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Basílica de Damous El Karita

A basílica de Damous El Karita é uma basílica cristã em ruínas situada no perímetro do sítio arqueológico de Cartago, na Tunísia. Data da época bizantina e situa-se na colina de Odéon. Trata-se do complexo arquitetónico cristão mais importante conhecido no seio da capital da África proconsular. Segundo Noël Duval, é um dos «mais célebres monumentos paleocristãos» mas também um dos «mais maltratados e desconhecidos». O complexo arquitetónico constituiu um dos conjuntos de culto cristão mais consequentes da África do Norte da antiguidade e da Alta Idade Média. O conjunto comportava duas igrejas, pelo menos um martírio, Hipogeus e uma rotonda subterrânea.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Etimologia

Supõe-se que o nome atual seja de uma deformação do latim domus caritatis (casa da caridade).

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História

História antiga

A comunidade cristã em Cartago desenvolveu-se desde o Século III, segundo fontes literárias como Tertuliano e São Cipriano, e os locais de culto identificados são datáveis do Século IV. Segundo Duval, a Sé de Cartago parece ter sido organizada em regiões eclesiásticas, geridas por um arcediago sob a autoridade do bispo de cada uma das regiões. Cada uma possuia um batistério e anexos. A organização em regiões em Cartago é uma cópia da organização da Igreja em Roma, com sete regiões eclesiásticas desde metade do século III. Seis regiões são conhecidas. Azedine Beschaouch indica sete regiões para a metrópole africana. Os primeiros indícios arqueológicos da presença cristã em Cartago remontam ao século III, com numerosos túmulos e vestígios materiais entre os anos 390-410. Os cemitérios cristãos (areae) datam do fim do século II e início do século III; instala-se uma devoção nos locais devido à suposta presença de relíquias de mártires. As fontes literárias falam também de igrejas acolhendo concílios a partir do final do século IV. Cerca de trinta construções ligadas ao culto cristão foram descobertas desde o início da arqueologia cartaginesa..

Redescoberta do sítio

A basílica é descoberta em 1878 pelo padre Alfred Louis Delattre, um dos pioneiros da arqueologia cartaginesa. Essa descoberta coloca uma missão arqueológica permanente em Cartago, sob pedido do Cardeal Lavigerie. As escavações são no entanto feitas de forma irregular por razões económicas. As primeiras escavações são objeto de breves relatórios, em conformidade com a metodologia arqueológica dessa época, e a estratigrafia é muito pouco explícita. O objetivo passa então na recuperação das inscrições funerárias cristãs, tendo sido encontrados fragmentos aos milhares: desde 1892 foram contados 14000 fragmentos. Os epitáfios raramente estão intactos. Em 1911 Delattre menciona inscrições que mencionam um bispo, outra um padre, e outras mencionam religiosas e a maior parte é relativa a fiéis do local.

Escavações do século XX

Entre as descobertas de 1911, Delattre relata a possibilidade de existir uma outra basílica, retangular e dividida em três naves. Durante as escavações do hypogeu em arcosolia, encontra vestígios de baixo-relevos, lâmpadas a óleo com desenhos cristãos, vasos de vidro assim como uma mão abençoando. Um cemitério católico foi colocado ao nordeste da construção para abrigar as sepulturas dos Pais Brancos (Missionários de África). O sítio foi intensamente escavado, e foi objeto de «restaurações» intempestivas feitas pelo Congresso Eucarístico de 1930; estas são semelhantes às efetuadas na basílica de São Cipriano, localizada na colina dita de Santa Mónica.

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Fontes consultadas

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