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Beano I

Beano ou Batbaian foi o grão-cã do Grão-Canato Avar entre 562 e 602. Conforme o império dos goturcos se expandia para o ocidente, o Baian liderou um grupo de avares e búlgaros para longe do seu alcance, eventualmente chegando até a Panônia em 568.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Raides contra os francos e os lombardos

Imagem: Jimmy Big Potatoes · BY-NC-SA · Openverse

Em 562, os avares e os búlgaros haviam alcançado o baixo Danúbio: é bem provável que tenha sido neste ano que Beano se tornou o supremo grão-cã, pois seu predecessor, o cutrigur Zabergano havia morrido. Como aliados do Império Bizantino, que era governado na época por Justiniano I (r. 527–565), os avares recebiam uma recompensa em ouro por atacar outros nômades - sabires, utigures, cutrigures e saragures - nas terras do que seria futuramente a Ucrânia, uma tarefa que eles completaram, para a satisfação do imperador. Os avares de Beano conseguiram então a renovação da aliança, um aumento no tributo e terras para se assentarem. Beano desejava a planície da Mésia, ao sul do baixo Danúbio, onde futuramente seria a Bulgária, como sua "terra prometida", mas os bizantinos estavam irredutíveis diante da possibilidade de os avares cruzarem o Danúbio. Assim, Beano e sua horda, em 563, circundaram os Cárpatos pelo norte e entraram na Germânia, onde foram detidos às margens do rio Elba pelo rei franco Sigeberto I (r. 561–575) da Austrásia. Esta derrota os forçou a se retirar até a região do baixo Danúbio novamente. Após uma tentativa pífia de forçar a passagem pelo rio quando o novo imperador bizantino, Justino II (r. 565–578), negou-lhes tanto a entrada como novo tributo, os avares marcharam novamente, desta vez para a Turíngia, onde conseguiram derrotar Sigeberto (566). Mas tiveram que novamente interromper a campanha, pois os goturcos, que vinham perseguindo seus antigos súditos, eram agora uma ameaça real.

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Guerras contra o Império Bizantino

Imagem: summonedbyfells · BY · Openverse

Após dez anos de uma tênue paz, Beano novamente marchou contra Sirmio, desta vez capturando-a das mãos bizantinas após um cerco de dois anos, e seguiu para Singiduno, expulsando os bizantinos do interior dos Bálcãs e abrindo as portas para um incontrolável influxo de eslavos que, num período de não mais de cinco anos, inundaram toda a região semi-abandonada do Peloponeso. O ano era 582 e Beano agora se sentia capaz de atacar o império na Trácia e, quando Tibério II (r. 578–582), que havia fracassado em suas tentativas de detê-lo, foi sucedido em Constantinopla por seu genro Maurício, ele conseguiu extorquir um enorme tributo em ouro dos bizantinos: 100 000 soldos ou, em outras palavras, quase 500 kg de ouro por ano. Depois disso, os avares e os eslavos ainda atacavam o que sobrou das terras bizantinas na região enquanto Maurício fazia o que podia para defender a sua terra natal na Capadócia e a Armênia dos ataques do Império Sassânida. Por volta de 592, o imperador, tendo finalmente derrotado os persas, estava agora decido a se vingar e contra-atacou com força total, rapidamente invertendo os papéis nos Bálcãs (veja Campanhas de Maurício nos Bálcãs). Repetidas e pesadas derrotas abalaram as hordas avaro-eslavas enquanto poderosos e organizados exércitos bizantinos invadiram a região ao norte do Danúbio, penetrando na Valáquia e, eventualmente, sob o comando do general Prisco, esmagaram o inimigo ao logo do rio Tisza, no coração da Panônia. Foi somente a revolta de Focas contra Maurício em 602 que, em última análise, salvou os avares e quase acabou com o Império Bizantino. No mesmo ano, o grão-cã Beano morreu, deixando seu império agora seguro e consolidado.

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Fontes consultadas

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