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Batalha de Gaugamela

A Batalha de Gaugamela, também conhecida como Batalha de Arbela, ocorreu em 331 a.C. entre as forças do Exército da Macedônia, sob o comando de Alexandre, o Grande, e o Exército Persa, sob o rei Dario III. Foi a segunda e última batalha entre os dois reis e é considerada o golpe final para o Império Aquemênida persa, resultando em sua conquista completa por Alexandre.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Após a tomada de Tiro

Depois que Alexandre tomou e destruiu Tiro, ele decidiu a refundar com uma população fenícia e mantê-la em segurança por um comandante grego encarregado da região. Alexandre planejara com antecedência um esplêndido festival com sacrifícios a Héracles, competições de atletismo e de artes. Era a ocasião de celebrar a dominação do mar por Alexandre e os gregos. Os reis de Chipre equiparam e treinaram os coros para os jogos, vieram atores de Atenas e os juízes da competição dramática eram os principais generais macedônios. Quando um ator a quem Alexandre era devotado não obteve o primeiro prémio, ele disse que teria dado parte de seu reino para que fosse de outra forma, mas mesmo assim aceitou o veredicto. Comovia-se profundamente com a música da lira; quando um tocador favorito foi morto em batalha ao lado dele, dedicou em Delfos uma estátua de bronze do tocador com uma lira e uma lança nas mãos. O navio estatal de Atenas e provavelmente os de outros estados gregos vieram ao festival, tanto para cumprimentar Alexandre como para fazer suas solicitações.

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A travessia do Rio Tigre

Alexandre marchou então em direção ao norte, ao longo das montanhas armênias, para encontrar pasto para os cavalos, usar suprimentos locais e evitar o grande calor, pois tinha de alimentar cerca de 47 mil homens e talvez 20 mil cavalos e mulas. Os dois exércitos ficaram sem contato um com o outro por aproximadamente seis semanas, durante as quais os macedônicos fizeram incursões pela Armênia. Alexandre foi o primeiro a capturar alguns opositores, que revelaram que o plano de Dario III era dominar o rio Tigre. "Alexandre foi apressadamente para o Tigre"; cruzou suas águas caudalosas em um ponto sem defesas, pois estava em um ponto do rio bem mais alto do que Dario esperava. Enquanto o exército aguardava o trem de suprimentos, houve um eclipse lunar em 20 de setembro de 331 a.C. Alexandre restaurou a confiança sacrificando aos deuses que causam os eclipses — a Lua, o Sol e a Terra — e Aristandro anunciou que o eclipse pressagiava a vitória sobre a Pérsia no mês atual.

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A batalha

O exército de Alexandre moveu-se na planície com perfeita precisão, como em um terreno de parada. No início, a linha era paralela à de Dario III e avançava de frente para a direita e parte do centro persa, mas em um momento predeterminado a linha fazia uma inclinação para a direita e avançava em direção à linha de frente direita em formação oblíqua, a ala direita avançada e a esquerda retardada. Dario viu que o exército de Alexandre movia-se agora para longe da trilha preparada para os carros. Ordenou portanto aos bactrianos e citas que atacassem o flanco direito de Alexandre e interrompessem o movimento. Mas Alexandre contra-atacou com esquadrão após esquadrão, todos em formação em cunha, e nesse meio-tempo continuava a avançar sua vanguarda direita. Dario mandou seus carros com lâminas ao ataque antes que fosse tarde demais. Mas eles se mostraram ineficazes, pois, de acordo com as ordens que receberam, os macedônios abriram as fileiras para deixá-los passar; os lançadores de dardos agriães e os trácios atingiram condutores e cavalos com seus dardos e as tropas fizeram um tremendo barulho que assustou os cavalos dos carros, fazendo-os sair da rota.

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