quadra da Beija-Flor, em Nilópolis. Três obras chegaram à final. O resultado foi divulgado após as três horas da madrugada da sexta-feira, dia 15. A obra composta por Samir Trindade, Serginho Aguiar, JR Beija-Flor, Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Théo M. Netto, Kleber do Sindicato e Marcelo Mourão venceu a disputa. Lideranças da comunidade, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, carnavalescos, mestres de bateria, o diretor de carnaval, Laíla, o presidente de honra da escola, Anísio Abraão David, e o presidente administrativo Farid Abrão David, decidiram por unanimidade o samba campeão. Samir e Serginho venceram também no ano anterior. Aos 28 anos, JR Beija-Flor ganhou sua primeira disputa, após dez anos de tentativas. O compositor é filho do intérprete da escola, Neguinho da Beija-Flor. Irmão de Neguinho e tio de JR, Nêgo foi o responsável por cantar o samba no concurso. Após o resultado divulgado, Neguinho se emocionou ao cantar o samba campeão. Mais de oito mil pessoas passaram pela quadra da escola durante a final. O cantor Roberto Carlos não compareceu ao evento devido à compromissos profissionais.

Letra e melodia

Dias depois da escolha, o samba da Beija-Flor foi gravado, ao vivo, na Cidade do Samba, com a bateria e componentes da escola. A Beija-Flor levou cerca de quinhentos integrantes para a gravação da obra. O samba da Beija-Flor é a terceira faixa do álbum Sambas de Enredo 2011, lançado em novembro de 2010. "Tínhamos na final dois sambas que dividiram a preferência dos segmentos. Como sempre, toda a comunidade foi ouvida. A decisão foi por critérios técnicos e estou confiante que a Beija-Flor continuará recebendo notas máximas dos julgadores de samba-enredo, como vem acontecendo nos últimos quinze anos. Espero que o Roberto (Carlos) goste do samba e de tudo o que está sendo feito para ele."

Letra

Assim como o enredo, o samba começa se reportando às lembranças de Roberto Carlos, quando criança, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim ("A saudade vem pra reviver o tempo que passou / Ah, essa lembrança que ficou, momentos que não esqueci / Eu cheio de fantasias na luz do Rei menino, lá no seu Cachoeiro"). A seguir, a letra remete à Jovem Guarda e às canções "O Calhambeque" e "Amigo" ("E lá vou eu... De calhambeque a onda me levar / Na jovem guarda, o rock a embalar... Vivendo a paixão / Amigos de fé guardei no coração"). O refrão central do samba remete às canções românticas de Roberto e cita a música "Como É Grande o Meu Amor por Você", um dos maiores sucessos do cantor ("Quando o amor invade a alma... É magia / É inspiração pra nossa canção... Poesia / O beijo na flor é só pra dizer / Como é grande o meu amor por você!"). A segunda parte do samba começa fazendo referência à canção "As Curvas da Estrada de Santos" e contemplando o setor do enredo que trata da vida nas estradas ("Nas curvas dessa estrada, a vida em canções"). A seguir, a letra da obra remete ao setor do enredo que trata da natureza e das canções de Roberto em defesa da ecologia ("Chora viola nas veredas dos sertões / Lindo é ver a natureza / Por sua beleza, clamou em seus versos") e ao projeto "Emoções em Alto Mar" ("No mar navegam emoções / Sonhar faz bem aos corações"). Os versos seguintes fazem referência à religiosidade do cantor, com menção à música "Emoções" ("Na fé com o meu Rei seguindo / Outra vez estou aqui vivendo esse momento lindo / De todas as Marias vêm as bênçãos lá do céu / Do samba faço oração, poema, emoção"). O refrão principal do samba expressa a alegria da Beija-Flor em homenagear Roberto Carlos ("Meu Beija-Flor, chegou a hora / De botar pra fora a felicidade / Da alegria de falar do Rei / E mostrar pro mundo essa simplicidade").

Crítica especializada

Para Leonardo Bruno, do Extra, o samba "pecou em criatividade". Em sua crítica, o jornalista apontou que a obra tem "dois bons refrãos, porém a primeira e a segunda parte mostram uma criatividade muito aquém do esperado. A descrição do enredo é simplória, o que não se justifica com o título do enredo" e "a citação de trechos de músicas de Roberto aparece sem muita coerência". Os editores do site Sambario elogiaram o samba. Para Marco Maciel, "a maior virtude da obra é não se prender na obrigação ou necessidade de sua letra ser uma compilação de aspas referente à canções do Rei, com a letra buscando uma poesia própria em exaltação ao cantor, que pediu para que a letra não estivesse em primeira pessoa. O refrão principal talvez seja seu trecho mais discreto, com o discutível verso 'botar pra fora a felicidade' [...] O refrão central é primoroso em termos de melodia e letra, o melhor estribilho do ano. A segunda parte mantém a dolência, com destaque para o trecho 'de todas as Marias vêm as bênçãos lá do céu', que evoca sua religiosidade". Para João Marcos, o samba tem "uma boa melodia, que não foge das características dos sambas da escola, apesar de bem alegre e gostosa de cantar. É um samba de muitas variações, em especial a linda entrada da segunda parte. A letra possui alguns problemas, como a sequência de 'lás' na primeira, um em seguida ao outro ('Lá no seu Cachoeiro / E lá vou eu... De calhambeque a onda me levar'). Esses 'lá's repetindo não geram efeito algum dentro do samba e deveriam ter sido evitados. O 'botar pra fora' do refrão principal também dá uma impressão ruim, não era o ideal, mas a sua manutenção na letra serviu para manter a rima dentro do verso, que é um recurso interessante. É um bom samba, que aponta novas direções para as composições da escola e é destaque da safra"..mw-parser-output .wide-image-normbg,.mw-parser-output .thumbimage.wide-image-normbg{background:var(--background-color-neutral-subtle,#f8f9fa);color:inherit}.mw-parser-output .wide-image-nobg,.mw-parser-output .thumbimage.wide-image-nobg{background:transparent;color:inherit}

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O desfile

"Agradeço por tudo. Sabia que viveria uma emoção grande, mas não sabia que seria tanto. Foi difícil segurar, mas foi uma dificuldade maravilhosa." — Roberto Carlos, após o desfile da Beija-Flor. "A Beija-Flor já deu o que tinha que dar com esse estilo de carnaval pesado. Queremos um samba alegre, que faça com que a Sapucaí toda cante e não só a comunidade. Chega de desfiles pesados. Queremos resgatar a alegria dos tempos antigos sem esquecer o luxo. As fantasias também serão leves e a proposta é totalmente nova, sem copiar ninguém." — Laíla, sobre o estilo proposto para o desfile da Beija-Flor. A Beija-Flor foi a sexta e última escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial, encerrando os desfiles de 2011. O desfile começou com atraso provocado por um vazamento de óleo em uma das alegorias da Unidos do Porto da Pedra, escola que desfilou antes. A equipe de limpeza do sambódromo precisou jogar serragem no chão para que ele não ficasse escorregadio. A LIESA usou o sistema de som da pista para pedir que os julgadores "pegassem leve" com a escola por conta do problema. Com a demora, a Beija-Flor acabou desfilando com dia claro. A apresentação teve início às cinco horas e dezesseis minutos da madrugada de terça-feira, dia 8 de março de 2011. A escola terminou seu desfile às seis horas e 32 minutos, após 77 minutos de apresentação. Pela regras do concurso, cada escola deveria se apresentar entre 65 e 85 minutos.

Roteiro

Segundo o roteiro oficial do desfile, "o pavilhão da agremiação ganha vida, transformando o chão da Avenida Marquês de Sapucaí em um dançante tapete azul e branco. É a Beija-Flor de Nilópolis vibrando com as emoções do Rei Roberto Carlos". Destaques de luxo da alegoria: Fabíola David com a fantasia "O Beijo na Flor" e Paulo Robert com a fantasia "O Beija-Flor Imperial". Destaques de luxo da alegoria: Zeza Mendonça com a fantasia "Minha Mãe Costureira" e Zezito Ávilla com a fantasia "Meu Flamboyant na Primavera". O nome da ala/fantasia omite a palavra "inferno", um vez que o próprio Roberto Carlos não gosta da palavra, tendo deixado de cantar a música por muitos anos para não pronunciá-la.

Recepção dos especialistas

Ao final dos desfiles, a imprensa apontou Unidos da Tijuca, Beija-Flor e Unidos de Vila Isabel como as favoritas ao título, com vantagem para a Unidos da Tijuca. Rafael Lemos, da Veja, escreveu que a Beija-Flor "ficou aquém do que se costuma esperar dela. As fantasias luxuosas e com excelente acabamento destoaram dos carros alegóricos, que refletiram a crise de identidade estética vivida pela agremiação. O carisma do homenageado, no entanto, fez a diferença e garantiu a empatia com o público. O samba-enredo simples e direto – coisa recente na agremiação de Nilópolis, famosa por criar letras rebuscadas – também ajudou". O jornalista também apontou que, devido ao vazamento de óleo na pista, "na primeira cabine de jurados, a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, mal conseguiam se manter de pé, e tiveram suas apresentações bastante prejudicadas" e que "problemas de evolução, sem gravidade, também podem custar alguns décimos" à escola.

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Julgamento oficial

"Sem dúvida que essa, se não a maior, é uma das maiores consagrações que recebi na vida. E já vivi grandes emoções, mas esta foi realmente uma coisa que eu não encontro a palavra para dizer o que significa para mim [...] Ficou maravilhoso. É minha escola. Foi ainda melhor [...] Já chorei muito hoje. Jamais vou esquecer esse carnaval." — Roberto Carlos, após a vitória da Beija-Flor. A Beija-Flor venceu o Grupo Especial do carnaval de 2011 com 1,4 pontos de vantagem sobre a segunda colocada, Unidos da Tijuca, conquistando seu 12.º título de campeã na folia carioca. O título anterior da Beija-Flor foi conquistado três anos antes, em 2008. Com a vitória, a escola se tornou a maior campeã do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. De 1984, quando o Sambódromo foi inaugurado, até 2011, a Beija-Flor venceu sete carnavais contra seis da Imperatriz Leopoldinense (a segunda maior campeã até então). No ranking geral, desde o primeiro desfile realizado em 1932, a Beija-Flor permaneceu como a terceira maior campeã, atrás da Portela e da Mangueira, que em 2011 tinham 21 e 18 títulos, respectivamente.

Notas

A apuração do resultado foi realizada na tarde da quarta-feira de cinzas, dia 9 de março de 2011, na Praça da Apoteose. As escolas foram avaliadas em dez quesitos, sendo que, havia cinco julgadores para cada quesito. De acordo com o regulamento do ano, a maior e a menor nota de cada escola, em cada quesito, foram descartadas. As notas variam de oito a dez, podendo ser fracionadas em décimos. A ordem de leitura dos quesitos foi definida em sorteio horas antes do início da apuração. Mangueira e Beija-Flor começaram a apuração na liderança. A Beija-Flor assumiu a liderança isolada no terceiro quesito, Conjunto, onde a Mangueira perdeu pontos, e liderou a apuração até o final, sagrando-se vencedora. Das cinquenta notas distribuídas à Beija-Flor, a escola só recebeu sete abaixo da máxima, sendo que cinco foram descartadas seguindo o regulamento do concurso. Com isso, ao todo, a agremiação perdeu apenas dois décimos, um no quesito Mestre-sala e Porta-bandeira e outro no quesito Samba-enredo.

Críticas

A diferença de 1,4 pontos de vantagem da Beija-Flor sobre a vice-campeã, Unidos da Tijuca, foi criticada. Após a apuração, o então presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, questionou a diferença de pontuação; enquanto o carnavalesco da Tijuca, Paulo Barros, ironizou a vitória da escola de Nilópolis: "É descarado. Estava pensando em fazer um enredo sobre a Madonna, mas acho que vou falar sobre o Neguinho (da Beija-Flor)". O jornalista Leonardo Bruno, do jornal Extra, apontou que a "superioridade da Beija-Flor nas notas não foi vista na Avenida", que "é difícil aceitar, por exemplo, que a comissão de frente da Beija-Flor tenha tido a mesma pontuação que as de Tijuca e Salgueiro" e que "o casal da Beija-Flor teve dificuldade para dançar, com medo de escorregar. Mas acabou perdendo apenas um décimo, só não sendo superior ao casal da Mangueira".

Desfile das Campeãs

Com a vitória, a Beija-Flor foi classificada para encerrar o Desfile das Campeãs, que foi realizado entre a noite do sábado, dia 12 de março de 2011, e a madrugada do dia seguinte, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Roberto Carlos desfilou novamente em cima da última alegoria. O cantor distribuiu rosas vermelhas ao público, algo que não fez no desfile oficial. O carro abre-alas da escola teve um princípio de incêndio, que foi rapidamente controlado pelos bombeiros. A escola foi recepcionada entre vaias e aplausos. Parte do público gritou o nome da vice-campeã, Unidos da Tijuca enquanto outra parte saudou a Beija-Flor com gritos de "a campeã voltou!".

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Livro

O desfile foi abordado numa dissertação de mestrado em 2012 que, mais tarde, em 2021, foi publicada como livro. Escrito pelo sociólogo e pesquisador Marcos Henrique da Silva Amaral, "A Simplicidade de Um Rei – Trânsitos de Roberto Carlos em Meio à Cultura Popular de Massa" analisa o impacto da obra do artista no Brasil sob perspectiva sociológica.

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Operação Monte Carlo

A Polícia Federal flagrou, no dia da apuração do carnaval de 2011, uma conversa telefônica do contraventor Carlinhos Cachoeira dizendo que houve uma "mutreta" para a Beija-Flor vencer o carnaval. A informação foi divulgada um ano depois, em 2012. De acordo com o inquérito, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a ligação foi realizada às 18 horas 29 minutos, do dia 9 de março de 2011, entre Cachoeira e um homem identificado como Santana. O grampo telefônico fez parte das investigações da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira em 29 de fevereiro de 2012. Procurado pela imprensa na época, o então diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla, afirmou que ninguém na agremiação conhecia Cachoeira e apontou uma "perseguição" à escola de samba: "Essa história não tem o menor cabimento. Ninguém dentro da Beija-Flor nunca ouviu falar no nome dessa pessoa. É impressionante como as pessoas gostam de manchar a história da nossa escola. Todos se esquecem de como nos dedicamos, da capacidade que temos em fazer esta festa, produzimos o maior espetáculo da Terra [...] Há quantos anos não dependemos do dinheiro da Beija-Flor e saímos em busca de parcerias e patrocínios? Lutamos por toda uma comunidade e trabalhamos em benefício dela, temos pessoas de bem que aqui trabalham, se dedicam o ano inteiro para fazer um grande espetáculo e agora remetem uma vitória a uma situação dessas".

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Fontes consultadas

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