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Batalha de Talavera

A Batalha de Talavera teve lugar nas imediações de Talavera de la Reina em 28 de julho de 1809 e colocou frente a frente os exércitos aliados contra os exércitos napoleônicos do Império Francês.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
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Preparação

Uma vez expulso o exército de Soult de Portugal, Wellesley (futuro duque de Wellington) acolhe o pedido da Junta de Defesa espanhola para colaborar na luta contra as tropas napoleônicas, concretamente para ajudar a vencer ao exército do marechal Victor, concentrado na cidade de Mérida. A reunião de Wellesley com o General Cuesta para estabelecer um plano comum de ação não sai como ambos desejavam, já que entre eles surgem numerosas disputas e desacordos na forma de levar a cabo os movimentos.

Movimentos prévios

Entretanto, Victor muda seus homens até Talavera, onde o rei José Bonaparte, no comando da maior parte do exército de Madrid se dirige em seu auxílio e a quem se une também o general Sebastiani que observava os movimentos do espanhol Venegas por La Mancha. Enfim, Wellesley e Cuesta conseguem alcançar um mínimo acordo e em 20 de julho juntam seus exércitos em Oropesa, a uns 40 km a oeste de Talavera de la Reina.

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A batalha

Primeiros ataques

No dia 27 de julho o exército aliado estava posicionado alguns quilômetros a oeste do rio Alberche. As tropas francesas a mando de Victor, sem esperar a chegada de José Bonaparte e Sebastiani, atravessaram o rio Alberche ao meio-dia desse mesmo dia 27 de julho, pilhando desprevenida a uma brigada inglesa com quem se encontrava o próprio Wellesley, em posição avançada de observação. Ele esteve a ponto de ser feito prisioneiro, salvando-se no último momento ao poder montar a um cavalo e fugir a galope atrás de suas linhas. Em preparação ao ataque iminente, o exército aliado toma posições entre o Tejo e a Colina de Medellín, situando-se essa noite os espanhóis à direita junto à cidade de Talavera, formando três linhas e tornando-se na parte mais forte da linha defensiva e os ingleses à esquerda, ocupando a colina e situando no centro das linhas um refúgio artilheiro.

Começa o combate

Por parte francesa, o rei José Bonaparte e o general Jourdan preferiam esperar a chegada dos reforços solicitados a Soult, que se encontra no caminho desde Salamanca, mas instados pelo general Victor, começaram o ataque. O assalto de surpresa dos franceses se iniciou de madrugada sobre as posições inglesas situadas no Morro de Medellín, que suportou os ataques tendo reforçado o seu flanco esquerdo com cavalaria espanhola do Duque de Alburquerque e a 5.ª divisão espanhola de Bassecourt. Visto o escasso êxito do ataque, José Bonaparte se reúne com Victor, Sebastiani e Jourdan para decidir se retira-se ou continua. Depois de uma longa deliberação e de saber que Soult não chegaria a Plasencia até o início de agosto e que além disso Venegas avançava até Toledo e Aranjuez com o exército de La Mancha, optaram por seguir o critério de Victor e continuar a batalha.

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Resultado

Apesar da vitória e não ouvindo a opinião de Cuesta de atacar os franceses relegados agora em Cazalegas, Wellesley, em vista da iminente chegada de Soult com seu exército e temeroso de ver-se cortado de sua base de operações em Portugal, decide uma rápida retirada pela Extremadura até a fronteira, encarregando as tropas espanholas da proteção de sua retaguarda e deixando abandonada a cidade em 4 de agosto. Em 8 de agosto, o exército de Soult se encontraria com o espanhol, que cobria a retaguarda de Wellesley, na batalha de Puente del Arzobispo. Pelos méritos da batalha, Wellesley receberia os títulos de Visconde de Wellington e Visconde de Talavera da Rainha. Por sua parte, a Junta Central de Defesa concedeu a Cuesta a Grã-cruz de Carlos III.

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