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Batalha de Monte Caseros

A Batalha de Monte Caseros, também chamada de Batalha de Caseros ou dos Santos-Lugares, foi uma das batalhas da Guerra contra Oribe e Rosas (1851-1852), travada a 3 de Fevereiro de 1852, já ao final do conflito.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 03/07/2026
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Forças

Os aliados decidiram dividir suas forças em duas: uma multinacional - com a formação do Grande Exército Aliado de Libertação - comandada por Justo José de Urquiza que tinha uma divisão brasileira e uma segunda força (Exército Brasileiro) composta inteiramente de brasileiros comandados por Caxias.

O "Grande Exército"

Em 1851, o general e governador da provincia de Buenos Aires, Juan Manuel Rosas, declarou guerra ao Brasil. Em oposição a isto, firmaram um acordo em 21 de novembro de 1851 os governos de Entre Ríos, Corrientes, Uruguai e o Imperio do Brasil. Por este tratado, o general Justo José de Urquiza se comprometia a atravessar o rio Paraná e combater Rosas. Para tanto constituiu-se o denominado Grande Exército, integrado por entrerrianos, correntinos, brasileiros, uruguaios e alguns habitantes da provincia de Buenos Aires. O efetivo era composto por trinta mil homens, onde se compreendiam a maioria dos recrutados das províncias argentinas de Entre Ríos e Corrientes, quatro mil do Brasil, sob o comando do brigadeiro Manuel Marques de Sousa, e dois mil do Uruguai, sob o comando do Coronel Cesar Diaz. Entre as tropas argentinas destacavam-se personagens como o futuro presidente Bartolomé Mitre. Todos liderados pelo governador de Entre Ríos, Justo José de Urquiza. Urquiza encontrava-se em revolta contra Juan Manuel Rosas desde 1 de maio de 1851, dia em que lançou o chamado Pronunciamento de Urquiza.

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A estratégia da campanha brasileira

Caxias traçou o plano da campanha: as forças aliadas subiriam o rio Paraná até o ponto mais conveniente de desembarque para marchar contra as forças de Rosas. Parte da esquadra brasileira ficaria na Colônia do Sacramento, em frente a Buenos Aires para o caso de uma necessidade de ameaçar a capital portenha, se Rosas opusesse resistência. Dando cumprimento ao plano de Caxias, a esquadra sob o comando de Grenfell forçou a passagem fortificada de Tonelero. O exército aliado desembarcou no porto de Diamante e foi ao encontro das forças de Rosas, que foram vencidas na Batalha de Monte Caseros em 3 de fevereiro de 1852.

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Derrota de Rosas

Culminando a derrota infligida a Oribe no Uruguai, com o reconhecimento final do Governo da Defesa de Montevidéu como único legítimo, a batalha de Monte Caseros determinou a queda definitiva do Governo de Juan Manuel de Rosas e propiciou a criação da Confederação Argentina, presidida pelo elevado a Brigadeiro-General Justo José de Urquiza. O exército aliado partiu em direção da capital argentina de Buenos Aires com o intuito de conquistá-la por terra, enquanto o Exército brasileiro comandado por Caxias iria atacar pelo mar. No entanto, o exército aliado acampou a cerca de nove quilômetros de Buenos Aires em 1 de fevereiro de 1852 e dois dias depois encontrou o exército argentino liderado por Rosas em pessoa. As forças aliadas eram compostas por 20 mil argentinos, 1 700 uruguaios e 4 000 soldados de elite brasileiros, distribuídos em cerca de 16 mil cavalarianos, 9 mil soldados de infantaria e mil de artilharia, totalizando 25 700 a 26 000 homens, com 45 a 50 canhões. E do lado argentino, Rosas possuía cerca de 15 mil cavalarianos, 10 mil soldados de infantaria e 10 mil artilheiros, num total de 35 mil homens no máximo, com 60 canhões.

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Atiradores de elite

Nesta batalha o Exército Brasileiro empregou cerca de uma centena de atiradores de elite alemães, contratados. Estes homens, equipados com então modernos fuzis de agulha Dreyse, foram estrategicamente distribuídos entre as unidades de Infantaria, sob o comando do Capitão Francisco José Wildt da Guarda Nacional de São Leopoldo. A sua missão foi a de caçar os artilheiros de Rosas no seu raio de alcance, facilitando essa surpresa tática o rompimento das posições de Artilharia inimiga, e a penetração do 2º Regimento de Cavalaria, sob o comando do então Tenente-coronel Manuel Luís Osório, futuro Marques do Herval. Estes mercenários alemães passaram à história com o apelido de "brummer" (resmungões).

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