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Intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela

Intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela refere-se a uma operação militar, sob o codinome Operação Resolução Absoluta, conduzida pelos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026, em meio à escalada das tensões entre os dois países. Na madrugada desse dia foram registradas explosões, ataques aéreos e movimentações militares em diversas regiões da Venezuela, incluindo áreas próximas a Caracas. Mais tarde, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país, enquanto o governo venezuelano classificou a ação como uma agressão militar estrangeira, denunciando a violação de sua soberania e decretando estado de emergência.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Antecedentes

Os Estados Unidos mantinham uma significativa presença militar no Mar do Caribe e nas proximidades da Venezuela, incluindo navios de guerra, aeronaves e forças de prontidão, como parte da Operação Lança do Sul, iniciada em setembro de 2025 com o alegado objetivo de combate ao narcotráfico e rotas de contrabando associadas a organizações criminosas ligadas ao governo presidido por Nicolás Maduro. Autoridades militares e analistas descreveram a presença como uma operação contínua com capacidades de dissuasão e prontidão para operações de contingência em ambiente de difícil acesso. Durante o segundo semestre de 2025, o governo venezuelano passou a denunciar a movimentação militar norte-americana como uma ameaça direta à sua soberania, mobilizando tropas e intensificando exercícios de defesa em resposta ao aumento da presença dos EUA nas águas próximas ao território venezuelano. A Venezuela também buscou apoio internacional, incluindo pedidos à Organização das Nações Unidas, argumentando que a presença militar configurava uma ameaça à paz regional e violava os princípios de não intervenção nas relações internacionais.

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Ataques

O presidente Trump ordenou o prosseguimento da ação às 23h46min VET (22h46min EST) em 2 de janeiro. A administração não notificou previamente o Congresso sobre os ataques, tendo em vista as preocupações de que isso pudesse colocar a missão em risco. Pelo menos sete explosões foram relatadas por volta das 02h00min VET (01h00min EST), e aeronaves voando a baixa altitude foram observadas, predominantemente em La Guaira, Higuerote, Meseta de Mamo, Baruta, El Hatillo, Charallave e Carmen de Uria, que ficam majoritariamente dentro ou nas proximidades da capital Caracas. A operação envolveu 150 aeronaves da Marinha, Força Aérea e do Corpo de Fuzileiros Navais. Entre elas estavam os modelos Lockheed Martin F-22 Raptor, Lockheed Martin F-35 Lightning II, Boeing F/A-18E/F Super Hornet, Boeing EA-18G Growler, Grumman E-2, Rockwell B-1 Lancer, Boeing CH-47 Chinook, Boeing AH-64 Apache, Sikorsky UH-60, outras aeronaves de apoio e numerosos veículos aéreos não tripulados, incluindo o Lockheed Martin RQ-170 Sentinel.

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Captura de Maduro

Às 05h21min VET, Trump publicou na rede social Truth Social que Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, haviam sido capturados e retirados do país.[a] Trump também publicou uma fotografia de Maduro a bordo do USS Iwo Jima. A imagem mostrava Maduro vendado, usando fones de ouvido com cancelamento de ruído, um dispositivo de flutuação, um agasalho cinza Nike Tech, algemado, e segurando uma garrafa plástica de água. Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, Maduro foi preso e enfrentaria acusações criminais nos Estados Unidos. Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez confirmou que tanto Maduro quanto Flores estavam desaparecidos e exigiu "prova de vida" por meio de uma mensagem de áudio transmitida pela televisão estatal. A operação que teve como alvo Maduro foi conduzida pela Delta Force. Horas depois, a procuradora-geral norte-americana Pam Bondi anunciou que Maduro e Flores haviam sido formalmente denunciados no Distrito Sul de Nova Iorque por crimes relacionados ao Narcoterrorismo. A denúncia listou acusações de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

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Baixas

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que helicópteros de combate dos Estados Unidos dispararam foguetes e mísseis em áreas urbanas e que as autoridades estavam trabalhando para reunir informações sobre o número de mortos e feridos. O procurador-geral Tarek William Saab declarou que "vítimas inocentes foram mortalmente feridas e outras foram mortas por este ataque criminoso e terrorista." Em Catia La Mar, os ataques atingiram um edifício residencial civil de três andares, matando uma pessoa, ferindo gravemente outra e destruindo a parede externa da construção. O The New York Times informou que um funcionário venezuelano, sob condição de anonimato, afirmou que pelo menos 40 pessoas — incluindo civis e militares — foram mortas no ataque. No dia 7 de janeiro, o governo venezuelano afirmou que pelo menos 100 pessoas haviam morrido nos ataques estadunidenses. Trump disse ao New York Post que forças cubanas estiveram envolvidas na operação: "Você sabe, muitos cubanos perderam a vida ontem à noite. [...] Eles estavam protegendo Maduro. Isso não foi uma boa decisão." O presidente afirmou não saber o número exato de baixas cubanas e venezuelanas. Alguns militares dos Estados Unidos sofreram ferimentos por disparos e estilhaços, mas nenhum com risco de vida. Em 6 de janeiro, foi divulgado que 7 militares estadunidenses foram feridos em combate.

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Consequências

O presidente Maduro declarou estado de emergência nacional após o início das explosões. O governo prometeu defender-se contra as ações militares dos Estados Unidos, que teriam como objetivo a mudança de regime. As ações foram descritas como uma "agressão imperialista", e foi solicitado o acionamento do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O governo anteriormente liderado por Maduro permaneceu no poder. A vice-presidente Delcy Rodríguez descreveu Maduro como o "único presidente" da Venezuela e apelou à calma e à unidade para defender o país diante do que chamou de seu "sequestro." Ela declarou que a Venezuela "nunca mais voltará a ser colônia de nenhum império." Em 3 de janeiro, o Tribunal Supremo de Justiça ordenou que Rodríguez assumisse a presidência na ausência de Maduro. A Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos emitiu em 3 de janeiro um aviso aos aviadores proibindo aeronaves norte-americanas de operarem no espaço aéreo venezuelano, citando "atividade militar em andamento." A Embaixada dos Estados Unidos em Caracas emitiu uma ordem de permanência em local seguro a partir de suas operações realocadas na Colômbia. Relatos indicaram que a zona sul de Caracas sofreu um apagão elétrico.

Libertação de presos políticos

Jorge Rodríguez anunciou a 8 de janeiro de 2026 que um número "importante" de presos políticos seria libertado como um "gesto" do governo. Dos cerca de 800 presos políticos na Venezuela, nove foram libertados nesse dia. Cinco cidadãos espanhóis, entre os quais a ativista hispano-venezuelana Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024, e dois membros da oposição venezuelana, Enrique Márquez e o italo-venezuelano Biagio Pilieri, que foram detidos após apoiarem a vitória de González nas eleições presidenciais venezuelanas de 2024, estavam entre os libertados. Um discurso proferido a 14 de janeiro pela presidente interina Delcy Rodríguez centrou-se sobretudo nos presos políticos detidos durante o governo de Maduro. Prometeu continuar a libertar presos, afirmando que a ação "ainda não terminou". Esta reconheceu ainda o mérito de Maduro por ter iniciado a libertação de reclusos, indicando que não tinha interrompido o processo. Rodríguez anunciou que 406 reclusos já tinham sido libertados. O Tribunal Penal apenas pôde confirmar a libertação de 68 reclusos na altura. A 17 de janeiro, o Tribunal Penal tinha confirmado apenas a libertação de 139 presos políticos desde 8 de janeiro. Durante duas semanas, os venezuelanos acamparam em frente ao edifício El Helicoide, onde muitos estão detidos, à espera da libertação dos seus familiares.

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Reações

Antes da captura de Maduro, o governo venezuelano afirmou que rejeitava e denunciava a agressão militar, e divulgou um comunicado público atribuindo os ataques ao governo dos Estados Unidos, alegando que fariam parte de um plano para se apoderar dos recursos venezuelanos, em particular das reservas de petróleo. Maduro declarou um estado de emergência em resposta aos ataques aéreos, e o ministro da Defesa Vladimir Padrino López afirmou que os ataques eram ilegais. Ele também declarou que a Venezuela resistiria à presença de tropas estrangeiras e que o governo havia declarado um "estado de comoção externa." A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que a Venezuela "nunca mais voltará a ser colônia de ninguém — nem de antigos impérios, nem de novos impérios, nem de impérios em declínio." Rodríguez argumentou que a "guerra às drogas" era um pretexto, alegando que o verdadeiro objetivo dos Estados Unidos era a mudança de regime e o controle dos "recursos energéticos, minerais e naturais" do país.

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