Batalha de Simancas
A Batalha de Simancas, ocorrida em 939, foi um confronto decisivo entre a coligação cristã liderada por Ramiro II, rei de Leão, e as forças do califa Abderramão III. Travada perto da cidade de Simancas, a batalha selou o domínio cristão sobre as terras do rio Douro.
Pontos-chave
- A batalha ocorreu em 939, perto de Simancas.
- Ramiro II de Leão liderou uma coligação cristã contra Abderramão III.
- O conflito decidiu o domínio cristão sobre as terras do rio Douro.
- Após a batalha, a linha de repovoação leonesa avançou até o rio Tormes.
- Apesar da derrota, os exércitos muçulmanos continuaram a fazer incursões.
Em 937, o rei Ramiro II de Leão apoiou Aboiaia, rei de Saragoça, contra o califa Abderramão III. Após a queda de Saragoça e a subsequente rendição de Aboiaia, Abderramão III lançou uma ofensiva contra Navarra, forçando a rainha Toda a se declarar vassala. O califa, então, planejou a 'gazat al-kudra' (Campanha do Supremo Poder) para aniquilar o reino leonês, reunindo um grande exército e incitando à jihad, com orações de agradecimento antecipado sendo entoadas em Córdova.
A batalha, travada na margem direita do rio Pisuerga, foi intensa e durou vários dias. Crônicas cristãs mencionam a aparição de Santo Emilião, e tanto fontes árabes quanto cristãs relatam um eclipse solar dias antes. O combate resultou na derrota das tropas muçulmanas, que não conseguiram tomar Simancas, e na captura de Abu Iáia. Posteriormente, ocorreu a derrota muçulmana em Alhándega, onde sofreram uma emboscada e uma grande pilhagem.
Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse
A Batalha de Simancas permitiu ao reino de Leão expandir sua linha de repovoação até o rio Tormes, ultrapassando o limite do Douro. Apesar de Abderramão III não liderar mais exércitos pessoalmente, as incursões muçulmanas em terras cristãs persistiram.


