Bartolomeu Perestrelo
Bartolomeu Perestrelo, fidalgo português, foi um dos povoadores do arquipélago da Madeira em 1419 ou 1420, juntamente com João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira. Na grafia arcaica, o seu nome grafava-se Bartholomeu Perestrello ou Bertholomeu Perestrello.
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Era filho de Filippo Pallastrelli, aportuguesado em Filipe Palestrello ou Palestrelo (c. 1368 – d. 1437), cavaleiro e comerciante de origem italiana que chegara a Lisboa nos finais do século XIV, e de sua mulher Catarina Vicente/Catherina Visconti. Vivia no Porto a 8 de Setembro de 1399 quando, como cavaleiro italiano e mercador, teve Carta de Privilégio, registada na Chancelaria de D. João I. Para tanto, justificou a sua Nobreza nesse ano de 1399, data em que lhe terá sido reconhecido o seu brasão de armas: «escudo partido em pala; na primeira, em campo de oiro, um leão de púrpura armado de vermelho; na segunda, em campo de prata, uma banda azul, carregada de três estrelas de oito pontas entre seis rosas de vermelho de três em três em pala; timbre o leão do escudo, com uma estrela na espádua». Com sua mulher Catarina Visconti vivia em 1437 quando o casal recebe do Rei D. Duarte I mercê de duas casas na Rua de Sub-Ripas, em Coimbra. Dizem alguns que Filippo Palestrelo casara segunda vez com Beatriz de Mello, o que parece difícil, pois nasceu cerca de 1368 e, em 1437, portanto com cerca de 69 anos de idade, ainda estava casado com Catarina Visconti. Não se sabe se Filippo Palestrelo nasceu em Portugal ou foi para lá pequeno.
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Tornou-se Cavaleiro da Casa do Infante D. João e mais tarde da do Infante D. Henrique. Julga-se que já esteve na conquista de Ceuta, a 15 de Agosto de 1415. Mas parece que não participou na «descoberta» da Madeira, nem mesmo de Porto Santo. Era Fidalgo da Casa do Infante D. João quando, em 1426, o Infante D. Henrique o fez Capitão da ilha de Porto Santo e o encarregou do povoamento e colonização desta ilha. Não terá ido para lá imediatamente, ou, então, voltou, pois, em 1437, era Vereador do Senado da Câmara de Lisboa. É precisamente este último, na qualidade de Mestre da Ordem de Cristo, titular das ilhas, que lhe entregou a administração da capitania de Porto Santo, porquanto as do Funchal e de Machico tinham sido entregues, respectivamente, a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira. A sua capitania, cuja colonização efectiva terá começado em 1428, foi desde o início a menos próspera das três, e a fome e pirataria assolaram-na constantemente.
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Bartolomeu Perestrelo foi nomeado 1.° Capitão-Donatário Hereditário da Ilha de Porto Santo a 1 de Novembro de 1446. Bartolomeu Perestrelo cedo se revelou desgostoso com a parte que lhe coubera, e logo nos primeiros anos de administração desistiu da sua capitania e regressou ao Reino, tendo sido obrigado a regressar ao Porto Santo pelo Infante D. Henrique. Só a 1 de Setembro de 1449, já referido como Fidalgo da Casa do Infante D. Henrique, teve deste o Senhorio da dita ilha de Porto Santo: «Eu dou carreguo a Bertholomeu perestrello, fidalgo de minha casa da minha ylha de porto santo para que elle dito Bertholomeu perestrello ha mantenha por mim em Justiça & direyto & morrendo elle a mim praz que seu filho primeyro ou algum se tal for tenha este carreguo pela guisa suso dita y asy de decemdente em decemdente por linha dereyta... tenha... jurisdiçom... do ciuell & crime resalbando morte ou talhamento de membro...».
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Casou primeira vez c. 1418 com Branca Dias, falecida antes de 1425, da qual teve uma filha: Casou segunda vez antes de 8 de Junho de 1431 com Margarida Martins, da qual não teve descendência. É certo que eram casados, pois, nessa data, D. João I doa a este casal umas casas de foro na Rua Nova, junto á Porta da Herva, em Lisboa. Casou terceira vez c. 1446 com Catarina de Mendonça (c. 1430 – ?), filha natural de Afonso Furtado de Mendoça, da qual teve três filhas: Casou quarta vez c. 1450 com Isabel Moniz, da qual teve dois filhos e duas filhas:


