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Batalhão de Viaturas Anfíbias

O Batalhão de Viaturas Anfíbias (BtlVtrAnf) é uma unidade do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil responsável pelo transporte de forças de desembarque dos navios até a praia. Ele atualmente opera 49 Carros sobre Lagarta Anfíbios (CLAnf), designação local do Amphibious Assault Vehicle americano, a maior frota desse blindado de transporte de pessoal no Hemisfério Sul. Sua sede é desde 1985 a Ilha das Flores, no estado do Rio de Janeiro, subordinando-se ao Comando da Divisão Litorânea. Além de sua função nas operações anfíbias, os CLAnf do batalhão já foram usados nas operações de garantia da lei e da ordem no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Sede e denominação

O batalhão tem suas origens na Companhia de Transporte Motorizado, criada em Duque de Caxias em 1961. Pertencia, à época, ao Núcleo da 1.ª Divisão de Fuzileiros Navais. Em meados da década, a Companhia foi transferida à Ilha do Governador e expandida a Batalhão de Transporte Motorizado, subordinado ao Comando da Tropa de Reforço (atual Divisão Litorânea). Esta, por sua vez, responde à Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE). Em meados dos anos 1970 o Batalhão retornou a Duque de Caxias. Em 1985 ele foi transferido à Ilha das Flores, sua sede atual, e recebeu sua denominação atual de Batalhão de Viaturas Anfíbias.

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Veículos

DUKW e CamAnf

Para transportar os fuzileiros em operações de desembarque, em 1970 a Marinha adquiriu 34 caminhões GMC DUKW. De origem americana dos anos 1940, aquelas unidades haviam servido às Forças Armadas Francesas. Em 1973 havia uma Companhia de Viaturas Anfíbias com dois pelotões equipados com esses veículos. A firma nacional Biselli Viaturas e Equipamentos Ltda. foi encarregada em 1978 de projetar um substituto similar ao DUKW, o Caminhão Anfíbio ou CamAnf. Planejava-se 25 unidades, mas só cinco chegaram a ser montadas e incorporadas. Os DUKW foram aposentados nos anos 1980.

EE-11 Urutu

Investindo na motomecanização do CFN, em 1972 a Marinha adquiriu cinco blindados de transporte de pessoal sobre rodas EE-11 Urutu, os primeiros veículos blindados operados pelo CFN. Estes eram protótipos de uma versão marítima do blindado que a fabricante Engesa também oferecia ao Exército Brasileiro. Em 20 de junho de 1973 realizaram-se os primeiros testes. O veículo logo se mostrou lento e difícil de governar no mar, e consequentemente teve carreira curta. Organizados no 3.º Pelotão de Viaturas Anfíbias, os cinco Urutus já haviam sido desativados quando o CLAnf foi recebido na década seguinte.

M-113

A experiência com o Urutu convenceu o CFN a adquirir blindados sobre lagartas, e em 1974 o Batalhão de Manutenção e Abastecimento recebeu 30 unidades da família M-113: 24 transportes M-113A1 TP, dois porta-morteiros M-125 A1, dois veículos de comando M-577 A1, um veículo de socorro XM-806E1 e um veículo oficina M-113 A1G. Eles foram então transferidos ao Batalhão de Transporte Motorizado, onde foram incorporados à Companhia de Viaturas Anfíbias. Mas o M-113 não é um veículo anfíbio, embora possa atravessar pequenos cursos d'água. A Companhia foi renomeada para Companhia de Viaturas Blindadas em 1977, permanecendo com o batalhão até 2003, quando foi transferida ao recém-criado Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais.

CLAnf

Os estudos do CFN para um novo veículo de operações anfíbias conduziram ao LVTP-7 (Landing Vehicle, Tracked, Personnel) ou Amphibious Assault Vehicle (AAV). Ele já era conhecido de exercícios conjuntos com o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (United States Marine Corps, USMC) e havia sido provado na Guerra das Malvinas. O primeiro lote desembarcou no Rio de Janeiro em julho de 1986: doze unidades (dez de transporte de tropas, uma de comando e uma de oficina) do AAV-7A1 revisadas pouco antes na reserva do USMC. Em serviço brasileiro o AAV foi denominado CLAnf (Carro sobre Lagarta Anfíbio) e organizado numa Companhia de Carros Lagarta Anfíbios (CiaCLAnf) dentro do Batalhão de Viaturas Anfíbias.

Aquisição futura

Estudos para um sucessor ao CLAnf estavam em curso em 2023. O objetivo era um veículo 8×8 sobre rodas, possivelmente o Amphibious Combat Vehicle [en] da BAE Systems.

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Missões

A principal função dos CLAnf do CFN é transportar os elementos de assalto de uma força de desembarque de seus navios até a cabeça de praia durante um assalto anfíbio. No mar, as viaturas anfíbias são transportadas por um navio com um convés inferior que possa ser alagado, ou convés doca. A entrada e saída se dá por uma porta rebatível na popa. Desta forma, o navio pode lançar as tropas a uma distância segura da praia. A Marinha do Brasil já operou dois Navios de Desembarque e Doca (NDD), o Ceará (G-30) e Rio de Janeiro (G-31), ambos desativados, e um Navio Doca Multipropósito (NDM), o Bahia (G-40). O Bahia pode transportar até 34 CLAnf. Em comum com outros blindados de transporte de pessoal do CFN (os M-113 e Piranha), em terra os CLAnf transportam pessoal e carga, apoiam uma tropa com seu poder de fogo, mobilidade e proteção blindada, ampliam capacidades de comando, controle e comunicações e transpõem cursos d'água.

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Fontes consultadas

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