Perozes Cosroes
Perozes Cosroes, também conhecido como Piruzã ou Firuzã, era um poderoso aristocrata persa que era o líder da facção parsigue (persa) que controlava grande parte dos assuntos do Império Sassânida durante a Guerra Civil Sassânida de 628–632. Foi morto na Batalha de Niavende em 642.
Perozes (Περόζης / Περώζης, Perózēs / Perṓzēs) é a forma grega do persa médio Peroz (𐭯𐭩𐭫𐭥𐭰, Pērōz), "Vitorioso", que derivou do persa antigo Pariauja (*Pariaujah; de *pari, "em torno", e *aujah, "força, poder"). Foi registrado em parta como Peroze (Pērōž), em persa novo como Piruz (پیروز, Pīrūz), em árabe como Firuz (فَيْرُوز, Fīrūz), em georgiano como Peroze / Peroz (პეროჟ / პეროზ, Pʼerož / Pʼeroz) e em armênio como Peroz (Պերոզ). Por sua vez, Osroes (Οσρόης, Osróēs) ou Cosroes (Χοσρόης, Chosróēs) é a variante grega e latina do parta e persa médio Cusrove (𐭇𐭅𐭎𐭓𐭅, Xusrōw) ou Cusrave (Xusraw), que por sua vez deriva do avéstico Caosrava (Haosrauuah), "aquele que tem boa fama". Foi registrado em armênio como Cosrove (Խոսրով, Xosrov), em árabe como Quisra (كسرى, Kisra) e em persa novo como Cosrove (خسرو, Ḫosrow).
Guerra civil
Perozes é mencionado pela primeira vez em 628, como um dos conspiradores contra Cosroes II (r. 590–628). Durante este período, Perozes assumiu a liderança da facção parsigue, enquanto o Ispabudã Farruque Hormisda, assumiu a liderança da facção pálave (parta). Após a derrubada de Cosroes, o filho deste último, Cavades II, tornou-se o novo xá do Império Sassânida. Perozes foi então eleito como seu grão-framadar (vizir ou primeiro-ministro); supostamente, sob as ordens de Cavades, executou todos os irmãos e meio-irmãos do monarca. Cavades então fez as pazes com o Império Bizantino, com quem o Império Sassânida estava em guerra desde 602, e restaurou todos os seus territórios perdidos. No entanto, logo após esses eventos, parsigues e pálaves entraram em conflito, o dividiu os recursos do país. Na sequência, uma praga devastadora se espalhou pelo oeste do Irã, matando metade da população junto com Cavades, que foi sucedido por seu filho de oito anos Artaxer III. Perozes foi designado como comandante da guarda real (azarapates) e foi sucedido como grão-framadar por Ma-Adur Gusnaspe.
Revolta árabe
Um ano depois, os árabes muçulmanos começaram a conquistar a Pérsia. Bamã Jadui, membro da facção parsigue, junto com Andarzagar, entraram em confronto com os árabes na Batalha de Ualaja; foram, no entanto, derrotados. Em 634, após várias derrotas sassânidas, Bamã conseguiu derrotar os árabes na Batalha da Ponte. Dois anos depois, os árabes fizeram um contra-ataque tomando Cadésia, onde Perozes comandaria a retaguarda do exército sassânida. Os sassânidas foram derrotados e muitas figuras iranianas notáveis, incluindo Rustão e Bamã, foram mortas. Os árabes então sitiaram Ctesifonte. Perozes conseguiu sobreviver e junto com Naquiragã, Mirranes Razi e Hormuzã, reagruparam-se em Bavel (Babilônia), onde tentaram repelir o exército árabe, mas foram novamente derrotados. Ctesifonte foi logo capturada e Perozes fugiu para Jalula, onde começou a formar outro exército. Mais tarde, entrou em confronto com os árabes na Batalha de Jalula em 637, onde foi novamente derrotado, enquanto Mirranes Razi foi morto. Perozes então fugiu à Média, onde se reagrupou com os nobres sassânidas, e lutou contra os árabes na Batalha de Niavende em 642, onde foi finalmente morto.


