Alpiarça
Alpiarça é uma charmosa vila portuguesa localizada no distrito de Santarém, na região do Oeste e Vale do Tejo, especificamente na sub-região da Lezíria do Tejo. Com aproximadamente 6.000 habitantes, Alpiarça faz parte da histórica província do Ribatejo, uma região que, embora sem significado político-administrativo atual, mantém forte identidade cultural nos discursos locais e regionais.
Pontos-chave
- Alpiarça é uma vila no distrito de Santarém, com cerca de 6.000 habitantes.
- O nome 'Alpiarça' tem origem na ribeira homónima, ligada a 'peaça' (corruptela de 'peia', que significa entrave) com o prefixo árabe 'al-'.
- A vila possui um rico património arqueológico com vestígios desde o Paleolítico Inferior até à época Romana.
- Alpiarça organiza anualmente a ALPIAGRA, uma importante feira agrícola e comercial.
- A vila é acessível por transportes públicos rodoviários, incluindo carreiras da Rodoviária do Tejo e um Expresso Lisboa-Abrantes.
A toponímia de Alpiarça deriva da ribeira que passa nas suas proximidades. Segundo o linguista José Pedro Machado, o nome da ribeira, e consequentemente da vila, está associado à dificuldade de navegação causada pela abundância de moliços e algas. A palavra 'Alpiarça' seria uma evolução de 'peaça', uma corruptela de 'peia' (significando entrave ou obstáculo), à qual se adicionou o prefixo árabe 'al-' durante a ocupação mourisca.
Historicamente, Alpiarça pertenceu ao concelho de Santarém até 1836, quando foi integrada no município de Almeirim. Um marco importante foi a sua elevação à categoria de vila em 17 de fevereiro de 1906. Posteriormente, em 2 de abril de 1914, tornou-se sede de um concelho autónomo, composto inicialmente por uma única freguesia. Entre 1919 e 1926, o concelho chegou a abranger a freguesia de Vale de Cavalos, que hoje pertence ao município da Chamusca.
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A localização estratégica de Alpiarça, na margem esquerda do rio Tejo, facilitou a ocupação humana desde o Paleolítico Inferior até à época Romana. Escavações na zona do Vale do Forno revelaram importantes depósitos e indústrias líticas do Paleolítico Inferior. Trabalhos arqueológicos posteriores, especialmente na Zona de Milharós nos anos 80, confirmaram a antiguidade da ocupação, com a descoberta de vestígios de flora possivelmente anteriores à Glaciação de Wurm. Outras áreas arqueológicas relevantes incluem o Barreiro do Tojal, Vale da Caqueira, Quinta do Outeiro, Vale da Atela, Barreira da Gouxa e Vale dos Extremos.
Arqueologia
A situação geográfica da vila de Alpiarça, situada na margem esquerda do Tejo, favoreceu a ocupação humana desde o Paleolítico Inferior até à época Romana. Na zona do Vale do Forno foram encontrados depósitos e indústrias líticas datáveis do Paleolítico Inferior. Esta zona, já conhecida desde os anos 40, apenas nos anos 80 foi verdadeiramente explorada através dos trabalhos arqueológicos feitos na Zona de Milharós, onde foram encontrados depósitos e indústrias líticas datáveis do Paleolítico inferior. Foram também descobertos vestígios de flora que possivelmente serão anteriores à Glaciação de Wurm. Além do Vale do Forno há também a destacar as estações arqueológicas do Barreiro do Tojal, Vale da Caqueira, Quinta do Outeiro, Vale da Atela, Barreira da Gouxa e Vale dos Extremos.
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Desde 1983, a Câmara Municipal de Alpiarça organiza a ALPIAGRA – Feira Agrícola e Comercial de Alpiarça. Este evento consolidou-se como a principal vitrine do setor agrícola e comercial do município, promovendo as atividades económicas locais e servindo como um espaço de convívio, divulgação da cultura e do património de Alpiarça.
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Alpiarça é bem servida por transportes públicos rodoviários, com diversas carreiras da Rodoviária do Tejo a assegurar a ligação a outras localidades. Adicionalmente, a carreira Expresso que liga Lisboa a Abrantes pela margem esquerda do Tejo, entre Santarém e Abrantes, inclui uma paragem em Alpiarça, facilitando o acesso à vila.


