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Eduardo IV de Inglaterra

Eduardo IV da Inglaterra foi o Rei da Inglaterra durante dois períodos diferentes, primeiro de 1461 até 1470 e depois de 1471 até sua morte, sendo o primeiro monarca inglês da Casa de Iorque. A primeira parte de seu reinado foi marcada pela violência associada com a Guerra das Rosas, em que lutou contra as forças da Casa de Lencastre e o rei Henrique VI até finalmente derrotá-los na Batalha de Tewkesbury, reinando em paz até o final.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/06/2026
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Nascimento e ascendência

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

Eduardo nasceu em Ruão, na França, durante uma campanha da Guerra dos cem anos. Talvez devido ao ambiente militar da época, o seu nascimento como primogénito do Duque de Iorque não foi comemorado devidamente. Foi o filho mais velho de Ricardo, 3.º duque de Iorque e de Cecília Neville. Até à morte do seu pai, era conhecido como conde de March. Ambos os seus pais eram descendentes diretos do rei Eduardo III, o que lhe dava um potencial direito ao trono. Esta pretensão foi reforçada em 1447, quando o pai de Eduardo se tornou herdeiro do rei Henrique VI, que não tinha filhos, após a morte do tio, Humberto de Lencastre, duque de Gloucester. Na altura do seu nascimento, houve rumores de que Eduardo seria o fruto de uma relação extraconjugal da sua mãe, mas estes foram descartados como propaganda política e, mais tarde, por historiadores. Eduardo e os seus irmãos, Jorge, duque de Clarence e Margarida, duquesa de Borgonha, eram muito parecidos, sendo os três altos e louros, em contraste com o duque de Iorque que era baixo e moreno. O seu irmão mais novo, que mais tarde se tornou no rei Ricardo III, era muito parecido com o seu pai.

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Primeiros anos

Eduardo cresceu num contexto de declínio económico no seu país e de derrotas militares no estrangeiro, exacerbadas por um governo central fraco e corrupto. Tanto ele como o seu irmão mais novo, Edmundo, conde de Rutland, nasceram em Ruão, onde o seu pai, o duque de Iorque foi governador das terras inglesas em França até 1445, quando foi substituído por Henrique Beaufort, 3.º duque de Somerset. É provável que Eduardo e Edmundo tenham sido educados no Castelo de Ludlow nas Marcas galesas, onde o duque de Iorque era o proprietário de terras mais proeminente. Em 1447, o duque de Iorque foi escolhido para o cargo de governador-chefe da Irlanda, mas só o assumiu em 1449. Pouco depois, uma ofensa francesa reconquistou a Normandia, deixando Calais como a última posse inglesa no norte da França. Apesar de ser responsável por esta derrota, o duque de Somerset foi escolhido para ser o ministro-chefe de Henrique VI. A política inglesa passou a ser dominada por uma luta de poderes entre Iorquistas e os apoiantes da Casa de Lencastre, sendo os mais famosos o duque de Somerset, William de la Pole e a mulher de Henrique VI, Margarida de Anjou.

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Reinado

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

Eduardo mostrou-se um rei consensual e após a sua subida ao trono não houve ameaças imediatas ao seu poder. Ao contrário do seu antecessor, tinha ideias muito próprias quanto ao que fazer e não era facilmente influenciável. Nomeadamente na questão da escolha da sua mulher. Apesar dos conselhos de Warwick, que lhe diziam para encontrar a sua rainha numa casa europeia, ou, excluindo essa hipótese, uma das suas filhas, Eduardo resolveu seguir os seus próprios desejos e se casou em segredo, em 1464. A escolhida era Isabel Woodville, uma viúva oriunda de uma família obscura que apoiava a Casa de Lencastre inicialmente, e que de imediato saltou para a ribalta. Warwick teve dificuldade em engolir este revés, ainda para mais sabendo que perdia poder e influência a favor dos Woodville a cada dia que passava. Passado algum tempo revoltou-se e levantou um exército contra Eduardo e aprisionou-o após a Batalha de Edgecote Moor em 1469.

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Descendência

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

Eduardo teve dez filhos com Isabel Woodville, sendo que sete deles estavam vivos aquando da sua morte. Foram todos considerados ilegítimos ao abrigo da Titulus Regius, mas a lei foi revogada por Henrique VII, que casou com a filha mais velha de Eduardo, Isabel. Descendência com Isabel Woodville (1437-1492): Eduardo teve várias amantes, incluindo Lady Eleanor Talbot e Elizabeth Lucy, provavelmente filha de Thomas Waite (ou Wayte) de Southampton. A sua amante mais famosa foi Jane Shore, que foi compelida por Ricardo III a fazer uma penitência pública em Paul's Cross. Sir Thomas More afirmou que a penitência teve o efeito contrário do que Ricardo III pretendia uma vez que: "apesar de ela ter saído vestindo apenas o seu kyrtle, ela era tão bela e encantadora... que a sua grande vergonha valeu-lhe rasgados elogios." Eduardo teve vários filhos ilegítimos que reconheceu como seus:

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