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Ibne Batuta

Xameçadim Abu Abedalá Maomé ibne Maomé ibne Ibraim Aluati Atanji, mais conhecido como Ibne Batuta, foi um viajante, estudioso e explorador berbere. No mundo islâmico ele é conhecido como o príncipe dos viajantes devido a sua famosa jornada realizada entre 1325 e 1353 que percorreu cerca de 120 mil quilômetros. Suas viagens atravessaram o norte da África, a península arábica, o extremo oriente, a Anatólia, a costa oriental africana e o Sael.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Primeiros anos e primeira haje

Tudo o que se sabe sobre a vida de ibne Batuta vem da informação autobiográfica incluída no relato de suas viagens. Ibne Batuta nasceu em uma família de estudiosos das leis do Islão em Tânger, Marrocos, em 25 de fevereiro de 1304, durante a dinastia merínida. Quando jovem, teria estudado na "escola" sunita maliquita da lei muçulmana, que era dominante no norte de África naquele tempo. Inclusive, o viajante atuou como cádi durante a sua estadia no Sultanato de Déli, na Índia, o qual procurava pessoas especializadas para compor o aparato administrativo muçulmano. Em junho de 1325, quando tinha vinte e dois anos de idade, ibne Batuta partiu de sua cidade natal em uma haje (peregrinação) a Meca, uma viagem que levaria 16 meses, mas ele não veria novamente Marrocos por 24 anos. Sua viagem a Meca foi por terra, onde seguiu a costa norte-africana cruzando os reinos de Tremecém e Haféssida. O seu percurso passou por Tremecém, Bugia e depois Túnis, onde permaneceu por dois meses. Ele normalmente optava por participar de uma caravana para reduzir o risco de ser atacado. Na cidade de Esfax, casou-se pela primeira de várias vezes em suas viagens.

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Iraque e Pérsia

Em 17 de novembro de 1326, após um mês em Meca, ibne Batuta juntou-se a uma grande caravana de peregrinos, retornando através da Península Arábica para o Iraque. A caravana foi inicialmente para o norte de Medina e, em seguida, viajando à noite, em direção do nordeste através do planalto do Négede até Najafe, uma jornada que durou cerca de 44 dias. Em Najafe, visitou o mausoléu de Ali, o quarto califa ortodoxo e genro de Maomé, um lugar particularmente venerado pela comunidade xiita. Neste ponto, em vez de continuar em direção a Bagdá com a caravana, ibne Batuta iniciou um desvio de seis meses que o levou para a Pérsia. De Najafe viajou para Uacite e depois para o sul seguindo o Rio Tigre até Baçorá. Seu próximo destino era a cidade de Ispaã através do Cordilheira de Zagros, na Pérsia. Dali seguiu para o sul até Xiraz, uma próspera cidade grande que havia sido poupada da destruição causada pela invasão mongol em muitas outras cidades do norte. Finalmente, voltou através das montanhas para chegar a Bagdá em junho de 1327. Partes da cidade estavam em ruínas, seriamente danificadas pelo exército de Hulagu Cã.

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Mali

Imagem: KSKB1935 · BY-SA · Openverse

Em 1351 ele partia de Fez e retornaria ao Império Merínida apenas em 1354. Nessa viagem ele adentrou no Império do Mali durante o governo do Mansa Solimão. No seu relato, ibne Batuta teceu vários comentários acerca dos residentes desse império. Entre eles, a presença de mulheres e meninas nuas e sem utilizar véu em público e o hábito de jogar poeira e cinza sobre a cabeça como sinal de obediência. Tais características incomodavam o viajante. Além disso, o príncipe dos viajantes, no seu relato, elogiou a segurança do lugar e a grande atenção ao ensino do Alcorão.

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Locais visitados por ibne Batuta

Imagem: Gabby Canonizado 02 (New account) · BY · Openverse

Ibne Batuta viajou cerca de 120 mil km durante a sua vida, um percurso três vezes maior que o do famoso viajante veneziano Marco Polo. Aqui se apresenta uma lista de alguns locais onde ele esteve. Durante a maior parte da sua jornada no Império do Mali, ibne Batuta viajou com um séquito que incluía escravos, a maior parte dos quais carregavam bens diversos para negociações, mas poderiam eles próprios serem vendidos. No retorno de Taqueda para Marrocos, sua caravana transportava 600 escravas, sugerindo que a escravatura era uma parte substancial das atividades comerciais do Império.

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