Límicos
Os límicos foram um povo galaico castrejo que habitou a região do rio Lima, na Galécia. O termo lim parece ser de origem indo-europeia, e pode significar "terreno alagadiço" ou "lodo".
Os límicos foram citados por Plínio, o Velho, em sua História Natural, que os menciona entre os equésios e os quaquernos. Ptolemeu, em sua Geographia, coloca-os entre os galaicos brácaros, citando-os entre os bibalos e os gróvios, e indica como sua capital o Fórum Limicoro. Assim mesmo, os límicos estão entre os grupos dedicantes indicados no Padrão dos Povos. São numerosas as epígrafes em que se citam indivíduos límicos. Em duas lápides honoríficas, conservadas no Museu Arqueológico de Ourense, datadas do início do século II d.C., cita-se a Civitas Limicorum. Esta mesma civitas vem sendo identificada con a Lemica Civitate do Cronicão de Idácio de Chaves.
Ainda que, pelo seu nome, os límicos tenham estado há tempos adscritos ao curso do rio Lima (em galego Limia), as duas lápides honoríficas citadas em cima permitiram a identificação, no final do século XIX, da "Cividade dos Límicos" (Civitas Limicorum), que iguala o Fórum dos Límicos com o castro da Cidá (ou Cibdá), situado no monte do Viso, próximo a Nocelo da Pena, no concelho de Sarreaus, Ourense. Esta relação vem sendo questionada a partir dos achados de duas estátuas em Xinzo de Limia, documentadas por Ferro Couselo no ano de 1972. Na atualidade a maioria dos estudiosos concordam que o Fórum dos Límicos estaria na zona que ocupa o Barrio de Abaixo do actual Xinzo de Limia, como ficou evidente no curso de extensão universitária de Xinzo de Limia, "A Limia na época galaico-romana", que deu o pontapé inicial ao projecto Arqueogenitio. Deve-se ressaltar que Xinzo de Limia ou Fórum dos Límicos se situa ao pé do rio Lima, num epicentro de estradas da época romana.
Pelas fontes epigráficas se conhecem duas centúrias ou castella: Arcuce e Talabrica.


