Bei de Tunes
Bei de Tunes foi o título dos governantes do que é hoje a Tunísia entre o início de século XVII e 1957, quando foi instituida a república.
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Em 1574, antes de deixar Tunes, Sinan Paxá, o comandante do corpo expedicionário otomano que tinha tomado posse da cidade em nome do sultão otomano, dá posse ao governo da nova província. Este é dirigido por um paxá nomeado por três anos e assistido por um divã ou conselho de regência que inclui os 40 oficiais superiores (ou deis). A oração de sexta-feira é feita em nome do sultão otomano, comandante dos crentes, e uma nova moeda, cunhada em seu nome, substitui a moeda haféssida. Uma assembleia geral da milícia turca designava 40 deis, sendo um deles escolhido cmo chefe do governo e das tropas e outro, o bei do campo, era encarregado de tratar ds impostos e subjugar as tribos do interior em digressões semestrais. Posteriormente, o paxá vai perdendo funções e o divan passa a reunir apenas para casos graves. Pouco depois, em Argel passa-se o mesmo, levando, ficando a maior parte do poder nas mãos de um dei que mantém as suas prerrogativas até 1830.
Segundo a tradição, cada bei tinha o seu palácio, pois não podia viver no palácio do seu antecessor por respeito às suas viúvas. Entre os palácios mais importantes destacam-se o do Bardo, de Ksar Saïd, de Cartago, de Hammam Lif, de Mornag ou de La Goulette. A propósito do palácio do Bardo, o botânico René Desfontaines, que visitou a Regência de Tunes no final do século XVIII, deixou a seguinte descrição: Muitos dos palácios foram reconvertidos após a abolição da monarquia. O palácio do Bardo acolhe atualmente o Museu Nacional do Bardo e a câmara dos deputados. O de Cartago tornou-se a sede da Academia Tunisina das Ciências, Letras e das Artes.


