Pesquisa · Mapa mental

Gomes Freire de Andrade

Gomes Freire de Andrade e Castro, Gomes Freire de Andrade CvC, foi um general português.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
01

Biografia

Imagem: Icaro brasil · BY-SA · Openverse

Era filho de António Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro (? – 11 de Novembro de 1770), embaixador representante de Portugal na corte austríaca, e de sua mulher Maria Anna Elisabeth, Condessa Schaffgotsch e Baronesa von und zu Kynast und Greiffenstein (9 de Outubro de 1738 – 27 de Novembro de 1787), vinda de uma antiga e ilustre família nobre da Boémia e ainda parente da segunda mulher do Marquês de Pombal. Teve a educação que na época se costumava dar aos filhos da nobreza. Foi educado e residente em Viena até 1780. Seu pai, António Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro, fora um ótimo colaborador do marquês de Pombal na campanha contra a Companhia de Jesus, sendo o filho Gomes Freire enviado, então, para Portugal, para onde veio com 24 anos de idade, em Fevereiro de 1781, já com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Destinado à carreira militar, assentou praça de cadete no regimento de Peniche, sendo em 1782 promovido a alferes. Passou à carreira naval na Armada Real, embarcando em 1784 na esquadra que foi auxiliar as forças navais espanholas de Carlos III de Espanha no bombardeamento de Argel.

Acusação

Cheio de prestígio, partidário das ideias liberais, foi, naturalmente, encarado como chefe do movimento contra a influência inglesa e o regime absoluto, embora não tivesse participado activamente em qualquer conspiração. Libertado Portugal da ocupação das tropas francesas, e após a derrota de Napoleão, Freire de Andrade, ao regressar a Portugal, veio a ser preso, implicado e acusado de liderar uma conspiração em 1817 contra a monarquia de Dom João VI, em Portugal continental representada pela Regência, então sob o governo militar britânico do marechal William Carr Beresford. Foi, em Maio desse ano, detido, preso, tratado como um criminoso, conhecendo, apenas, um simulacro de julgamento, no qual foi seu advogado de defesa Filipe Arnaud de Medeiros, e condenado à morte e enforcado (embora tenha pedido para ser fuzilado) junto ao Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, por crime de traição à Pátria junto com outras onze pessoas: o coronel Manuel Monteiro de Carvalho, os majores José Campelo de Miranda e José da Fonseca Neves e mais oito oficiais do Exército.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando